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10 DE JUNHO DE 2014

Publicado: Terça, 10 de Junho de 2014, 10h40 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 550

Clipagem ASCOM
Recife, 10 de junho de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Videodança dilata a fronteiras do olhar

Fronteiras são territórios nos quais a videodança naturalmente transita. Seja o real-virtual ou a transição palco-rua, os binômios misturam-se entre si. Dando seguimento às comemorações pelos dez anos do Acervo RecorDança (projeto voltado para a pesquisa e preservação da memória da dança em Pernambuco), a Sala João Cardoso, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), recebe hoje a mostra Vem Ver Videodança, às 19h30. Sob curadoria de Taína Veríssimo e Daniela Santos, 13 vídeos compõem a programação da mostra, cujo mote é Dilatando fronteiras e realidades. A delimitação mais frequente é aquela que insistem em colocar: até onde vai a dança e quando começa o vídeo. Pesquisadora em videodança e também coordenadora do acervo RecorDança, Ailce Moreira explica: Quando eu falo que não é soma (dança + vídeo), eu estou pensando nessa questão, que não é só vídeo, ou só dança. Existem especificidades próprias da videodança que as duas linguagens sozinhas não têm. Tem a ver com a questão de pensamento da própria produção artística. Os elementos do vídeo influenciam muito: a filmagem, a edição e a sonorização. Os três trabalham não somente para o vídeo, mas em função de um pensamento coreográfico. ” A videodança passeia aqui, portanto, por diferentes universos: a Ponte da Boa Vista (ou Ponte de Ferro), o teatro, o estúdio de dança, o Mercado de São José, uma casa demolida. A performance da câmera é decisiva para os movimentos do corpo. Com ela, é possível dilatar a realidade.

Mostra Vem Ver Videodança - Hoje, às 19h30. Fundação Joaquim Nabuco. Entrada Gratuita. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Informações: 3222-5571

 

Caderno C

Performático Paulo Meira

O tempo e suas teias, a visão e suas relações de sentido, o sentimento de permanência humana e, por fim, a investigação do que é racional em contraponto ao que ditam ser irracional. Na série de seis vídeos que compõem a exposição O Marco Amador: Sessão bordas de silêncio, cuja abertura acontece hoje, na Galeria Vicente do Rêgo Monteiro, na Fundaj do Derby, são esses temas e conceitos que serviram de matéria-prima para as abordagens do artista visual Paulo Meira. É a primeira vez que os trabalhos da mostra são expostos conjuntamente no Recife. São videoperformances que comecei a gravar em 2003 e em todos os trabalhos eu atuo, explica Meira. A exposição reúne essa série, que foi adquirida pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) e que agora passa a fazer parte do acervo de videoarte da Fundação Joaquim Nabuco, conta. A mostra fica em cartaz até 20 de julho, sempre de terça-feira a domingo. Las outras (2004), Cursos (2006), A perder de vista (2008), 15 minutos no jardim de Alice Coelho (2009), La cumparsita (2013) e Bordas de silêncio (2014) são os filmes que compõem a série Marco Amador, também o nome do personagem que perpassa todas essas obras. Os trabalhos cujo conjunto foi vencedor do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça ganham exibição simultânea em diversos pontos da galeria. Até um dos corredores do local serve de espaço para a veiculação de um dos filmes da instalação. Cada uma das obras exibidas têm, aproximadamente, 25 minutos de duração. Bordas de silêncio, que nomeia esse conjunto, é o trabalho de produção mais recente e foi concebido especialmente para a mostra. Foi um filme elaborado a partir de cenas que não entraram nos outros vídeos. Basicamente, foi feito a partir de imagens de making-off, explica. Ainda hoje à noite, na Sala Aloisio Magalhães, na sede da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, Paulo Meira e a artista Oriana Duarte participam de um bate-papo, marcando a abertura da mostra.

