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28 DE SETEMBRO DE 2014

Publicado: Segunda, 29 de Setembro de 2014, 09h59 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h22 | Acessos: 1078

Clipagem ASCOM
Recife, 28 de setembro de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Cinema

O Beijo da mulher-aranha (BRA/EUA, 1985) – De Hector Babenco. Cinema da Fundação – 16h. Drama. 16 anos.

Miss Violence (GRE, 2014) – De Alexandros Avanas. Cinema da Fundação – 18h30; 20h40. Drama. 18 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Política

Analistas não crescem no 2º turno

A eleição em Pernambuco é de primeiro turno. Pelo menos é isso que afirmam os especialistas na área, tendo como argumento o fato de não existir um terceiro candidato com intenções de voto suficientes para balancear o cenário e levar a disputa para o segundo turno. Desde o início, o quadro eleitoral do Estado está polarizado entre o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), e o postulante da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que é um dissidente da Frente Popular, uma vez que na eleição de 2010 conquistou a vaga do Senado na coligação governista. Nesses últimos dias de campanha, os dois postulantes estão, de acordo com as últimas pesquisas, com o percentual de intenções de votos equilibrada, com uma certa vantagem para o socialista.

Para o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, Hely Ferreira, existe uma expectativa de que, nesta última semana, haja um acirramento da disputa, o que pode gerar uma queda no nível da campanha, especialmente no guia de rádio. Para ele, Pernambuco não teve, nesta eleição, candidatos que empolgaram a população e que o pleito foi empurrado por um fato não político, que foi a morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB). “A morte de Eduardo acirrou o processo, se não tivesse acontecido acho que essa seria uma eleição decidida por W.O., porque Paulo Câmara era um completo desconhecido”, declarou.

Já na avaliação do também cientista político da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto, apesar do acirramento e da tendência ao denuncismo comum em momentos de reta final das eleições, dificilmente surgirá um fato novo que mudará o quadro atual. “Acho que tudo o que tinha que acontecer e ser levado a público já aconteceu. Na minha opinião, não deve acontecer mais nenhum fato novo que possa interferir na eleição, até porque qualquer denúncia precisaria de um tempo de maturação nas mídias e como só tem uma semana para a eleição isso não será possível”, avaliou.

Para os dois estudiosos ouvidos pela reportagem, Hely Ferreira e Túlio Velho Barreto, a melhor estratégia de campanha para estes últimos momentos é exatamente o que os candidatos pretendem fazer, intensificar o trabalho de rua com a militância. “O eleitor já está muito desacreditado com os discursos políticos, por isso que o candidato na rua, na porta de casa, no corpo a corpo ganha mais a simpatia e credibilidade do cidadão. É algo simbólico, a presença do candidato surte muito efeito”, destacou Ferreira.

 

Programa

ROMANTISMO x RACIONALISMO

Clássico de Hector Babenco concorreu ao Oscar em 1986

Em tempos de projeções digitalmente límpidas, para alguns cinéfilos, ir ao cinema ver um filme projetado em película funciona quase como m fetichismo. E se este filme por um clássico, a ação pode er ainda mais prazerosa. O Cinema da Fundação Joaquim Nabuco oferece aos cinéfilos da Cidade um pouco esta experiência hoje, às 6h, com a sessão em 35mm e "O Beijo da Mulher Aranha" Brasil, 1985), de Hector Babenco.

Numa parceria com a Cinemateca Brasileira (SP), a Fundaj trouxe do Ceará a cópia ara que exibiu ali, no Cine Dragão-Fundação Joaquim Nabuco, dentro do 1º Festival Internacional de Cinema de Fortaleza (Farol) encerrado á duas semanas.

“Sempre lembrado como o mais próximo que o Brasil cheou ao Oscar, em função do tor norte-americano William urt ter recebido a estatueta ourada na competição de 986 por sua atuação no filme, O Beijo da Mulher Aranha” é ais do que isso. É um ponto de inflexão a ser estudado na carreira do argentino Babenco, naturalizado brasileiro.

Ponto de inflexão porque até realizá-lo o cineasta direcionava sua produção - "O Rei da Noite" (1975); "Lúcio Flávio: Passageiro da Agonia" (1977); e "Pixote: A Lei do Mais Fraco" (1981) - ao drama dos desvalidos sociais de maneira mais concreta, a pontuar a narrativa da história em função do ritmo e de uma estética policialesca. O que o diferenciava de outros filmes do gênero da época estava exatamente na profundidade em que Babenco mergulhava nas questões íntimas de seus personagens.

"Pixote" é, sem sombra de dúvida, sua obra-prima, na qual faz sobressair-se a fraternidade entre estes desvalidos, num universo da marginalidade cercada por instituições opressoras.

Com "O Beijo da Mulher Aranha", cujo sucesso lhe abriu as portas de Hollywood - depois ele faria nos EUA "Ironweed" (1987), com Jack Nicholson e Meryl Streep; e "Brincando nos Campos do Senhor" (1991), com Aidan Quinn e Kathy Bates - Babenco ainda focava sua atenção aos desvalidos, mas passava a apropriar-se de metáforas mais lúdicas para retornar ao tema da fraternidade entre os condenados.

No caso de "O Beijo..." temos o homossexual Molina (Hurt) e o prisioneiro político de um grupo antifascista Valentin (Raul Júlia) dividindo uma cela em algum lugar na América do Sul. Nos últimos segmentos do filme, que se desenrolam dentro da cela, vamos descobrindo aos poucos a diferença entre a visão dos dois prisioneiros. Enquanto o primeiro é um romântico que recorda filme escapistas (protagonizado por Sônia Braga) para suprir carências amorosas, o segundo é racional e um pragmático ativista.

Em sua condução cuida dosa, Babenco se apropria da história adaptada do livro de Manuel Puig para mostrar transformação entre este dois condenados aparente mente tão distintos, mas que em situações limites se igualam pela fraternidade. E assim vemos Molina capa de dar a vida em função d uma causa, e o politizado Valentin, no clímax do sofri mento, fantasiar imagens de felicidade deslumbrantes ao lado de sua ex-amante (também vivida por Sônia Braga). É comovente.

 

Guia Folha

Roteirão

Cinema

O Beijo da Mulher Aranha / De Hector Babenco. O prisioneiro político Valentin Arregui e Luís Molina dividem uma cela numa prisão brasileira. Cinema da Fundação: 16h. 16 anos.

Miss Violence / Cinema da Fundação: 18h30, 20h40. 18 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

João Alberto

Colunas

A Fundaj vai instalar seu segundo cinema, na sede de Casa Forte.

 

Viver

Cinema

Miss Violence – 18 anos. Cinema da Fundação. 20h40.

Beijo da Mulher-Aranha – 16a. Cinema da Fundação. 16h.

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