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16 DE SETEMBRO DE 2014

Publicado: Terça, 16 de Setembro de 2014, 10h20 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h22 | Acessos: 452

Clipagem ASCOM
Recife, 16 de setembro de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Festival Animage consolida formato

Cinemas, centros culturais, praças e hospitais. De hoje até o dia 28, o 6º Animage: Festival Internacional de Animação de Pernambuco está em toda parte: são 11 pontos de exibição no Recife e em Olinda. Oficialmente, a abertura só ocorre no próximo sábado, às 20h, no Cinema São Luiz, com uma seleção de curtas e a apresentação do longa-metragem Is the man who is tall happy? (O homem que é alto é feliz?, numa tradução livre), do francês Michel Gondry.

A partir de uma série de entrevistas com o filósofo, linguista e ativista Noam Chomsky, o inquieto cineasta francês se valeu de técnicas de animação para explicar conceitos, especialmente a teoria do surgimento da linguagem preconizada pelo pensador americano. A radicalidade autoral aplicada à animação é o principal foco da curadoria do Animage. A diretora do artística do festival, a cineasta alagoana Nara Normande, radicada no Recife, é rígida na escolha dos filmes da Mostra Competitiva.

Dos 78 curtas-metragens da Mostra Competitiva, que tem início no domingo, na Caixa Cultural e no Cinema da Fundação, apenas sete são produções brasileiras. “É verdade que a produção nacional tem crescido e aumentado a qualidade. Por outro lado, ainda temos sérios problemas de roteiro e criação de personagens, entre outras questões”, analisa Nara. No dia 26, uma sessão especial, no Cinema da Fundação, reúne os filmes brasileiros da competição com a presença de seus realizadores.

Além dos filmes inscritos, a diretora acompanha há quatro anos o Festival de Annecy, na França, o mais importantes do gênero no mundo. Nos últimos anos, o festival tem levantado a bola do cinema brasileiro de animação. Pela segunda vez consecutiva, um longa nacional ganhou o prêmio de Melhor Filme. Foi O menino e o mundo, de Alê Abreu, que é exibido no domingo, com a presença do autor no Cinema São Luiz. Alê também é um dos membros do júri, ao lado da cineasta portuguesa Regina Pessoa e do canadense Chris Robinson, diretor do Festival de Ottawa, no Canadá.

Este ano, o Animage recebeu 611 inscrições vindas de 52 países. Segundo Antônio Gutiérrez, Guti, que produz o festival, o aumento foi de 120% em relação ao ano passado. De acordo com um levantamento do site LaTam Cinema (www.latamcinema.com), o Animage está entre os 25 festivais de cinema ibero-americanos emergentes, sendo apenas quatro brasileiros. “Acredito que o evento está se consolidando e se encaminhado para ficar entre os melhores do Brasil e do mundo”, arrisca o produtor cultural, conhecido também pelo festival musical Rec-Beat.

Para montar a grade do evento de animação, as várias oficinas, as mostras especiais, os convidados brasileiros e estrangeiros, Guti ganhou apoio da Caixa Cultural, do Centro Cultural Correios, da Copergás e do Edital do Audiovisual/Funcultura. O orçamento deve chegar à barreira dos R$ 500 mil. “Em todos os projetos que me envolvo, me preocupo em facilitar o contato com o público, por isso todo o conteúdo é gratuito. O festival tem um cunho social, que une adultos, adolescentes e crianças em torno da animação”, explica.

Além da Mostra Competitiva, o Animage homenageia o cineasta canadense Norman McLaren, no ano de seu centenário de nascimento, com uma exposição na Caixa Cultural, a partir de hoje, e uma mostra no São Luiz, no dia 21. Outro tributo é a exibição de Sinfonia amazônica, de Anélio Latini Filho, primeiro longa animado produzido no País.

 

Caderno C

Cinema

Uma garrafa no mar de Gaza (Une bouteille à La mer, FRA/CAN, 2011). Cinema da Fundação – 16h50. Drama. 12 anos.

Monty Python e o Sentido da Vida (Monty Python and the meaning of life, ING/EUA, 1983). Cinema da Fundação – 14h40. Comédia. 18 anos.

O mercado de notícias (BRA, 2014). Cinema da Fundação – 18h50. Documentário.

Amantes eternos (Only lovers left alive, ING/FRA, 2014). Cinema da fundação – 20h30. Drama. 14 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Cotidiano

Democracia racial é ilusória

Exclusão de 400 anos não é fácil de ser removida imediatamente

No último mês de julho foi sancionada a lei que reserva 0% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais a retos e pardos, à época considerada uma vitória na luta ela desigualdade racial no país, como ação afirmativa estratégica para acelerar a mobilidade à população negra m dez anos. Até que essas e outras políticas afirmativas comecem a dar frutos, o Brasil é isto com resalvas quanto à democracia racial, segundo estudo publicado no início deste mês e que deverá ser aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização as ações Unidas (ONU). O documento conclui que o Brasil vive um “mito de democracia racial” e que existe “racismo institucionalizado”.