O Marco Amador: Sessão bordas de silêncio - Abertura hoje, às 19h, na Galeria Vicente do Rêgo Monteiro. Visitação: de terça a domingo, das 15h às 20h. Aberta ao público. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Informações: 3073-6691

 

Caderno C

Rápidas

Clássico Limite é exibido hoje na Fundação

O Cinema da Fundação, exibe hoje, às 20h30, o maior clássico do cinema silencioso brasileiro, o mítico Limite, de Mario Peixoto. De linguagem experimental, o filme não foi entendido durante a estreia, em 1931. Por muitos anos, Limite foi dado como perdido. A cópia em exibição foi restaurada pela Cinemateca Brasileira e a World Film Foundation, de Martin Scorsese. A entrada é grátis.

 

Capa Dois

Repórter JC

Vídeo e artes plásticas

O artista plástico Paulo Meira realiza a exposição O Marco Amador: Sessão bordas de silencio, entre 10 de junho e 20 de julho, na Galeria Vicente do Rego Monteiro da Fundação Joaquim Nabuco. O projeto foi premiado em 2013 pelo Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição.

 

Caderno C

Cinema

Limite (BRA, 1929) – De Mário Peixoto. Com Olga Breno, Tatiana Rey. Cinema da Fundação – 20h30. Drama. Livre.

Sob a Pele (Under the skin, ING, 2014) – De Jonathan Glazer. Com Scarlett Johansson, Krystof Hadek. Cinema da Fundação – 18h20. Ficção cientifica. 16 anos.

Praia do Futuro (BRA, 2014) – De Karim Aïnouz. Com Wagner Moura, Clemens Schick. Cinema da Fundação – 16h. Drama. 14 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

ARTE CONTEMPORÂNEA

Videoartes de Paulo Meira desafiam questionamento

A produção em vídeo do artista visual Paulo Meira é conhecida por provocar no público questionamentos de ordem ética, estética e política. Seis de seus trabalhos nessa plataforma integram a exposição "O Marco Amador: Sessão Bordas de Silêncio", que estreia hoje, às 19h, na Galeria Vicente do Rego Monteiro, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) do Derby. A abertura conta com bate-papo entre o artista e a curadora Oriana Duarte, mediados por Moacir dos Anjos. A videoinstalação reúne o conjunto de vídeos “O Marco Amador”, realizados por Meira entre 2004 a 2013. O projeto inclui o vídeo inédito “Bordas de Silêncio”, um registro documental sobre os processos transcorridos ao longo da realização dos vídeos. Contemplado no ano passado pelo Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, o projeto vai incorporar as obras ao acervo de videoarte da Fundaj. Os vídeos expostos serão "Las outras" (2004), "Cursos" (2006), "A perder de vista" (2008), "15 minutos no jardim de Alice Coelho" (2009) e "La cumparsita" (2013). Todos são performatizados pelo próprio artista a partir do conceito de Marco Amador, em suas palavras, "um marco físico, temporal e amador, no sentido de apresentar acontecimentos desimportantes". "Cada sessão diz respeito a um aspecto. Em 'Las outras', por exemplo, trago um recorte físico e filosófico sobre o tempo. 'Cursos' é um trabalho sensorial sobre a visão, o conhecimento e a língua. Já 'A perder...' trata de questões ligadas a permanência tanto cultural, enquanto '15 minutos...' lança questões relacionadas a um tempo futuro. Por fim, 'La cumparsita' questiona a racionalidade", definiu o artista.

 

Programa

Uma nova vida a “Limite”

Sessão do clássico é oferecida pelo circuito da “Rede de Cinemas”

