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08 DE MARÇO DE 2015

Publicado: Segunda, 09 de Março de 2015, 10h00 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h21 | Acessos: 849

Clipagem ASCOM
Recife, 08 de Março de 2015

 


:: Jornal do Commercio

Caderno C

Cinema

Divida de Honra (The homesman, EUA / FRA, 2015). De Tammy Lee Jones. Cinema da Fundação – 18h. Drama. 16 anos

A História da Eternidade (BRA, 2014). UCI Kinoplex Recife 10 – 19h. Cinema da Fundação: 14h; 20h30. 14 anos.

Dois Dias, Uma Noite (Deus jours, une nuit, FRA, 2014). De Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne. Cinema da Fundação – 16h20. Drama. 12 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Protagonismo feminino em alta

Luiz Joaquim


No mundo ainda essencialmente masculino em que tivemos, o cinema segue nos surpreendendo dando pistas e universos tradicionalmente dominados por eles, as que também poderiam ter protagonizado por elas. m exemplo? O faroeste. O Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) dá ma prova disso hoje, em sessão única e especial às 8h10, de “Dívida de Honra” (The Homesman, EUA, 2014), filme dirigido e atuado por Tommy Lee Jones, mas tendo Hilary Swank (de “Menina e Ouro”, 2004) como protagonista.

Tendo feito parte da competição oficial do Festival de Cannes em 2014, “Dívida de honra“ (que só estreia no dia 9) nos leva ao ambiente rido de Nebraska, velho este norte-americano, em 854, onde três mulheres são confiadas à guarda de outra mulher. Ela é Mary Bee Cuddy, figura de personalidade forte independente. Mary precisa levar as três para o Leste do aís num vagão fechado. No destino, em Iowa, as três poderão encontrar refúgio das experiências duras que passaram pela vida.

“Para mim, o western não é exatamente aquele gênero onde apenas temos homens lutando contra índios. O western está mais para a complexidade de se lidar com espaços virgens, e como precisamos entender como estes espaços funcionam”. Quem comenta é o cineasta Daniel Bandeira, que divide a assinatura do inédito curta-metragem “Soledad” com Flávia Vilela e Joana Gatis. Esta última atuando também como protagonista deste faroeste pernambucano, rodado ano passado no Janga, Maria Farinha e no nascedouro de Peixinhos.

Assim como a heroína vivida pela oscarizada Hilary Swank, nossa Soledad é uma errante que sobre seu cavalo vai desbravando um western praieiro e enfrentando as dificuldades que lhe surgem à frente. “Ela é uma mulher misteriosa, que não se revela fácil. E sua força vem da dança, do flamenco. Ela é forte, mas não dura, mesmo tendo vivido talvez uma das piores traições. E isso não tem nada a ver com coisa de mulherzinha. Está lá mais num sentido simbólico, que todas as mulheres irão entender, e deve aproximar-se de alguns homens também”, adianta Joana.

“Nós ainda vivemos um período em que a gente tenta entender quais são os nossos papéis, e em como podemos coexistir”, chama a atenção Daniel Bandeira. Sua fala corrobora com a lógica do jornalista André Valença, que concluiu seu primeiro curta metragem com características mais profissionais.

Em “Anedonia” - que é u dos indícios de depressão significando a perda do de sejo -, temos uma mulher (atriz cearense Ceronha Pontes) que vive uma espécie d processo interno de libertação a partir de sua própria casa. “Há a sexualidade feminina no filme, mas ele fala essencialmente sobre esta bem com você mesmo, in dependentemente dos outros”, contextualiza André.

“O curioso é que quando as pessoas sabem que fiz u filme sobre a sexualidade feminina, há duas reações. Uma é ‘como é que você, em seu primeiro filme, não fez algo sobre você?’. A outra uma espécie de acusação, dizendo que um filme assim deveria ser dirigido por um mulher”, revela.

