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18 DE JULHO DE 2014

Publicado: Sexta, 18 de Julho de 2014, 10h36 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h22 | Acessos: 751

Clipagem ASCOM
Recife, 18 de julho de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Capa Dois

CV apura censura na imprensa, na ditadura

Telefonemas ameaçadores após reportagens sobre temas que incomodavam o regime, intimações para depor em dependências do Exército ou do Dops (Polícia Civil), recomendações para não publicar assuntos que não interessavam ao governo, matérias censuradas retiradas das páginas dos jornais, a convivência com os censores militares, a angustia sobre o paradeiro de colegas e estratégias para driblar a censura. O exercício do jornalismo sob ditadura, o dia a dia sem a liberdade de imprensa e a incerteza sobre o trabalho, o emprego e a segurança foram revividos, ontem, em sessão da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, na Fundaj, dedica a ouvir depoimentos de cinco jornalistas que vivenciaram o período de 64. Instalada em 2012 espelhando-se na Comissão Nacional da Verdade para investigar mortes, torturas e desaparecimentos de pernambucanos, a Comissão Dom Helder quer transformar em registros históricos os relatos de quem viveu diretamente a censura e as ameaças nas redações e saber como a imprensa atuou e resistiu aos militares. Memórias dos jornalistas Ivanildo Sampaio, diretor de redação do Jornal do Commercio, Carlos Garcia (Estado de São Paulo), Antônio Portela (Última Hora/SP, JC), Juracy Andrade (Correio da Manhã, Folha de São Paulo) e Nagib Jorge Neto (Jornal do Povo/MA, Opinião) foram relatadas aos componentes da comissão e ao público, desde momentos mais tensos a fatos grotescos da censura e de censores. Iniciante no jornalismo, Ivanildo Sampaio revelou as recomendações da ditadura à imprensa para não publicar notícias de Dom Fragoso, bispo crítico de Crateús (CE), nem nada positivo sobre Dom Helder. Minha primeira matéria sobre a morte do Padre Henrique (1969) foi publicada pela Fatos e Fotos. A segunda, sobre o velório e o dramático percurso da Igreja do Espinheiro ao Cemitério da Várzea foi publicada pela Manchete. Na terceira, começaram os telefonemas ameaçadores. A editora Bloch então me transferiu do Recife (para o Rio de Janeiro), relembrou. Chefe da sucursal do Estadão em Pernambuco, Carlos Garcia era alvo permanente vigilância pelas matérias que contrariam os militares. Fui intimado a depor mais de dez vezes. Era em forma de convite com local e hora marcada para esclarecer fatos e fontes. Na última, não houve intimação. Fram me buscar em casa armados, detalhou. Perseguido no Maranhão, Nagib Jorge viveu o drama do desemprego e da ameaça. A maioria dos jornalistas tentava reagir. A partir de 1974 (vitória do MDB), a coisa começa a mudar. Os Estados Unidos passaram a ver que não dava mais para manter ditaduras na América Latina, avaliou.

 

Caderno C

Cinema

Bernardes (BRA, 2014) – De Gustavo Gama Rodrigues, Paulo Barros. Cinema da Fundação – 18h50. Documentário. 12 anos.

Que estranho chamar-se Federico: Scola conta Fellini (Che estrano chiamarsi Federico!: Scolla racconta Fellini, ITA, 2013) – De Ettore Scola. Cinema da Fundação – 17h.

Heli (MEX, 2013) – De Amat Escalant. Cinema da Fundação – 20h30. Drama. 18 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Bernardes / De Gustavo Gama Rodrigues, Paulo Barros. Documentário. Numa espécie de viagem ao tempo, o arquiteto Thiago Bernardes revisita a vida e carreira do avô, Sergio Bernardes (1919-2002). Através de cartas, projetos, plantas e encontros ele refaz a trajetória do visionário arquiteto carioca, que caiu em desgraça ao aceitar trabalhar para os militares. Cinema da Fundação: 18h50. 12 anos.