Não é tão raro quanto testemunhar uma Copa do Mundo de futebol no Brasil, mas a exibição numa sala de cinema do filme "Limite", obra-prima absoluta brasileira dirigida por Mário Peixoto aos 23 anos em 1931, não pode ser descartada como a oportunidade valiosa que é. Numa sessão com entrada franca, às 20h de hoje, toda uma nova geração poderá ver no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco uma versão restaurada do filme que intrigou a crítica brasileira por décadas, fazendo com que, por cerca de 40 anos, alguns duvidassem até que o filme realmente existisse. A sessão de hoje acontece por intermédio do projeto "Rede de Cinemas". Oriundo de uma parceria entre os Ministérios da Cultura e de Ciência, Tecnologia e Inovação, com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) - o projeto acontece nas segundas terças-feiras de cada mês, possibilitando que o conteúdo de cada uma das instituições participantes possam ser compartilhados e exibidos simultaneamente nas salas da Rede. Além do Cinema da Fundação no Recife participam em São Paulo a Cinemateca Brasileira e a CINUSP Escola de Comunicações e Artes; em Salvador a Sala de Arte da Universidade Federal da Bahia, e em Porto Alegre a Sala Redenção: Cinema Universitário. A primeira restauração de "Limite" foi feita por Plínio Süssekind Rocha e Saulo Pereira de Mello no início dos anos 1960 e ficou pronta apenas em 1977. A película de 35 mm de base de nitrato tinha encolhido e estava perigosamente entrando em decomposição química - uma pequena parte se perdeu, mas dela restaram sete fotogramas que foram incluídos na restauração posterior. Esta passou por um tratamento que durou mais de cinco anos, sendo finalizada em 2007 sob a supervisão de Pereira de Mello, diretor do Arquivo Mário Peixoto, com o apoio da Cinemateca Brasileira, Funarte, VideoFilmes e do Arquivo Mário Peixoto. A versão que será vista hoje nasceu de um novo interpositivo e um novo internegativo que foram criados por Patrícia de Filippi na Cinemateca Brasileira, a partir do primeiro negativo contratipo realizado na primeira restauração do filme. Ao mesmo tempo, o som do filme foi remixado com os discos originais e a imagem passada de 16 para 24 quadros por segundo. Os enquadramentos foram preservados. Durante o processo a rede cultural francesa "Arte" juntou-se ao projeto e gerou a possibilidade da digitalização da imagem com qualidade 2K. O trabalho possibilitou que alguns danos na imagem, como riscos, fossem corrigidos. E com o apoio da World Cinema Foundation aconteceu a última etapa do processo de restauração de “Limite”: a criação de um novo negativo em 35mm a partir da imagem 2K. O resultado é que "Limite" começou a voltar a circular nos cinemas já em 2007, tendo participado naquele ano da 60º edição do Festival de Cannes no programa "Classics". Passou depois na rede cultural "Arte" e também no "National Film Theater", do British Film Institute. Hoje o "novo Limite" chega ao Recife para, mais uma vez, deixar atônitos tanto uma nova geração que nunca teve acesso ao desvario cinematográfico de Peixoto, quanto a velha geração que ainda hoje tenta compreendê-lo.

 

Cotidiano

“O povo não é mais bobo”

Para o cientista político Túlio Velho Barreto, do Núcleo de Sociologia do Futebol da Fundação Joaquim Nabuco, a apatia em relação à Copa pode até passar pela falta de apoio público, sobretudo no caso da Fan Fest, mas vai além. “O Recife está passando por um momento em que se discute o uso de espaços públicos, e os gastos com a Copa não dão uma boa impressão, principalmente na classe média, fonte desse desânimo”, disse, lembrando que isso acontece também em outros lugares. “O brasileiro não é mais bobo”, comentou. O pesquisador ainda apontou a curiosidade de o País, que desde 1950 não vê uma Copa por aqui, estar entranhando o retorno do Mundial, depois de tantas festas e decepções fora. “E não sei se isso vai ser resolvido em um ou dois bons jogos da Seleção”, questionou. A situação não é exclusiva do Recife. Há lugares com clima ainda pior, como em São Paulo. Com a greve dos metroviários ainda afetando a mobilidade na maior cidade do País, os medos de protestos assombram. No Rio, parece que coisa pegou, apesar de também ser grande o medo de que manifestações, sobretudo envolvendo black blocs, atrapalhem. E a Seleção Brasileira está ali pertinho, em Teresópolis. Mas aqui no Nordeste, em Fortaleza, que receberá um jogo do Brasil na primeira fase, o ambiente é melhor. A Prefeitura local não apenas bancou parte da Fan Fest, o que não houve no Recife, como ajudou financeiramente as casas que ficam próximas da Arena Castelão a se enfeitarem.

