08 DE NOVEMBRO DE 2014
Clipagem ASCOM
Recife, 08 de novembro de 2014
:: Jornal do Commercio
Opinião JC
Um certo som
Dóris Gibson
Conheci Joselice Jucá - a Jô - em 1988, quando fui trabalhar na Fundação Joaquim Nabuco. Entrevistei-a sobre sua apresentação da reedição fac-similar de Agricultura nacional - Problemas brasileiros - Propaganda abolicionista, de André Rebouças, na coleção comemorativa dos 100 aos da abolição, da Editora Massangana. Joselice era autoridade máxima em matéria de André Rebouças, tendo sido ele o tema do seu PhD na Universidade de Essex, Inglaterra.
Acabava de voltar da Europa apenas com o filho mais novo, Múcio, o mais velho, Klebinho, aproveitara a permanência da família na Europa para estudar cinema na École de Hautes Études Cinématographiques de Paris, no que ela, Joselice, botava muito gosto. Mencionava emocionada a entrevista que o menino tinha feito com François Trufaut, bem como suas pesquisas aprofundadas e entusiasmadas nos Cahiers Du Cinéma. Naquele momento, ele se encontrava nos EUA, prosseguindo sua especialização.
Saí da Fundaj algum tempo antes de perder a minha amiga para uma longa batalha contra o câncer. Àquela altura, Klebinho já havia voltado para casa, onde iniciou uma carreira brilhante de crítico cinematográfico neste JC.
Sendo nossos cinéfilos inevitavelmente mordidos pela mosca azul do centenário Ciclo do Cinema Pernambucano, a evolução natural de Klebinho foi se tornar cineasta, honrando a prata da casa.
Eis que um dia, minha caçula Isadora, que já protagonizara vários curtas-metragens, me informa que vai fazer teste para o longa-metragem de ninguém menos que o filho de Jô. Aprovada, participou do filme, enquanto eu, duplamente coruja, acompanhava tudo de longe, sem querer bancar a mãe de miss. Ciente de sua “privacidade” (ah, esses tempos!) Isadora servia-me em conta-gotas o andamento do processo, repelindo minhas tentativas de abordagem do assunto.
Finalmente, O som ao redor foi lançado... no exterior. Causando. Em tudo quanto é festival, inclusive de lugares que eu sequer sabia que existiam, quanto mais, que tinham festival de cinema. E eu tendo de me contentar com o som ao redor de O som ao redor. Até que um dia, Isadora me convida para o lançamento do filme no Recife. Endomiguei-me e rumei para o Armazém 12, carregando minha amiga Jô dentro do coração. Numa tela do tamanho do cão montada ao ar livre, começa, finalmente, a exibição. A primeira imagem mostrando, em letras hipergarrafais, apenas um nome: KLEBER MENDONÇA FILHO. Gemi para mim mesma: “ai, Jô...”
Imagem seguinte, no canto médio inferior direito do écran, em singelo itálico: “para Joselice”. Desabei. Engoli o berreiro, mas não, as lágrimas.
Finalmente, O som ao redor. Pura tensão. Lembrei de quando era pequena, no tempo em que passava tudo que era filme bom no Recife, tinha um de Hitchkoc anunciado assim: “você passará os últimos 13 minutos de pé, em cima da cadeira”. Pois bem: O som ao redor deixou-me de pé, em cima da cadeira, nos 120 minutos de sua duração e posso dizer que assim permaneço até a data presente.
Caderno C
Cinema
Uma passagem para Mário (BRA, 2014). De Eric Laurence. Cinema da Fundação – 15h; 16h40; 18h20; 15h50; 17h30; 19h10; 20h50. Documentário. Livre.
Saint Laurent (FRA, 2014). De Bertrand Bonello. Cinema da Fundação – 20h. Drama. 16 anos
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Saint Laurent / De Bertrand Bonello. Com Léa Seydoux, Gaspard Ulliel. Avida de Yves Saint Laurent entre os anosde1967e1976,quando o estilista estava no auge da carreira, retratando ainda algumas paixões da sua vida, como Jacques de Bascher, que mais tarde namorou por quase 20 anos Karl Lagerfeld, e Pierre Bergé, que também era parceiro de negócios do estilista. Cinema da Fundação: 20h. 16 anos.
Uma Passagem para Mário / de Eric Laurence. Com Eric Laurence, Mário Duques. Um documentário sobre amizade e superação da morte. Uma reflexão sobre as jornadas e os ciclos da vida através de uma viagem que parte de Recife, no Brasil, atravessa a Bolívia, até chegar no deserto do Atacama, Chile.Um documentário um road movie.Uma história de vida.Uma história de luta contra o câncer. Ou a história afetiva entre dois amigos: Eric, o cineasta, e Mário Duques, personagem do filme. Cinema da Fundação: 15h50, 17h30, 19h10, 20h50. Livre.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Cinema
Saint Laurent – Cinebiografia do estilista Yves Saint Laurent. 16 anos. Cinema da Fundação. 20h (sáb).
Uma passagem para Mário - Livre. Cinema da Fundação. 15h, 16h40, 18h20, 20h30.
Redes Sociais