Seminário de Tropicologia aborda produção do açúcar no século XVI
Reunião aconteceu nesta terça-feira (25) e contou com palestra do historiador José Nivaldo Júnior
“Berço do Açúcar: a montagem em Pernambuco da mais complexa estrutura produtiva do mundo no século XVI" foi o tema do debate da 420ª edição do Seminário de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco, que aconteceu nesta terça-feira (25). José Nivaldo Júnior, historiador, publicitário e consultor foi o palestrante da vez, que expôs aspectos históricos e técnicos sobre o assunto. Como de costume, a programação aconteceu na sala Gilberto Freyre, no campus de Casa Forte.
Para abrir o seminário, o diretor da Dipes da Fundaj, Carlos Osório, deu as boas vindas. Logo em seguida, a palavra foi de Fátima Quintas, coordenadora do Seminário de Tropicologia, que ressaltou: “O seminário foi criado para realçar e legitimar o conhecimento sobre o ser humano. A metodologia é abrangente e traz múltiplas visões da compreensão dos fenômenos socioculturais”.
Abordando história e o contexto da época das colonizações antigas, o palestrante José Nivaldo Júnior falou do processo de navegação e exploração de terras. Depois, adentrou melhor na questão da produção do açúcar no estado. “Em Pernambuco, a partir do português Duarte Coelho, na Idade Moderna, o período de colonização através dos engenhos de açúcar se configurou com um modelo diferente dos demais.” afirmou.
O palestrante narrou também todo o processo de produção da especiaria, envolvendo maquinários, mão de obra e transportes. “Além das pessoas escravizadas, haviam muitos especialistas que faziam a produção acontecer”, destacou. Por fim, apontou: “Quando os holandeses chegaram aqui não trouxeram nada de novo para a produção nos engenhos. Eles vieram aprender sobre os modelos já implementados”.
Encerrada a parte de exposição do tema, Fátima Quintas conduziu o debate com os seminaristas da mesa. “Fiquei surpreso com os conceitos e visões. Questiono a exaltação dada a indústria do açúcar, já que a mesma não se sustentou tão bem depois como indústria suprema”, comentou o jornalista e crítico cultural, Eduardo Maia, estimulando a discussão entre convidados e seminaristas.
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