 

Programa

RECORDANÇA

“Vem ver videodança” na Fundaj

Com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), mais uma atividade marca a comemoração de dez anos do Acervo Recordança, completados em 2013. Amostra "Vem ver videodança" chega a sua segunda e última edição, hoje, às 19h30, na Sala João Cardoso Ayres, localizada na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) do Derby. O evento conta com exibição de alguns vídeos associados à dança escolhidos pela curadoria de Taína Veríssimo e Daniela Santos. A primeira edição da mostra, realizada em maio, trouxe obras raras ou de difícil acesso, assinadas por nomes já consolidados no cinema pernambucano. Desta vez, são as produções locais mais recentes - lançadas a partir dos anos 2000 - que estão em pauta. Treze vídeos estrelados por diversos grupos pernambucanos compõem a sessão. "Maxixe" (2010), de Breno César, é um dos destaques. No filme de dez minutos, a coreografia da Cia. Etc. explora movimentos circulares, tecendo uma narrativa cômica. Já em "Sobre" (2009) há um intercâmbio entre a mesma companhia e a Hibridus Dança. Com uma edição marcada pelas sobreposições, a obra conta com projeções de imagens sobre os bailarinos. A mostra conta ainda produções de Irma Brown, Marcelo Sena, Orlando Nascimento, Marcela Rabelo, Anderson Monteiro, Oscar Malta, Miguel Falcão e Adriana Carneiro. O Acervo Recordança surgiu com o intuito de preservar a memória da dança em Pernambuco, se dedicando a recolher, tratar e divulgar materiais históricos relacionados a esta forma de arte. A comemoração de uma década do projeto conta também com formação de um grupo de estudos, duas rodas de conversa e dois minisseminários.

Serviço

"Acervo RecorDança 10 anos: vem ver videodança"

Quando: Hoje, às 19h30

Onde: Fundaj (Rua Henrique Dias, 609, Derby)

Entrada gratuita

Informações: (81) 32225571

 

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Limite (1929) / De Mário Peixoto / Com Olga Breno, Tatiana Rey, Raul Schnoor. Um barco está perdido no oceano com três náufragos: um homem e duas mulheres. Sem ter o que fazer, cada um passa a contar para os demais a história de sua vida. Cinema da Fundação: 20h30. Livre.

Sob a Pele / De Jonathan Glazer / Com Scarlett Johansson. Um alienígena chega à Terra e começa a percorrer estradas desertas e paisagens vazias em busca de presas humanas. Sua principal arma é sua sexualidade voraz... Mas ao longo do processo, ela descobre uma inesperada porção de humanidade em si mesma. Cinema da Fundação: 18h20. 16 anos.

Praia do Futuro / De Karim Ainoüz / Com Wagner Moura, Jesuíta Barbosa, Clemens Schick. Praia do Futuro, Ceará. Donato trabalha como salva-vidas. Seu irmão caçula, Ayrton, tem grande admiração por ele, devido à coragem demonstrada. Um deles é Konrad, um alemão de olhos azuis que muda por completo a vida de Donato após ser salvo por ela. É quando Ayrton, querendo reencontrar o irmão, partem em sua busca na fria Berlim. Cinema da Fundação: 16h. 14 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Ele quer o Sertão

Artista Dantas Suassuna explora o universo particular através da combinação entre silêncio, caos, labirinto e altar