Para o realizador, a principal qualidade de uma obra d arte é a empatia que ela provoca. “Me pergunto se ‘Azul a Cor mais Quente’ fosse dirigido por uma mulher se ele seria melhor. Talvez sim, tal vez não. Outro dia ouvi o refrão de uma música com Gilberto Gil que dizia: ‘Me dê u copo d’água, tenho sede’. Acho que Gil nunca passo essa sede, mas nem por isso ele não pode interpretá-la?”, relativiza André.

 

“Anedonia” próxima da estreia


“Anedonia”, curta-metragem de André Valença, está próximo de chegar ao espectador comum. O filme, que teve um time de raques na técnica - como Marcelo Lordello na fotografia, João Maria na montagem, e Simone Dourado na captação de som -, já está com o corte final de montagem e os processos de finalização concluídos. Nesta quarta-feira, o cineasta fará apenas um teste de projeção (fechada para a equipe) no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco.

“Muito despretensiosamente, começamos a inscrever o filme nos festivais. E o raciocínio foi ir do maior para os menores. Inscrevemos para a “Semana dos Realizadores” (em Cannes), e daí tentaremos outros. No Brasil, queremos tentar o Festival de Brasília, onde Lordello é, inclusive, respeitado”, lembra o diretor.

No caso de “Soledad”, sua equipe lança hoje seu crowdfunding para arrecadar recursos que possibilitem a pós-produção do filme. “Já temos o corte final. O filme ficou com 22 minutos. Mas ainda precisamos trabalhar na edição de som, na mixagem de som, na aplicação de efeitos e na correção de cor”, explica Daniel Bandeira.

O crowdfunding funciona de maneira que as pessoas doam deliberadamente recursos para a obra através de cotas a um site administrador do processo (no caso de “Soledad”, o endereço é <http://catarse.me/pt/soleda d>). “Estabelecemos o teto de R$ 30.510, que cobrirá todas as despesas, incluindo a confecção de um DCP (o arquivo digital profissional do filme para exibir nos cinemas)”, diz o diretor. 

Daniel diz que quem contribuir com as cotas terá uma espécie de recompensa que será definida posteriormente. O valor total do teto só é destinado à equipe do filme pelo site quando atinge o valor estabelecido. “Se não atingirmos os R$ 30.510 até 8 de maio, o dinheiro que já foi depositado será devolvido as doadores”, concluiu.

 

Guia Folha

Roteirão

Dívida de Honra / De Tommy Lee Jones / Com Tommy Lee Jones, Hilary Swanks, Miranda Otto, Grace Gummer, Sonia Richter. Em 1854, três mulheres são confiadas à guarda de Mary Bee Cuddy, uma mulher forte e independente, natural do estado de Nebraska, no Oeste. Ela deverá levar as três para o Leste, no estado de Iowa, num vagão fechado, onde poderão encontrar refúgio das experiências duras que tiveram como colonizadoras. No caminho, Mary une forças com um vagabundo. Ele irá descobrir como algumas pessoas são capazes de deixar marcas profundas nas vidas das outras. Cinema da Fundação: 18h. 16 anos.

A História da Eternidade / De Camilo Cavalcante. Com Irandhir Santos, Zezita Matos, Marcélia Cartaxo. Três mulheres, em três fases diferentes de suas vidas, vidam história de amor no sertão brasileiro. Cinema da Fundação: 14h, 20h30. Recife 10: 18h40. 14 anos.

Dois Dias, Uma Noite / De Jean-Pierre e Luc Dardenne. Com Marion Cotiallard. Operária em depressão precisa convencer oito colegas a abdicarem de seu bônus salarial para permanecer no emprego. Cinema da Fundação: 16h20. 12 anos.

 

:: Diario de Pernambuco

Viver

Cinema

Dívida de Honra - Três mulheres embarcam em fuga de experiência traumáticas. Cinema da Fundação. 18h. 

A história da eternidade – Em um pequeno vilarejo no Sertão, três histórias de amor e desejo mudam cotidiano de população. 14 anos. Cinema da Fundação. 14h, 20h30. Recife 10. 19h.

Dois dias, uma noite. Mulher tenta convencer oito colegas a mantê-la em emprego. 12 anos. Cinema da Fundação. 16h20.

 

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