31 DE MARÇO DE 2015
Clipagem ASCOM
Recife, 31 de Março de 2015
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Cinema
Eden (FRA, 2015). De Mia Hansen-Løve. Cinema da Fundação – 16h; 20h20. Drama. 16 anos.
Blind (NOR / HOL, 2015). De Eskil Vogt. Cinema da Fundação – 18h30. Drama. 18 anos.
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Blind / De Eskil Vogt. Com Ellen Dorrit Petersen, Henrik Rafaelsen, Vera Vitali. Após perder a visão, Ingrid resolve ficar isolada em sua própria casa, onde se sente mais segura. Seu grande parceiro nesta difícil adaptação é o marido. Mas quando as lembranças do mundo que ela conheceu vão desaparecendo gradativamente, ela percebe que o maior perigo está dentro de si mesma. Cinema da Fundação: 18h30. 18 anos.
Eden / De Mia Hansen-Løve. Com Félix de Givry, Pauline Etienne, Hugo Conzelmann. No início dos anos 1990, a música eletrônica começou a disparar na França. Paul (Félix de Givry) é um adolescente que gosta de raves, que se popularizam em Paris. Mas ele prefere um cenário mais underground. Paul e um amigo formam uma dupla de DJ´s chamada Cheers. Eles mergulham em um mundo de ritmo e batidas, rodeados por drogas e sexo. Cinema da Fundação: 16h, 20h20. 16 anos.
:: Diario de Pernambuco
Economia
A fuga do trabalhador do canavial
Rosa Falcão
Anova economia de Pernambuco alterou a configuração do emprego na Zona da Mata. Atraiu os canavieiros para os canteiros de obras, em busca de melhores condições de trabalho, estabilidade e ganho salarial. A atividade sucroalcooleira já empregou mais de 350 mil pessoas nos períodos de moagem. Agora, são cerca de 80 mil, pelos números do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar) e 50 mil, nos cálculos da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape). Como a maioria tem baixa escolaridade, preenche os postos de trabalho na construção civil, mas quando as obras acabam, são dispensados. Muitos fazem o caminho de volta para o canavial. Outros ficam desempregados na cidade.
O eldorado do emprego começou nos canteiros de obras no entorno do Porto de Suape, para onde migraram os canavieiros desempregados com o fechamento das usinas da Mata Sul. Do outro lado, na Mata Norte, os canavieiros ajudaram a erguer o polo automotivo de Goiana. José Isaías da Silva, 23, é um deles. Começou no corte da cana com 14 anos. A pele castigada pelo sol denuncia as condições insalubres do campo.
“A gente sempre sonha com uma vida melhor”, diz. Os 13 irmãos de Isaías trabalhavam nos canaviais em Aliança, ficaram desempregados e correram atrás de vaga na construção civil. “Na cana a gente só tem serviço na moagem das usinas. Depois fica desempregado e a barriga não espera”, diz.
Isaías sonha alto. Sem qualificação profissional, planeja fazer um curso técnico de soldador de empilhadeira para trabalhar na fábrica da Jeep. “Sempre achei que aqui em Goiana só dava cana. Agora a gente vai fazer carro. Sei que é díficil, mas não é impossível trabalhar na fábrica”.
Os irmãos Giliard, 19, e Carlos Alberto Melo de Deus, 18, moram no engenho Pedra, em Goiana. O pai e o avô trabalhavam na usina Maravilhas.Quando a usina fechou, o pai ficou desempregado e faz bicos para sustentar a família. O avô se aposentou aos 70 anos. Eles estudam eletromecânica no Senai e veem o futuro longe dos canaviais.
“Desde pequeno eu via o meu pai cortando cana e sempre quis sair dessa vida. Decidi ir à luta e estudar”, conta Gilliard. Carlos Alberto também faz planos: “A minha expectativa é fazer faculdade de engenharia mecânica. As fábricas estão chegando e a gente tem que ter estudo para chegar lá”.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Goiana, Carlos Alberto Justino da Silva, confirma a fuga dos jovens da Zona da Mata para as novas atividades produtivas. “Existe uma tendência forte de os filhos de canavieiros deixarem a agricultura. Eles não têm mais interesse de ficar na vida sacrificada do canavial. Querem trabalhar na indústria”.
O fantasma do desemprego
A crise do setor sucroalcooleiro enxugou o emprego no campo. “Estamos num processo de enfrentamento forte do desemprego. Essas pessoas migraram para a construção, mas são empregos temporários. Quando terminam as obras elas ficam desempregadas”, aponta o presidente da Fetape, Doriel Barros. Para suprir a mão de obra que foi para a construção, os produtores de cana trazem trabalhadores dos estados vizinhos, como Paraíba e Alagoas. O fenômeno de migração interna é comum nos períodos de safra nos estados do Nordeste.
O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar), Renato Cunha, confirma que houve um período na construção dos grandes empreendimentos de Suape onde a mão de obra ficou mais difícil. “Estes trabalhadores se engajaram na fase primária e inicial da obra, de limpeza de terreno e terraplanagem. Alguns conseguiram ascender, mas em grande parte não houve essa absorção pelo mercado”.
Jairo Santiago, técnico do escritório do Dieese, destaca que o boom da construção civil em Pernambuco atraiu os trabalhadores do campo para as áreas metropolitanas. A migração incluiu os canavieiros que fogem do desemprego na entressafra da cana e buscam melhores salários.
Por outro lado, Doriel Barros reclama da falta de recursos públicos para recuperar a região da Zona da Mata, além de investimentos do setor sucroalcooleiro. Ele considera que houve avanços nas condições de trabalho dos canavieiros, tanto no transporte, como no piso salarial, acima do salário mínimo. “O próximo passo é conseguir alimentação no local de trabalho”.
Viver
Cinema
Eden - Jovens franceses vivem explosão da música eletrônica nos anos 1990. 16 anos. Cinema da Fundação. 16h, 20h20.
Blind - 18 anos. Cinema da Fundação. 18h30.
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