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17 DE SETEMBRO DE 2014

Publicado: Quarta, 17 de Setembro de 2014, 10h25 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h22 | Acessos: 485

Clipagem ASCOM
Recife, 17 de setembro de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

A biografia sonhada de Pedro Teófilo

A história do avô sempre esteve presente na vida do jornalista e cineasta Josias Teófilo: na sua genialidade, nos seus fracassos e na importância para a família. Tabu e mito dentro da própria casa, a figura de Pedro Teófilo logo virou um tema de pesquisa para o neto; primeiro como um documentário que nunca foi concluído, depois como um livro. O volume O cinema sonhado (Lavra, 212 páginas, R$ 20), espécie de ensaio, biografia e relato pessoal, é lançado nesta quarta (17/9), a partir das 19h, na Fundaj do Derby.

Projeto financiado pelo Funcultura, o livro foi escrito ao longo de três anos. Com reflexões sobre o cinema, a história, a arquitetura e o passado, Josias cria um ensaio que não tem receio de falar das impressões pessoais de quem escreve, dos relatos familiares e de até recriar a vida de Pedro. O autor bem define o propósito ao final do texto: trata-se de “um pedido de desculpa, uma explicação para os erros cometidos e o mapa de um pequeno tesouro”.

O leitor pode conhecer no volume a vida inquieta e a imaginação sem limites do avô de Josias. Pedro foi cineasta, piloto de aviões, inventor (do Ortóptero, uma aeronave, e de um motor movido a água), dono de um cinema (o Olympia, no Arruda) e pesquisador de religiões e do esoterismo. Apesar da imaginação fértil, dos projetos detalhados e da ambição, poucas dessas obras foram concluídas ou ficaram para a posteridade. Os filmes, O gigante que desperta e A virgem dos lábios de mel, chegaram a ter roteiro completos e até uma caravela em tamanho real foi construída.

“De início, o livro buscava ser mais histórico. Com o tempo, foi ficando mais poético, mais literário: tomei mais liberdade de contar a história dele e até de colocar algumas memórias minhas”, conta Josias. A escrita do volume foi até dolorosa em alguns momentos. “Fazer uma genealogia é um processo íntimo. E essa não é só a história de uma pessoa, é um método, um gesto ensaístico”, explica o autor.

De certa forma, Josias tenta fazer do livro um equivalente na escrita do documentário Santiago, de João Moreira Salles: algo pessoal e amplo, em que o personagem está tão em exposição quanto quem busca apresentá-lo ao público. Como ele explica no volume, através de Freud e Goethe, herdar algo é um processo ativo – e foi olhando também para dentro de si mesmo que o autor encontrou outros vestígios do avô.

Publicado pela recém-criada editora Lavra, de Wagner Carelli, antigo editor da Bravo!, O volume tem prefácio de Fernando Monteiro e orelha de Adriana Dória Matos. Josias tem um roteiro pronto sobre Lelé, João Filgueiras Lima, arquiteto de Brasília e ainda prepara um novo livro. “É um romance ensaístico sobre um fotógrafo, ainda não sei bem defini-lo”, comenta.

 

Caderno C

Cinema

A caçada (The rover, AUS/EUA, 2014). Cinema da Fundação – 20h40. Drama. 14 anos.

Uma garrafa no mar de Gaza (Une bouteille à La mer, FRA/CAN, 2011). Cinema da Fundação – 14h40. Drama. 12 anos.

Monty Python e o Sentido da Vida (Monty Python and the meaning of life, ING/EUA, 1983). Cinema da Fundação – 16h40. Comédia. 18 anos.

O homem das multidões (BRA, 2012). Cinema da Fundação – 18h50. Drama. 14 anos.

 

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Escritor resgata as histórias do seu avô

“O Cinema Sonhado“ tem lançamento hoje na Fundaj

É desde a infância que Josias Teófilo, jornalista recifense radicado em Brasília, luta contra o esquecimento do seu avô: aos cinco anos de idade, quando o avô Pedro Teófilo já havia falecido, o menino disse à família ter passado a noite tocando piano com "voinho". A história se espalhou pela família, que também foi a responsável por manter a memória de Pedro sempre viva no imaginário do neto. O avô - e também inventor, cineasta, arquiteto, pintor, desenhista e aviador - despertou em Josias a curiosidade de um jornalista em formação, interessado em resgatar a história dos seus anteassados e a sua genealogia, como forma de compreender o passado e dar continuidade a ele. Após sete anos entre entrevistas e pesquisas, Josias apresenta sua análise no livro “O Cinema Sonhado", que será lançado nesta quarta (17), às 19h, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco. O livro, lançado pela Editora Lavra com projeto gráfico do designer português Joaquim Olímpio, também foi financiado pelo Funcultura, através do Edital do Audiovisual.

