19 DE JULHO DE 2015
Clipagem ASCOM
Recife, 19 de Julho de 2015
:: Jornal do Commercio
Opinião JC
Os novos desafios na educação
Paulo Rubem Santiago
Encerrou em junho último o prazo para que estados e municípios aprovassem seus respectivos planos de educação. Agora, independentemente de como esses documentos foram debatidos, formulados e aprovados nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, que desafios se colocam para a sociedade? Que passos deverão ser dados pelos gestores públicos, como atuarão as universidades, as entidades de pesquisa e os movimentos sociais que se destacam na defesa da educação infantil e do ensino fundamental? Que novos papéis e estratégias serão desenvolvidos pelos envolvidos com a educação do campo? Ao observarmos o conteúdo do Plano Nacional de Educação (PNE), além de suas metas, estratégias e defesa do acesso e da qualidade educacional da creche à pós-graduação, observamos que os fóruns públicos, nas três esferas administrativas, terão missão essencial no processo de sua construção e avaliação.
Como garantir, porém, que os segmentos sociais representados nos fóruns de educação possam articular, ao mesmo tempo, a vigilância sobre as metas e estratégias a serem desenvolvidas pelos gestores, realizar pesquisas e análises sobre a oferta dos insumos escolares adequados, como o custo aluno-qualidade, além de formar seus integrantes, em especial na avaliação da formação dos fundos públicos para o financiamento da educação? Tais questões não são novas. Pesquisas sobre a atuação dos Conselhos de Acompanhamento do Fundo para a Educação Fundamental (Fundef) e do Fundo para a Educação Básica (Fundeb), em 1996 e 2006, respectivamente, revelaram que tais conselhos tiveram, e ainda têm, atuação precária. Seja pela falta de transparência das administrações educacionais, ou pela deficiência na formação de seus conselheiros no campo das finanças públicas.
Da mesma forma, os conselhos escolares - mecanismo de gestão democrática previsto na Constituição Federal e incorporados em Constituições Estaduais e leis municipais - também têm deixado a desejar. Têm pouca representatividade e baixo protagonismo na construção dos projetos político-pedagógicos das escolas públicas. Sem eles, as escolas não “falam” enquanto coletivo social aos gestores dos sistemas públicos, não apresentam a avaliação de seus indicadores de desempenho.
Com isso, muitas das despesas e investimentos feitos pelas secretarias estaduais de educação do País são decididas de cima para baixo, por apelos midiáticos ou pelo senso comum. Cabe aqui destacar as milionárias compras, via de regra sem licitação, de kits escolares e de apostilas fabricadas por empresas privadas, tablets para alunos e notebooks para professores.
Por isso, o desafio essencial dessa nova etapa de implantação dos planos de educação será a qualificação e o fortalecimento desses fóruns, desde a instância nacional até as municipais, e dos conselhos estaduais e escolares. Neste sentido, terão relevante papel as universidades e instituições de pesquisa em educação, gerando dados, informações, análises e avaliações críticas das políticas educacionais até aqui adotadas, promovendo a formação continuada desses representantes da sociedade, sem o que os membros dos fóruns e dos conselhos permaneçam em desvantagem frente a secretários de educação e seus representantes nas mesmas instâncias.
Os atuais indicadores educacionais do País não são obras do acaso, têm raízes históricas, econômicas, políticas e sociais. As oligarquias locais, a dependência das economias primárias, das monoculturas, do latifúndio e a herança da escravidão fizeram, ao longo de séculos, com que as Regiões Norte e Nordeste, em especial seus territórios rurais, ostentassem até hoje os piores indicadores. Da mesma forma, as populações negras e afrodescendentes e das precárias periferias urbanas, onde residem os 20% mais pobres, são vítimas da injustiça e da exclusão, revelando desempenho escolar que perpetua essa desigualdade.
Eis um desafio essencial para que os planos de educação avancem com qualidade: fortalecer fóruns e conselhos de educação, com formação continuada de seus integrantes, pesquisa e investigação permanente do setor, forjando redes de coletivos e mobilizações sociais que mantenham no topo da agenda nacional o PNE e seus aliados estaduais e municipais. Isso significa política emancipatória, em sentido amplo, e não apenas meta de escolarização. É desta forma que se desenha e constrói novo projeto de nação, baseado no desenvolvimento com sustentabilidade, justiça social, valorização do trabalho com dignidade e a ampla participação popular.
Caderno C
Cinema
Lola, A Flor Proibida (Lola, FRA, 1961) De Jacques Demy. Com Anouk Aimée. Drama. Lola é uma dançarina de cabaré que espera pelo retorno de Michel, namorado que há sete anos foi para a América, é pai de seu filho e prometeu voltar apenas quando estivesse rico. Cinema da Fundação - 16h20. Livre.
O Amor é Estranho (Love is Strange, EUA / FRA, 2014). De Ira Sachs. Com Alfred Molina e John Lithgow. Drama. 14 anos. Dois homens vivem juntos a 40 anos passam por uma situação financeira difícil e dependem da ajuda de amigos e parentes. Cinema da Fundação: 14h30; 18h10.
Rainha e País (Queen and Country, IRL / FRA / ROM, 2014). De Jonh Boorman. Com Callum Turner, Caleb Landry, David Thewlis. Drama. 14 anos. Um jovem em missão militar se apaixona por uma moça. Cinema da Fundação – 20h.
:: Folha de Pernambuco
Programa
Guia Folha
Lola, A Flor Proibida / De Jacques Demy. Com Anouk Aimée. Lola é uma dançarina de cabaré que espera pelo retorno de Michel, namorado que há sete anos foi para a América e é pai de seu filho. Ele prometeu voltar somente quando estivesse rico. Durante sua ausência, Lola é cortejada por Roland, seu amigo de infância, e pelo marinheiro americano Frankie. Tudo indica que ela acabará escolhendo definitivamente um dos dois, mas seu coração ainda pertence a Michel. O filme é dedicado ao diretor alemão Max Ophüls. Cinema da Fundação: 16h20. Livre.
O Amor é Estranho / (Love is Strange). De Ira Sachs. Com Alfred Molina e John Lithgow. Ben e George são dois homens que vivem juntos há 40 anos. Quando se casam, George perde o emprego na escola católica onde ensina. Cinema da Fundação: 17h. 14 anos
Rainha e País / De John Boorman. Com Callum Turner, Caleb Landry, David Thewlis.No período da Segunda Guerra Mundial, Bill Rohan tem dezoito anos e um futuro pela frente. Seu sonho é se alistar no exército para lutar na guerra. Assim que inicia um romance com uma bela moça da vizinhança, é obrigado a se separar dela para realizar um treinamento de dois anos numa missão militar na Coréia. Cinema da Fundação: 20h. 14 anos.
:: Diario de Pernambuco
Viver
Cinema
Lola, A Flor Proibida de Jacques Demy - Lola é uma dançarina de cabaré que espera pelo retorno do namorado que foi para a América. Cinema da Fundação. 16h20 (dom).
O amor é estranho - Ben e George são dois homens que vivem juntos há 40 anos. 14 anos. Cinema da Fundação. 14h30 (dom), 17h (sáb), 18h10 (dom).
Rainha e país - Soldado em treinamento na Coreia se apaixona por moça inacessível. 14 anos. Cinema da Fundação. 20h (dom).
Sangue azul - Artista circense revive questões do passado que ainda o atormentam. 16 anos. Cinema da Fundação. 14h45 (sáb), 16h10 (qui).
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