Essas conclusões são baseadas nas visitas feitas por especialistas, convidadas pela organização, em alguns estados a federação, incluindo Pernambuco. “Já podemos dizer que existem mudanças visíveis na questão racial brasileira, mas ainda é muito aquém. Não é fácil resolver um problema de mais de 400 anos de regime escravocrata e de exclusão. A sociedade herda e reproduz essas mazelas do passado”, conclui o professor e coordenador do mestrado Educação, Cultura e Identidade, oferecido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Moisés de Melo Santana, que também é professor do departamento de educação da UFRPE. A pós-graduação, que está na sua primeira turma, inclusive tem reserva de 20% das vagas para graduados negros. Dos 20 alunos matriculados, três ocupam a cota. O curso, entre outros objetivos, deve formar profissionais da educação para aplicação da Lei 10.639 de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo das escolas públicas e particulares o ensino obrigatório da história e cultura afro-brasileira.

Para o pró-reitor de extensão da Universidade Federal de Pernambuco, Edilson Fernandes de Souza, as conclusões da ONU são realidade. Souza acredita que essa realidade vai mudar a médio e longo prazo, já que a política de acesso às universidades para negros e alunos oriundos de escolas públicas ainda é muito recente. “Já percebemos um grupo desses estudantes ocupando essas vagas”, comemora, que não teve as mesmas chances para ingressar em uma universidade pública. Ele lembra a época em que estudou ensino fundamental e médio em escolas do Recife não tinha qualquer incentivo dos professores.

“Nunca imaginei que um dia pudesse fazer uma graduação. Muito menos numa universidade pública”, lamenta. Edilson Fernandes fez graduação e mestrado em universidades particulares no Rio de Janeiro, até fazer doutorado na Universidade Estadual de Campinas, São Paulo e Pós-doutorado em Portugal. “Sofri muito e ainda sofro com a discriminação até mesmo dentro da universidade”, confidencia.

OPORTUNIDADE

“A tendência é de mudar esta realidade em dez anos, quando a comunidade universitária terá negros, índios e alunos de escolas públicas”, ressalta o professor, se referindo ao percentual de contas que será ampliado ao longo dos próximos anos. “Essas populações precisam de oportunidade. Quanto maior o grau de escolaridade, mais conteúdo, mais condições de competir d igualdade na sociedade”, conclui Edilson Souza.

Maria Bernadete Figueiroa, procuradora de justiça do Ministério Público de Pernambuco e coordenadora do grupo de Enfrentamento ao Racismo e respeito à diversidade do Conselho Nacional do Ministério Público, acredita, além das oportunidades o cumprimento da legislação e dos compromissos que o Brasil assumi durante a Conferência Mundial das Nações Unidas Contra o Racismo, em Durban, n África, em2001. O País assumi diversos compromissos com adequar a legislação, mexer no material didático do ensino fundamental e médio, capacitar os professores, entre outros. “É preciso que a sociedade e a instituições conheçam as leis ainda estamos tateando nesta questão. O grande problema é que as pessoas não valoriza o racismo. Fingem que o Brasil é uma democracia racial mas os negros ainda ocupa os piores lugares no mercado de trabalho, a juventude negra é assassinada, e questões como cotas ainda causa polêmica”, conclui.

 

Opinião

ARTIGOS

Atualização da escola pública

*MARCELO MARIO DE MELO

O desafio de dar à escola pública um perfil contemporâneo põe em pauta um esforço em duas linhas. Por um lado, buscar a sintonia com os avanços, mudanças e pulsações que ocorrem na sociedade em aspectos econômicos, sociais, demográficos, legais, políticos, culturais, comunicativos e comportamentais, com rebatimento em abordagens conceituais, rumos pedagógicos, relações entre os segmentos da comunidade escolar, tratos administrativos e premissas de políticas públicas. Por outro lado, exercitar a crítica desses aspectos, para não se incorrer no alheamento ante o real, no conservadorismo saudosista ou no utilitarismo tecnicista.

Que ninguém se engane. O interesse da classe dominante, quanto à educação, por mais generoso e atraente que seja o discurso, é essencialmente, e sempre foi, no sentido de formar uma mão de obra capaz de rodar a máquina produtiva, acompanhando os avanços tecnológicos e os ditames da concorrência e do mercado. Toda a modernidade ou pós-modernidade burguesa se limita a esse arco. Sem negar o papel da escola quanto à formação para o trabalho, mas não a restringindo a isto.

O perfil da escola, por mais que se conquistem espaços no ordenamento jurídico, é determinado pela vontade da classe dominante. Os avanços que se verificam nas políticas públicas de educação resultam da insistência de pessoas e grupos que atuam em oposição ao sistema, remando contra a maré e acumulando pontos no jogo da resistência. O que inclui a ação de agentes governamentais e governos com sensibilidade democrático-popular. As conquistas inscritas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na Constituição de 1988, no Plano Nacional de Educação, não fogem à regra. E a saída do papel para a prática, que se desdobra na concretização de uma série de itens específicos, destacando-se as regulamentações e o financiamento, só ocorre sob pressão.

