Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Imprensa > Segundo programa Grandes Personalidades do Nordeste debate obra de Nísia Floresta
Início do conteúdo da página

Segundo programa Grandes Personalidades do Nordeste debate obra de Nísia Floresta

Publicado: Sexta, 26 de Junho de 2020, 11h34 | Última atualização em Sexta, 26 de Junho de 2020, 11h34 | Acessos: 361

Realizado na tarde desta quinta-feira (25), o webinário da Dimeca aconteceu por meio do canal do Youtube da Fundaj

Não demorou para que diversos perfis virtuais acendessem ao segundo debate online da série “Grandes Personalidades do Nordeste”, podendo interagir com questionamentos. O programa desta quinta-feira (25), promovido pela Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco, relembrou a história da educadora, escritora e poetisa potiguar Nísia Floresta. Para o debate, as considerações feitas pela professora hispânica, a historiadora Laura Sánchez, com mediação da jornalista Lady Lima, que começou perguntando os porquês que levaram Sánchez à pesquisa sobre a vida da homenageada do evento.

“Andei por uma longa estrada. Desde a adolescência eu me interesso por intelectuais que sofreram ‘memoricídio’, ou seja, foram apagados da história. Com o mestrado, resolvi seguir a linha de História e Memória, ressaltando uma figura feminina do Brasil, a Nísia Floresta”, respondeu a palestrante. No campo da memória, Sánchez continuou ao pontuar que durante uma visita ao Brasil, quando foi à cidade natal de Nísia, acabou se surpreendendo ao perceber que muitos moradores locais não reconheciam a grandeza da personalidade. “Nísia Floresta nasceu em Papari, que hoje recebe seu nome em homenagem, mas por lá há quem não a conheça. Verifiquei também que na internet, por exemplo, circulam várias imagens de outras mulheres que parecem a Nísia, mas não são. É preciso valorizar a pesquisa, pois sem memória nós vamos perder a nossa história”.

Nísia Floresta casou cedo, aos 13 anos, logo passando por um divórcio - o que não era comum no século XIX. Ao 22 anos já havia publicado o seu primeiro livro, “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” (1832). À frente do tempo, com o título a escritora ganhou repercussão ao defender o direitos das mulheres à manifestação de uma vida intelectual nos espaços públicos. Embora muitos considerem Nísia Floresta a primeira mulher feminista do Brasil, Laura Sánchez defendeu na conversa desta tarde que esse não deve ser o único legado a ser levado em conta ao se lembrar da personalidade. “Não podemos colocar isso como o principal, acima de tudo Nísia era uma intelectual”.

Como educadora, Nísia Floresta fundou o Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, com um plano de ensino que igualava o plano de ensino feminino ao lecionado a rapazes. “As moças da época eram educadas, mas não instruídas. Ou seja, elas aprendiam a ser donas de casa, mães, mas não aprendiam matemática, por exemplo”, explicou a palestrante. Questionada por um internauta sobre a influência do positivismo na obra de Nísia, Sánchez ressalta que durante o processo de pesquisa não encontrou uma relação direta do trabalho de Augusto Comte na obra de Nísia. “Ela tinha contato com ilustres intelectuais. Ao contrário do que se diz, percebi que Nísia não seguiu as ideias do positivismo, mesmo sendo muito amiga do Conte. Eles se respeitavam”, argumentou.

 

Ao longo de sete encontros, a série “Grandes Personalidades do Nordeste” convida o público e especialistas para reflexões sobre o legado de nomes que marcaram a história do país. Na última quinta-feira (18), o historiador Frederico Pernambucano de Mello colocou em pauta algumas nuances da vida de Lampião. Na próxima semana, será a vez de Nise da Silveira (1905-1999) ter sua história contada - a médica alagoana foi a responsável pelo progresso da psiquiatria no País. Até o final do mês de julho, o programa da Dimeca trará também discussões sobre as seguintes personalidades: Antônio Conselheiro (9/07), Padre Cícero Romão (16/07), Delmiro Gouveia (23/07) e Zumbi dos Palmares (30/07). Os encontros se sucedem pelo canal do Youtube da Fundaj.

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.