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Projeto Interagindo com a História do seu Bairro reúne cerca de 300 estudantes de 11 escolas municipais do Recife

Publicado: Quinta, 05 de Dezembro de 2019, 15h58 | Última atualização em Segunda, 09 de Dezembro de 2019, 14h55 | Acessos: 991

A Biblioteca Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), parceira no projeto, participa do encontro promovido pelo Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores

 

Em parceria com a Biblioteca Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o Projeto Interagindo com a História do seu Bairro, do Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores (PMBFL), realizou a III edição do evento desenvolvido nas bibliotecas das unidades educacionais da rede municipal de ensino da Região Metropolitana do Recife (RMR), sob a coordenação dos/as professores/as de biblioteca. Com a participação de cerca de 300 alunos/as de 11 escolas municipais, o encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (5), no auditório Dom Helder Câmara da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Educadores do Recife Professor Paulo Freire, no bairro da Madalena.

A exposição dos livros artesanais abriu a programação. A mostra contou a história dos 11 bairros que abrigam os colégios participantes do evento - Cabanga (Escola Almirante Soares Dutra), Guabiraba (Escola Alto da Guabiraba), Mangabeira (Escola da Mangabeira), Iputinga (Escola Diná de Oliveira), João Alto (Escola Enaldo Manuel de Souza), Várzea (Escola João Pessoa Guerra), Boa Viagem (Escola Manuel Torres), Campo Grande (Escola Mario Melo), Mustardinha (Escola Professor Antonio de Brito Alves), UR 7 (Escola Professor João Francisco) e Alto José do Pinho (Escola Santa Maria).

"É de suma importância um projeto que adentre no seu bairro. E a Fundação Joaquim Nabuco assume o compromisso de dar voz aos professores e estudantes de comunidades. É fundamental reforçar que ainda temos que trabalhar em mais bairros", destacou a coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, Nadja Tenório.

O segundo momento do evento foi marcado por uma mesa de apresentação dos representantes - Marta Azevedo e Ivana Cavalcanti, ambas do Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores (PMBFL); Nadja Tenório e Veronilda Barbosa, que são da Biblioteca Blanche Knopf.

"Professores e estudantes conseguiram concretizar o projeto, que nasceu a partir da Fundaj. O 'Interagindo com a História do seu Bairro' tem a proposta de fazer com que as crianças olhem para seus respectivos bairros com a ideia de pertencimento", disse a professora Ivana Cavalcanti, do PMBFL.

A criançada também entrou em ação. Um estudante de cada escola fez um relato sobre o seu bairro e respondeu perguntas da cerimonialista Daniele Cristina, que seguiu um roteiro de identificação do aluno/a: nome, escola e bairro de pesquisa.
Na parte final do encontro, houve uma atividade cultural, regada à música. Professor de história e músico, João de Andrade apresentou o "Cantando Histórias, animando a garotada. "Sou um aficionado pela história de Pernambuco. Me apaixonei por isso na faculdade. Então, juntei duas paixões de vida: a música e a história", contou.

O projeto trata-se de uma pesquisa de campo realizada pelos estudantes das unidades de ensino sobre o bairro onde moram, dialogando com os moradores sobre a origem e a trajetória da comunidade, seus serviços, economia, dificuldades e configurações de convivência. Assim, cria-se uma identidade com o lugar onde vivem e a cidade do Recife. O objetivo é justamente construir um registro memorial das comunidades dos diversos bairros recifenses, utilizando recursos de pesquisa de campo.

 

Confira os depoimentos das crianças:

Julia Vitoria, 11 anos (Alto José do Pinho): "O bairro é lindo e original, além de forte culturalmente. O bairro é meu teto. Lá, temos escolas, mercados, padarias e farmácias, mas falta segurança. Queremos brincar, mas ficamos inseguros".

Ruan Alves, 11 anos (Várzea): " Há várias escolas no bairro. Tem maracatu e muita música na praça. O maior polo cultural é super agitado".

Mateus Felipe, 11 anos (Guabiraba): "Nosso bairro tem poucas áreas para brincar. Falta policiamento, serviços de saúde e saneamento básico. Brincamos de empinar pipa, mas poderíamos ter mais ações culturais".

Denilson Oliveira, 11 anos (Mangabeira): "A gente brinca bastante no nosso bairro. Tem praça, mas muito lixo na rua e no canal".

Alana Mayra, 10 anos (Cabanga): "Falta policiamento no nosso bairro. Tem posto de saúde. O que também falta é calçamento. Inclusive, os próprios moradores que fazem esse trabalho".

Evelyn Vitória, 11 anos (Jordão): "É um bairro bom para viver. Utilizamos muito a praça, tem campos de futebol e muita cultura. Há também o projeto Natal Sem Fome".

Stefanny Paula, 10 anos (Campo Grande): "Precisamos de posto de saúde e saneamento básico. Mas temos creches e escolas. A educação é boa".

Suellen Vitória, 11 anos (Boa Viagem): "O saneamento básico deixa a desejar, assim como a segurança pública. O bairro tem muitas linhas de ônibus, mas é perigoso. Precisamos de creches. Tem muita coisa pra mudar".

Jamilly, 11 anos (UR 7): "O bairro é bom. Tem escolas, padarias e farmácias, mas não tem delegacia, posto de saúde e policiamento. Temos pequenas praças e pouco lazer. Então, as pessoas vão para outros bairros".

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