Pedro Teófilo tornou-se tema de estudo não por acaso. Josias diz que enxerga muito dele próprio no avô, desde as inquietações até a veia profissional e artística. “Como posso distinguir a vida do meu avô dentro da minha própria alma?” é o questionamento que guia Josias na reescrita da história de Pedro. O livro, um romance ensaístico, uma biografia poética, acaba se tornando também um pouco autobiográfico, o que também é intenção do autor. "O que importa na história é a continuidade, e a gente só compreende o passado através da genealogia", diz o jornalista. "Minha genealogia inteira está no livro", completa.

HISTÓRIA - Em 1955, Pedro Teófilo foi a mente idealizadora do Cinema Olympia, que funcionou no Recife por duas décadas. Foi roteirista e diretor de filmes que permaneceram inacabados. Os estudos de Pedro, que percorreram as mais variadas áreas, foram cruciais para a reconstrução feita por Josias. “O arquivo dele era uma coisa fascinante, eu nem sabia que existia”, conta o neto. Essa imaginação criadora do avô não apenas foi o ponto de partida para a análise de Josias como é sua maior busca na obra. “A capacidade de acessar o passado dentro de nós mesmos, essa é a grande questão do livro”, ressalta

ORIGEM - Pedro Teófilo nasceu em 1929 e, autodidata, dedicou sua vida à invenção e ao cinema, interesses que se manifestaram cedo. Desde pequeno, também já se demonstrava fascinado com a aviação e os estudos esotéricos.

SERVIÇO:
Lançamento de “O Cinema Sonhado”
Quando: Quarta (17), às 19h
Onde: Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Rua Henrique Dias, 609 - Derby)
Quanto: Entrada franca

 

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Monty Python: O Sentido da Vida / (The Meaning of Life) / De Terry Gilliam, Terry Jones. Com John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palim, Graham Chapman. Uma série de esquetes sobre os estágios da vida, do milagre do nascimento até a morte. A ironia, a crítica social e o bom humor marcam presença em cada segmento do filme. Cinema da Fundação: 16h40. 18 anos.

Uma Garrafa no Mar de Gaza / (Une bouteille à La mer) / De Thierry Binisti. Com Agathe Bonitzer, Mahumud Shalaby, Hiam Abbass. Tal é uma jovem francesa de 17 anos que mora em Jerusalém com sua família. Após o ataque de um homem-bomba num café do seu bairro, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, onde expressa seus sentimentos e sua recusa em admitir que só o ódio passa reinar entre os dois povos. Cinema da Fundação: 14h40. 12 anos.

O Homem das Multidões / De Marcelo Gomes e Cao Guimarães / Com Paulo André e Silvia Lourenço. Juvenal é um maquinista de metrô em Belo Horizonte, Margô controla o fluxo dos trens. Ambos vivem em um estado de profunda solidão – cada um à sua maneira. Cinema da Fundação: 18h50. 14 anos.

The Rover – A Caçada / De David Michot / Com Guy Pearce, Robert Pattinson. Em um futuro próximo, os habitantes australianos vivem uma rotina perigosa, onde a criminalidade impera com o colapso da sociedade. Com o passar dos anos, Eric já perdeu quase tudo e torna-se um homem duro e impiedoso. Quando sua última possessão, seu carro, é roubada por uma gangue, ele vai atrás dos homens. Cinema da Fundação: 20h40. 14 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Uma garrafa no mar de gaza – Livre. Cinema da Fundação. 14h40.

The rover: A Caçada. 14 anos. Cinema da Fundação. 20h40.

Monty Python: O sentido da vida – 18 anos. Cinema da Fundação. 16h40.

Homem das Multidões – 14 anos. Cinema da Fundação. 18h50.

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