Que estranho chamar-se Federico: Scola conta Fellini / (Che Estrano Chiamarsi Federico! – Scolla Racconta Fellini) / De Ettore Scola. Com Sergio Rubini, Sergio Pierattini, Antonella Attilo. Um retrato maravilhoso pintado com as tintas do cinema sobre o cineasta mestre Federico Fellini, a partir das lembranças e das emoções do amigo e grande realizador italiano Ettore Scola trata-se de uma viagem mágica e emotiva pelas imagens do cinema. Cinema da Fundação: 17h. 12 anos.

Heli / De Amat Escalante / Com Armando Espitia, Andrea Vergara, Linda González, Juan Eduardo. Estela é uma menina de 12 anos que vive em uma pequena cidade mexicana e está perdidamente apaixonada por um jovem cadete da polícia. Ele quer fugir com ela e se casar e para realizar o seu sonho desvia alguns pacotes de droga. Cinema da Fundação: 20h30. 18 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Local

Evento debate uso de ervas em rituais

Seminário na Fundaj visa também difundir a utilização de plantas medicinais que podem ser cultivadas nos quintais ou dentro de apartamentos

Uma das primeiras plantas medicinais usadas pela aposentada Alzira Andrade, quando era criança, foi o chá de ipecacuanha, preparado pela sua tia como anti-inflamatório. Hoje, aos 70 anos, ela usa - e indica - a erva manjerona para combater a pressão alta. Ela diz que durante toda vida se medicou através de ervas medicinais. Seu conhecimento é empírico - ou seja, baseado no uso popular e na observação a partir dessas utilizações - e através de pesquisas pessoais. É sobre essas plantas com propriedades terapêuticas, também usadas em rituais religiosos, que se baseia o Seminário Folhas Sagradas. O evento acontece até hoje, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Casa Forte. Segundo o mestre em Medicina Comunitária e Epidemiológica, Celerino Carriconde, a proposta do seminário é difundir o uso de ervas que podem ser cultivadas nos quintais ou apartamentos e são pouco conhecidas pela população. “Se a pessoa conseguir manter um jardim em casa, terá um pronto-socorro natural”, afirma Celerino, do Centro de Medicina Popular, em Olinda. Entre essas ervas ele cita a artemisia, para curar cólicas menstruais, hortelã graúdo, para dor de ouvido, sete dores, para o estômago, pega rapaz, para dor de dente e atipim, para enxaqueca.  A maior parte dos vegetais usados como remédios foi largamente utilizada em ritos religiosos indígenas, afrodescendentes e católicos, cujos conhecimentos foram transmitidos de geração em geração. Apesar disso, a expansão da indústria farmacêutica e a mudança no estilo de vida do brasileiro têm reduzido o consumo das ervas. “Várias práticas estão em desuso, chegando à extinção de algumas folhas”, observa o babalorixá Manoel Papai, que também ministrará palestra no evento.  No seminário Folhas Sagradas também será lançado o livro As plantas medicinais e o sagrado, da etnofarmacobotânica do Centro de Estudos da Religião Douglas Teixeira Monteiro (USP e PUC/SP), Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo. A obra explora a conexão entre as plantas que possuem propriedades psicoativas, a religiosidade e a medicina tradicional.

 

Viver

Cinema

Bernardes - Vida e carreira do arquiteto Sergio Bernardes. 12 anos. Cinema da Fundação. 16h20 (dom), 16h30 (ter), 18h40 (qua), 18h50*, 20h (dom), 20h30 (qui).

Heli - Retrato do tráfico de drogas no México. 18 anos. Cinema da Fundação. 16h45 (sáb), 18h25 (ter), 20h30 (sex).

Que estranho chamar-se Federico: Scola conta Fellini - Ettore Scola retrata a vida e obra de Federico Fellini. 12 anos. Cinema da Fundação. 16h30 (qui), 16h50 (qua), 17h (sex), 18h10 (dom), 20h30 (ter), 20h45 (sáb).

Uma relação delicada - Após derrame, cineasta enfrenta limitações físicas. 12 anos. Cinema da Fundação. 18h25 (qui), 20h30 (qua).

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