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Oficina Migrantes: do mar mangue ao rio sertão desperta reflexão sobre identidade do homem do Nordeste

Publicado: Sexta, 17 de Janeiro de 2020, 20h22 | Última atualização em Sexta, 17 de Janeiro de 2020, 20h22 | Acessos: 696

Programação que se encerra amanhã (18) faz parte das atividades de férias do Engenho Massangana e conta com mediação do Coletivo Bagaço

Como um rio que flui e se molda ao espaço. Essa é a imagem que guia a metodologia da Oficina Migrantes: do mar mangue ao rio sertão. As interações são conduzidas por meio do diálogo e se moldam de acordo com o que é falado. Desde ontem (16), os participantes que se inscreveram previamente participam da programação no Engenho Massangana, localizado no Cabo de Santo Agostinho. Até amanhã (18), será concluído o ciclo de vivências e aprendizados que provocam a reflexão sobre a identidade do homem do Nordeste. A iniciativa é da Coordenação de Ações Educativas do Museu do Homem do Nordeste (Muhne) e a mediação é por conta do arte educador Ômega Ribeiro, do Coletivo Bagaço.

“Nossa metodologia gira em torno de desenvolver diálogos sobre quem é o homem do Nordeste. Tendo como base o Cangaço, a Cana, o Concreto e o Caranguejo pensamos sobre esse ser nordestino (despido de gênero) o qual está sempre em movimento, em construção”, afirmou Ômega.

No Ciclo da Cana, o povo passa por luta, diversão, violência e história. Nessa perspectiva, foram apresentados o ritmo e as letras de vários maracatus. Além disso, houve também o estímulo da capoeira. Os participantes da Oficina puderam entender melhor de onde a manifestação veio e o contexto de sua opressão. Enquanto ouviam, expressavam, por meio de desenhos e colagens em um caderno, aquilo que iam sendo suas percepções em relação aos estímulos recebidos.

“Desde ontem começamos um processo de lembrar de onde viemos. Estar no Engenho faz parte disso. Nesse aspecto, olhamos para a história de um povo que foi invisibilizado e aprendemos com o amor, a coletividade e a resistência deles. O que vivemos hoje nos provocou em relação ao lugar que devemos chegar, o de livres da opressão em vários aspectos”, afirmou o assistente social Filipe Souza.

No fim da manhã desta sexta-feira (17), todos foram para a área externa do Engenho. À sombra de um baobá, conheceram os efeitos benéficos das propriedades de ervas naturais como o bredo, a alfavaca, o eucalipto e o mulungu. Na atividade, foi evidenciada a relação do ser humano com a natureza.

Após o almoço, o grupo fez um passeio pela comunidade próxima, podendo conversar e conhecer a realidade e as lutas das pessoas que lá vivem. “Essa caminhada me marcou porque conhecemos de perto a perspectiva dos que vivem nos arredores do Engenho. E, desde ontem, tenho refletido bastante sobre o sujeito e sua relação com o espaço onde vive. Tenho sido provocado a pensar sobre os elementos naturais que fazem a identidade do ser humano, tudo isso de acordo com o local ao qual o mesmo pertence”.

Encerrado o segundo dia de programação, os participantes foram convidados a falarem sobre suas experiências em relação às vivências e aos conhecimentos adquiridos. A dinâmica para isso foi a seguinte: fizeram um círculo e resumiram suas percepções em palavras como “ancestralidade”, “coletividade”, “sobrevivência” e “canavial”, afirmou o estudante de ciências sociais e monitor do Muhne, Alisson Correia.

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