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A trajetória de Joaquim Nabuco

Publicado: Sexta, 23 de Agosto de 2019, 18h15 | Última atualização em Sexta, 23 de Agosto de 2019, 18h15 | Acessos: 2109

Pernambucano do Recife, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, mais conhecido como Joaquim Nabuco, nasceu em Recife no dia 19 de agosto de 1849 e faleceu em Washington, nos Estados Unidos, em 17 de janeiro de 1910. Além de escritor, historiador, jornalista e diplomata, ele se formou em Letras e em Direito. A sua principal obra na carreira é "O Abolicionismo", lançada em 1883.

"O Abolicionismo" foi publicado exatamente cinco anos antes da abolição oficial no País, e algumas décadas depois do início do fervor contra o sistema escravista. Apesar de ter sido educado por uma família escravocrata, Nabuco foi uma das principais figuras a lutar contra a escravidão. Ele, inclusive, viveu sua infância com os padrinhos no Engenho Massangana, no município do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Foi lá que o recifense teve os primeiros contatos com a escravidão.

A ligação íntima com a sociabilidade da escravidão e a vivência na construção dos futuros ideais antiescravistas o tornaram um abolicionista. Ele lutava por meio de suas atividades políticas e escritas e sua causa tomou proporções nacionais; além de fundar a Sociedade Antiescravidão Brasileira, Joaquim Nabuco também foi um dos criadores da Academia Brasileira de Letras em 1987. Atuando como jornalista e advogado, ele escreveu várias obras, como "O dever dos monarquistas" (1885), "Um estadista do Império" (1890), "Porque continuo a ser monarquista" (1890), "Minha formação" (1900) e "Escritos e discursos literários (1901)".

Em 1905, foi nomeado primeiro embaixador brasileiro em Washington. À época, era a principal figura pública da campanha abolicionista, que repercutiu internacionalmente. No ano seguinte, voltou ao Brasil e teve uma recepção calorosa. Pouco tempo depois, o pernambucano retornou para os Estados Unidos, onde reassumiu seu posto de embaixador, mas veio a falecer em 1910.

Frasista

Filho de José Tomás Nabuco de Araújo Filho, senador do Império, e de Ana Benigna de Sá Barreto Nabuco de Araújo, Joaquim Nabuco gostava de usar frases de efeito. Algumas deles ficaram marcadas na história: "O gênio sem paixão é o asceta da poesia, não é o poeta"; "Os invejosos invejam-se reciprocamente"; "O verdadeiro patriotismo, isto é, o que concilia a pátria com a humanidade".

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