Projeto Muhne 360º faz itinerância pela Região Norte do Brasil
Museu do Homem do Nordeste e Engenho Massangana serão mostrados virtualmente em visita ao Museu Paraense Emilio Goeldi e às comunidades ribeirinhas da Floresta Nacional de Caxiuanã, de 18 a 30 deste mês
Já imaginou conhecer a cultura e os aspectos étnicos do Nordeste virtualmente? Com o uso da tecnologia, o Museu do Homem do Nordeste (Muhne), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), é transformado em um "Museu Portátil', que leva a diversidade da região para outras fronteiras de forma itinerante, inovadora e criativa. O projeto Muhne 360º aportará em Belém, capital do Estado do Pará, de 18 a 20 de outubro, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (Região Norte do Brasil), que recebe em média 40 mil visitantes neste mês. Centro de pesquisas com exemplares da flora e da fauna amazônicas, o equipamento cultural foi fundado em 1896 e está situado no centro urbano.
"O projeto foi idealizado em 2018, com a primeira edição piloto do Museu sendo levada para os Mercados de Casa Amarela e da Encruzilhada. Em 2019, com a compra dos equipamentos, passou a ter destaque e ser atividade principal. Nos dias atuais, a tecnologia tem um apelo. A ideia da ida ao Pará é justamente para fazer um intercâmbio entre os museus, além de desenvolver atividades educativas para alunos e professores. A troca é o mais importante", ressaltou Victor Carvalho, chefe de monitoria do Educativo do Muhne.
Com o intuito de percorrer diferentes estados do Brasil para apresentar o Nordeste, o Muhne 360º utiliza imagens em 360 graus e disponibiliza um óculos de realidade virtual para mostrar o Museu do Homem do Nordeste, o Engenho Massangana e um pedaço da Região Nordeste.
Ainda no Pará, o Muhne 360º participará da 11ª edição da Olimpíada de Ciências, que acontecerá de 22 a 30 de outubro na Floresta Nacional (Flona) de Caxiuanã, situada no nordeste paraense, nos municípios de Portel e Melgaço. Administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Flona foi criada em 1961. O evento receberá estudantes e professores de comunidades ribeirinhas da Floresta Nacional, a segunda mais antiga do Brasil, além de voluntários e pesquisadores. O encontro contemplará os moradores ribeirinhos da localidade. Eles terão a oportunidade de conhecer a própria cultura da capital do Estado em que vivem, além dos aspectos nordestinos e a relação de similaridade entre as regiões.
Participante da ação desde 2013, Victor Carvalho vai de barco do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi até a Estação Científica Ferreira Pena, da Floresta Nacional de Caxiuanã. A travessia pelo rio dura de 18 a 20 horas. A experiência de encarar o trajeto já foi vivenciada outras vezes pelo chefe de monitoria do Educativo do Muhne.
"Eu era servidor do Museu Paraense Emilio Goeldi. A rota começa com um barco de linha, depois passa para a embarcação do Goeldi e termina na Estação Científica Ferreira Pena. Lá, o pessoal diz que 'esse rio é minha rua'. O museu Goeldi mostra a fauna e a flora da Amazônia, além da relação do homem com o meio ambiente", explicou.
Além da mostra, imagens em 360º das regiões serão captadas nas viagens para a construção de novas exposições virtuais que retratem outros estados e a diversidade brasileira. O Muhne 360º também levará registros do acervo, banners, folders do projeto Pesquisa Escolar da Biblioteca Blanche Knopf e livros da Editora Massangana para divulgação. Além disso, haverá uma doação de livros para os estudantes.
Tanto em Belém quanto na Floresta Nacional de Caxiuanã, o Muhne 360º terá como parceiro o Museu Paraense Emilio Goeldi, instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil e com mais de 150 anos de atuação na área naturais e socioculturais da Amazônia.
Desenvolvimento Humano Municipal
Com uma população de quase 25 mil habitantes, o município de Melgaço, no Arquipélago de Marajó, no Pará, por exemplo, tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH) do País, com 0,418, figurando na faixa de cidades com muito pouco desenvolvimento humano. A maior parte da população (77,82%) vive em área rural. O fato reforça o quanto é importante a realização de atividades educativas que valorizam a cultura e a arte para as comunidades ribeirinhas.
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