09 DE AGOSTO DE 2015
Clipagem ASCOM
Recife, 09 de Agosto de 2015
:: Jornal do Commercio
Não houve notícias sobre a Fundaj.
:: Folha de Pernambuco
Programa
Vozes poderosas em todas as esferas
Renato Contente
A atriz Bete Mendes e a funkeira Deise Tigrona são figuras públicas cujos discursos, em suas performances e entrevistas, carregam em si seus respectivos posicionamentos políticos diante do mundo. De gerações e realidades sociais distintas, as duas artistas foram escolhidas pela cineasta holandesa Wendelien Van Oldenborgh para discutir o papel da voz social de cada uma na esfera pública. O encontro foi registrado no documentário “Bete & Deise”, que será exibido neste domingo, às 19h30, no Cinema da Fundação, no Derby.
Após a sessão, a diretora do média-metragem (41 minutos) se reunirá aos pesquisadores Moacir dos Anjos e Paulo Marcondes para um debate sobre o tema. Produzido em 2012 e inédito no País, o filme terá uma exibição no Recife através de parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a plataforma cultural holandesa “If I can’t dance, I don’t want to be part of your revolution” (“Se eu não puder dançar, não quero fazer parte da sua revolução”, em tradução livre).
Atriz que teve papéis de destaque em filmes, peças e novelas, como as globais “O Rebu” (1974) e “O Rei do Gado” (1996), Bete sempre tocou uma trajetória de militância política em paralelo a suas atuações, tendo sido, inclusive, torturada durante a ditadura militar. Já Deise Tigrona é uma das vozes mais poderosas do funk carioca. A artista faz parte do time de cantoras que, através de suas letras e performances, empoderam mulheres ao subverter a lógica machista d funk, cujas letras tendem a dimensionar o ser feminino como mero objeto sexual. No documentário, ambientando em uma casa em construção no Rio de Janeiro, Bete e Deise dão significado, cada uma a seu modo, ao conceito de ‘voz pública’.
Esta é a última sessão do Cinema da Fundação, no Derby, que cancelou sua programação por tempo indeterminado, em razão de problemas técnicos no projetor digital utilizado no espaço. Em nota oficial, a Fundaj informou que “durante o período de interrupção das sessões no formato digital, a Coordenação de Cinema poderá, eventualmente, programar filmes no formato 35mm, película”.
:: Diario de Pernambuco
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