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20 DE AGOSTO DE 2015

Publicado: Quinta, 20 de Agosto de 2015, 08h12 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h20 | Acessos: 632

Clipagem ASCOM

Recife, 20 de Agosto de 2015

 


:: Jornal do Commercio

Caderno C

Novo templo dos cinéfilos

Ernesto Barros

É do sonho dos cinéfilos que uma cidade se inventa. Se o poeta Carlos Pena Filho circulasse pelo Recife de hoje, certamente pensaria dessa maneira, ao assistir à criação de um nova sala de cinema. E não se trata de uma sala qualquer: o Cinema do Museu, que entra em funcionamento a partir de amanhã - no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte - já nasce como um templo para os adoradores da Sétima Arte.

Fruto de um sonho coletivo - como todas as grandes conquistas -, o Cinema do Museu foi um desejo acalentado por três anos pela diretoria da Fundação Joaquim Nabuco. “O Cinema da Fundação não podia crescer mais. Nos últimos anos, a capacidade de público atingiu o teto, com cerca de 60 mil espectadores por ano”, explicou o cineasta Kleber Mendonça Filho, que responde pela programação dos dois cinemas ao lado do jornalista Luiz Joaquim.

Assim como a irmã-gêmea do Derby, a nova sala tem características fora do comum para os dias de hoje: além de localizado numa rua (a Avenida 17 de Agosto), o espaço ao redor é um convite à contemplação e ao diálogo, com bancos de praça, área verde, galeria de arte, e, em breve, um café.

O conforto se estende, também, ao cinema: com 170 lugares (quatro separados para espectadores com necessidades especiais), dispostos com um bom espaço entre as poltronas (bastante confortáveis), o complexo também ganhou equipamentos de ponta. Como o Cinema da Fundação, o carro-chefe do Cinema do Museu é formado pela dobradinha projetor Barco 4K 3D e som Dolby Digital 7.1.

Na noite da última terça-feira, durante uma coletiva de imprensa, o equipamento foi testado com a exibição de uma série de vinhetas, que acompanharão a programação futura dos dois cinemas, e de dois curtas-metragens. Um deles foi a avant-première de Soledad, um faroeste estilizado, violento e erótico, dirigido a seis mãos por Daniel Bandeira, Joana Gatis e Flavia Daniela. No curta, a personagem-título, interpretada por Joana, se vinga de um amante que a traiu e ainda lhe deu um tiro. “O Cinema do Museu está à serviço de filmes de todo o mundo, mas com dedicação especial ao curta-metragem pernambucano”, avisou Luiz Joaquim.

 

PROGRAMAÇÃO

A inauguração oficial da sala acontece com a pré-estreia do longa-metragem paulista Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, amanhã, às 20h. Um dos filmes mais esperados do ano, o longa vem ganhando prêmios - nos Festivais de Sundance e Berlim - e comovido plateias em várias partes do mundo, com a história de Val (Regina Casé), uma babá pernambucana que deixa a filha, Jéssica (Camila Márdila), no interior do Estado, e vai para São Paulo cuidar de um menino de classe média. O filme revela traços da sociedade brasileira atual, como já visto em O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e Casagrande, de Felippe Barbosa.

A partir de sábado, a temporada de abertura do Cinema do Museu tem início e se estenderá por mais de 52 dias, com a exibição de 31 longas-metragens, divididos em três blocos: a Mostra Grands Classiques Français, Clássicos Mundiais Restaurados e Destaques Contemporâneos. Nesta primeira semana, o cinéfilo vai precisar de muito fôlego para acompanhar a enxurradas de filmes imperdíveis.

Entre os clássicos franceses, há obras-primas de Jean-Luc Godard, Jean Renoir e Jacques Demi, além do sueco O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, e reprises de filmes pernambucanos e estrangeiros. Mais adiante, passam Blade Runner - Caçador de Androides, A Dama de Shanghai e parte da série Mad Max. O jeito é antecipar as férias.

 

Cinema

Permanência (BRA, 2015). De Leonardo Lacca. Com Irandhir Santos, Rita Carelli, Silvio Restiffe. Drama. 14 anos. A história de um fotógrafo pernambucano que viaja para São Paulo e desperta sentimentos antigos por uma ex-namorada. Cinema da Fundação – 18h40, 20h30.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Guia Folha

Permanência / De Leonaro Lacca. Com Irandhir Santos, Rita Carelli, Silvio Restiffe. Cinema da Fundação: 18h40 (qui/sex, ter/qua), 15h, 20h10 (dom). 14 anos.

 

:: Diario de Pernambuco

Viver

Cinema

Permanência - Fotógrafo revive paixão por amiga casada ao apresentar exposição. 14 anos. Cinema da Fundação. 18h40, 20h30.

 

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