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16 DE JUNHO DE 2015

Publicado: Terça, 16 de Junho de 2015, 07h57 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h21 | Acessos: 897

Clipagem ASCOM

Recife, 16 de Junho de 2015

 

 

:: Jornal do Commercio

Opinião

Fundaj: Legado da gestão

Fernando J. Freire


Ao ser indicado pelo ex-ministro Fernando Haddad para assumir a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em abril de 2011, não imaginei qual era o tamanho da minha missão. Havia cobrança de uma efetiva aproximação da Fundaj com as ações do Ministério da Educação. Um grande conjunto de ações diversificadas foi condensado em um documento, submetido a uma comissão externa e entregue pessoalmente ao Ministro Haddad. Logo, algumas Secretarias do Ministério foram demandando atividades e identificando suas ações com as expertises da Fundaj. Até aí tudo corria bem.

Com a mudança no Ministério e a chegada do ex-ministro Aloisio Mercadante, as coisas começaram a tomar um outro rumo. A visita do ministro causou um grande impacto à Fundaj, porque houve uma cobrança mais incisiva da colaboração da Instituição para com o Ministério. Naquele momento, já se reivindicava um concurso público para recompor o quadro de servidores. O Ministro disse textualmente que “não era a poupança que fazia o investimento e sim o investimento que geraria a poupança”. Era preciso que a Instituição apresentasse sua posição estratégica.

Com essa provocação e a necessidade de se reorientar, entrei numa fase de pensar a Fundaj para os próximos cinco anos e criei um grupo de trabalho com servidores da própria Instituição. Construímos um planejamento estratégico, tornando a Fundaj a única instituição nacional a fazer em todos os seus projetos uma ponte entre educação e cultura.

Concomitante a tudo isso, era preciso cuidar do patrimônio da Fundaj. Assim, nasceu o projeto do Cinema do Museu, aliando seu passado (o auditório Benício Dias) a uma reforma que deu origem ao cinema, que será brevemente inaugurado. Outros projetos foram tomando forma, como a Vila Digital, recomposta da casa onde morou Delmiro Gouveia em Apipucos. Na Vila Digital, acervos bibliográficos, fonográficos, fotográficos, científicos, históricos e documentais poderão ser acessados in loco, quando não puderem ser disponibilizados no Repositório Digital, também projeto de gestão. Os dois serão inaugurados brevemente. Recuperei a casa Dolores Salgado, mantendo sua escadaria exuberante e seu piso de madeira, transformando-a no Centro de Digitalização, que trabalha desde a microfilmagem até a mais moderna técnica de digitalização, com equipamento de última geração adquirido na Alemanha, numa parceria com Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). Este já inaugurado.

Voltando a Casa Forte, está em conclusão a Casa Museu, prédio histórico, que dará mais visibilidade a nosso acervo, reduzindo a reserva técnica do Museu do Homem do Nordeste, interagindo com o Cinema do Museu. Fui ao prédio do Derby e iniciei lá uma grande reforma, para abrigar melhor e de maneira mais adequada as ações culturais da Fundaj, mesmo já tendo equipado o Cinema da Fundação, com um projetor moderno, aliado a um sistema de som inigualável. Exportei a expertise do sucesso do Cinema da Fundação para o Dragão do Mar em Fortaleza, abrindo duas salas de Cinema lá, sob a batuta e coordenação inicial de nossos curadores.

Pesquisas mais institucionalizadas foram iniciadas, como as que vão mostrar o impacto da interiorização das universidades públicas, a contribuição dos Institutos Federais Tecnológicos do Brasil, o impacto do Programa Mais Educação no Ensino Básico, e o impacto do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb) no Nordeste.

Criamos dois mestrados, inéditos no Brasil, um profissional, chamado de Mestrado Profissional em Ciências Sociais para o Ensino Médio e outro acadêmico chamado de Educação, Cultura e Identidades, este em parceria com a minha querida UFRPE. Deixei em construção e já encaminhado à Capes uma proposta de um mestrado em rede nacional, coordenado pela Fundaj, conhecido como Profsocio. Para concluir o legado da gestão, criei um Doutorado Interinstitucional em Políticas Públicas, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão.

Queria dizer aos pernambucanos do meu empenho e dedicação para com o legado de gerir a Fundação Joaquim Nabuco de abril de 2011 a abril de 2015 e agradecer a todas e todos que comigo participaram de maneira direta e indireta da gestão. Tenho absoluta certeza que a Fundaj está pronta para assumir seus desafios de futuro e desejo a todas e todos sucesso nas próximas jornadas.

Fernando J. Freire é professor universitário

 

Caderno C

Cinema

Festival Varilux

Gemma Bovery (FRA, 2015). De Anne Fontaine. Com Gemma Arterton, Fabrice Luchine, Jason Flemyng. Drama. Comédia. 14 anos. Cinema da Fundação – 16h.

Samba (FRA, 2015). De Eric Toledano, Oliver Nackache. Comédia. 14 anos. Cinema da Fundação – 20h. 

Hipócrates (Hippocrate, FRA, 2015). De Thomas Lilti. Com Vincent Lacoste, Redá 
Kateb, Jacques Gambli. Drama. 14 anos. Cinema da Fundação – 18h.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Festival Varilux do Cinema FrancêsCinema da FundaçãoTER: Gemma BoveryA Vida Imita a Arte (16h); Hipócrates (18h); Samba (20h)

 

:: Diario de Pernambuco

Viver

Cinema

Festival Varilux de Cinema Francês - Exibições no Rosa e SilvaCinema da FundaçãoUFPE. Programação completa em diariode.pe/bm07.

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