A vivência na escola deveria assegurar a um concluinte do ensino médio o conhecimento básico dos quatro códigos de leitura da vida: o científico, o filosófico, o artístico e o religioso, subsidiando uma cosmo visão complexa e crítica. Este marco substancial e conceitual tem a potencialidade de envolver questões tratadas nas diversas disciplinas e nos temas transversais, e indo além da escola, em dilemas da vida profissional, individual e social, nos liames do viver e conviver em sociedade.

No que se refere à arte e à cultura, assim como em outros aspectos, as estratégias de enfrentamento não se limitam ao território da escola. Professores não poderão realizar um trabalho extraclasse satisfatório, sem contar com uma rede de equipamentos culturais qualificados, como bibliotecas, arquivos, museus, centros de pesquisa. O que vem a exigir desses equipamentos, principalmente se vinculados ao poder público, um planejamento que contemple essa interrelação. E aí saímos do âmbito das secretarias e do Ministério de Educação e entramos no das secretarias e Ministério de Cultura, evidenciando-se a necessidade de articular políticas educacionais e culturais. Articulação que só poderá ocorrer a partir de instâncias de poder e definições programáticas mais abrangentes, concretizadas em políticas públicas e diretivas precisas, de governo e de estado. Mas nada impede que o assunto seja tratado e irradiado militantemente, no debate, na articulação de alianças, na troca de experiências e na construção de projetos-piloto e pilotis.

Aos que se preocupam com os destinos da educação pública, por ofício, afinidade ou compromisso republicano e democrático-popular, coloca-se o desafio de tratar das questões educacionais e culturais conjuntamente, como os dois pés compondo passos na mesma trajetória. Na ampliação do olhar se inclui o repensar do papel do professor nos dias atuais, ultrapassando a pauta das reivindicações corporativas tradicionais e a noção de projeto pedagógico que se restringe ao âmbito da escola. Nesta direção, o conceito de comunidade escolar também se alarga. E se colocam novos desafios nas searas da produção de conhecimento e nas arenas da mobilização política.

O interesse por conscientização e formação política, cidadania, educação, cultura, é um eterno remar contra a maré, uma verdadeira tara. As coisas só andam para melhor, nessas áreas, pela ação dos tarados do bem que aí operam. E se é assim, que todos se inspirem na obstinação do tarado comum, que faz porque gosta, corre todos os riscos e reincide sempre. E também na atitude do surfista, sempre com a prancha na mão e os olhos no mar, para não perder a onda certa. O aprofundamento da democracia na República brasileira, nos seus diversos aspectos, requer a multiplicação dos tarados-surfistas e depende muito do seu discernimento.

*Jornalista, poeta e assessor de comunicação da Fundação Joaquim Nabuco –E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Monty Python: O Sentido da Vida / (The Meaning of Life) / De Terry Gilliam, Terry Jones. Com John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palim, Graham Chapman. Uma série de esquetes sobre os estágios da vida, do milagre do nascimento até a morte. A ironia, a crítica social e o bom humor marcam presença em cada segmento do filme. Cinema da Fundação: 14h40. 18 anos.

Uma Garrafa no Mar de Gaza / (Une bouteille à La mer) / De Thierry Binisti. Com Agathe Bonitzer, Mahumud Shalaby, Hiam Abbass. Tal é uma jovem francesa de 17 anos que mora em Jerusalém com sua família. Após o ataque de um homem-bomba num café do seu bairro, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, onde expressa seus sentimentos e sua recusa em admitir que só o ódio passa reinar entre os dois povos. Cinema da Fundação: 16h50. 12 anos.

Amantes Eternos / De Jim Jarmusch / Com Tilda Swinton, Tom Hiddleston. Casal de vampiros casado há mais de 100 anos vive uma vida rock’n’roll, ouvindo música, fugindo do sol e evitando matanças para obter comida. Eles têm traficantes que lhes fornecem a droga: sangue. A relação deles será testada pela visita da irmã e irresponsável dela, também vampira. Cinema da Fundação: 20h30. 14 anos.

Mercado de Notícias / De Jorge Furtado / Documentário. Filme traz depoimentos de treze jornalistas sobre o sentido e a prática de sua profissão, as mudanças na maneira de consumir notícias, o futuro do jornalismo, e também sobre casos recentes da política brasileira, onde a cobertura da imprensa teve papel de grande destaque. Cinema da Fundação: 18h50. 10 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Uma garrafa no mar de Gaza – História de amor jovem tem como pano de fundo os conflitos Palestina/Israel. Livre. Cinema da Fundação. 16h50.

Monty Python: O sentido da vida – 18 anos. Cinema da Fundação. 14h40.

Amantes Eternos – 14 anos. Cinema da Fundação. 20h30.

Mercado de notícias – 10a. Cinema da Fundação. 18h50.

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