Pesquisa científica e políticas públicas: um olhar convergente no 13º iNovaFundaj
Exclusivamente pelo canal do Youtube da Fundaj, o evento público traçou panoramas nacionais de políticas públicas pós-avaliação
Dados científicos corroboram realidades sociais e auxiliam na previsão de cenários futuros. Revelam evoluções e déficits das necessidades humanas, nos mais variados campos do conhecimento. Ao longo da pandemia da Covid-19, as estratégias nacionais adotadas por governos, com um olhar voltado para as políticas públicas, têm reiterado que caminhar ao lado da pesquisa é o melhor norte a se seguir para a elucidação de questões. Nesse ensejo, a Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) promoveu, nesta quarta-feira (17), o 13º iNovaFundaj sob o tema “Panorama Geral de Avaliação de Políticas Públicas”.
Por meio de uma vídeo transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Fundaj, o evento aberto ao público contou com a palestra do mestre em Políticas Públicas e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério da Economia, Paulo Paiva; mediação do doutor em economia, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e pesquisador do IPEA, Geraldo Goés; e participação de funcionários, servidores e gestores da Casa, que puderam interagir realizando perguntas. “Hoje completamos dois meses de transmissões virtuais do iNovaFundaj, sempre com o objetivo de difundir a inovação. Nesta data, temos a honra de contar com a contribuição de dois valorosos servidores públicos, que são ocupantes de cargos de políticas públicas e gestão governamental”, ressaltou o diretor da Difor, Wagner Maciel, abrindo as discussões.
Em sua apresentação, Paulo Paiva começou lembrando que as políticas públicas são instrumentos de ações governamentais, e que as pesquisas que embasam a área começaram por volta da década de 1960. Para esclarecer e exemplificar o conceito apontado, ele dividiu um gráfico em cinco etapas: formação de agenda; formulação de políticas; tomada de decisão; implementação; e avaliação. “Nesse último ponto, a avaliação, é preciso que se tenha a extrema atenção dos fazedores de políticas públicas. O que vemos, muitas vezes, é que alguns gestores preferem não avaliar seu trabalho por medo que isso possa prejudicar a carreira”, ressalta.
Ao longo das colocações, o pesquisador definiu perfis que se qualificam como “fazedores de políticas públicas”, encaixando-os em grupos que, além do próprio governo, são compostos por pesquisadores, consultores, jornalistas e usuários de um serviço público em específico. “Após a etapa de avaliação, é preciso decidir se uma política pública pode ou não retornar ao seu curso pré-formulado, pois não adianta gastar dinheiro sem resultados. Alguns casos de sucesso que podem ser citados, ou seja, que perduraram até os dias atuais, são o Sistema Único de Saúde, o Bolsa Família e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”.
Concordando com as colocações de Paulo Paiva, o pesquisador do IPEA, Geraldo Goés, aproveitou para lembrar que, embora a avaliação institucional seja fundamental, há desafios que ainda precisam ser enfrentados, segundo ele, “principalmente em um país com restrições orçamentárias”. “Desafios como os técnico e organizacionais, a falta de experiência em avaliação, a percepção estreita do espaço da avaliação e falta de capacidade na coleta de dados”, pontuou. Ambos os especialistas concordam que os recursos do tesouro nacional precisam ser empregados em políticas públicas de caráter transformador e efetivo.
Desde que o isolamento social passou a ser adotado como medida de combate à proliferação do novo coronavírus (Covid-19), o iNovaFundaj ganhou uma versão digital e online. Ao longo das últimas dez semanas, sempre às quartas-feiras, diversos especialistas passaram pelas transmissões e contribuíram com seus conhecimentos específicos. O primeiro ciclo da iniciativa virtual se encerrou hoje, com a previsão de retorno para uma segunda agenda ao longo do mês de julho. Para aqueles que quiserem ver e rever todos os debates realizados pela internet, o conteúdo já está disponível no canal do Youtube da Fundaj. Maiores informações devem ser divulgadas pelas redes sociais da Fundaj (@fundajoficial) e da Escola de Inovações e Políticas Públicas (@escolaipp).
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