É voltado para dentro do Nordeste que Manuel Dantas Suassuna mantém o universo artístico. O telúrico e o místico presentes em um sertão complexo, desafiador, se tornaram aspectos definidores da obra, e uma oportunidade para conferir isso é a exposição O silêncio, o caos, o labirinto e o altar, que abre às 19h30 de hoje, no Centro Cultural Correios. Segundo as palavras do próprio Dantas, “minha obra não tem nada a ver com o ambiente urbano. Eu faço exatamente o que quero. E quero o Sertão”.
A mostra foi dividida em quatro salas temáticas e pensada como uma junção entre o impulso criador do artista e as influências que formaram sua personalidade e seus caminhos nas artes visuais. Pensada há quatro anos, a exposição teve trabalhos feitos no Galpão Oficina Cabeça de Cabro, em Taperoá, no Sertão paraibano.
A divisão da mostra evidencia um percurso no qual a iluminação, o claro e o escuro vão ocupar papel importante. Um corredor imerso na escuridão interliga as duas metades do último andar da Caixa Cultural. O som, de Bernardo Vieira, também ajuda na ambientação da exposição, com uma paisagem sonora diferente em cada sala, de aboios ao som do vento. A temporada da mostra engloba também visitas guiadas a escolas e organizações não-governamentais e rodas de diálogo abertas ao público, mas ainda sem data definida.
Além da exposição, o artista tem outro projeto em andamento, chamado de O caminho sagrado, em parceria com o fotógrafo Geyson Magno, que refaz o caminho percorrido por Antônio Conselheiro no Nordeste. A dupla vai visitar 25 obras, como igrejas e açudes, feitas pelo beato e o séquito na virada do século 19 para o 20. “A passagem pelos lugares traz uma reflexão sobre o Brasil de ontem e de hoje”, afirma Dantas.

Ambientes

O SILÊNCIO
A primeira sala consiste em um grande painel com grafismos, no qual a maior referência são os desenhos rupestres de sítios arqueológicos como o Alcobaça, em Buíque, no Sertão pernambucano. A obra será pintada com pigmentos naturais, assim como os registros feitos pelos seres humanos na pré-história. “É como se fosse o primeiro olhar do mundo, um olhar em formação”, reflete Dantas.

O CAOS
O sexo e a geração da vida estão presentes nos quadros da sala, que também fazem referência ao trabalho de um ancestral do artista, José de Azevedo Dantas (1890-1929), que catalogou material de vários sítios rupestres e publicou as descobertas no livro Indícios de uma civilização antiquíssima. “Queria ser mais fiel ao que ele desenhou, mas meu espírito criador não deixou”, brinca o artista. 

O LABIRINTO 
A sala, que homenageia pintores de paisagens brasileiras como o pernambucano Telles Júnior (1851-1914), traz cerca de 40 pinturas que mostram a variedade das paisagens do Sertão, que passeiam entre o flerte com a abstração e o figurativo. A iconografia dos ferros de boi e dos caminhos de terra abertos na zona rural se encontra muito presente nas obras expostas, que também apresenta um trabalho aguçado com as cores, em um contraste com as obras das salas anteriores.

O ALTAR
A religiosidade é o mote da sala, que traz referências à iconografia do catolicismo, como imagens de Nossa Senhora, corações e uma pintura de Jesus, crucificado, com três metros de altura. A sala tem, ainda, tecidos transparentes bordados com trechos de Os sertões, de Euclides da Cunha, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, e Romance D’A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, pai do artista.

Mais arte
Abelardo na arena
O artista plástico Abelardo da Hora inicia a comemoração do aniversário de 90 anos, completados em julho, com a assinatura de um acordo entre o Instituto Abelardo da Hora e o Recife Convention & Visitors Bureau. A ação engloba a inauguração, logo após a Copa do Mundo, da estátua em bronze O artilheiro, de cinco metros de altura e uma tonelada, na frente da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, onde nasceu o artista. Outra iniciativa do acordo é a publicação de um guia que contém informações úteis para organizadores de eventos que queiram investir em Pernambuco. As seções do material serão intercaladas com fotos de obras de Abelardo.

Paulo Meira e seu Marco amador
O artista visual Paulo Meira abre, às 19h, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj, Rua Henrique Dias, 609, Derby), a exposição de vídeos O marco amador: sessão bordas de silêncio. O evento terá ainda um bate-papo mediado por Moacir dos Anjos, com o artista e a curadora Oriana Duarte. Será apresentado ao público o conjunto de obras em vídeo O marco amador, realizadas por Meira entre os anos de 2004 a 2013. Todas serão incorporadas, por doação, ao acervo de videoarte da Fundação Joaquim Nabuco. A visitação será de terça a domingo, das 15h às 20h.

 

Viver

CINEMA

Pernambuco contemplado pelo BNDES

Três produções de pernambucanos foram contempladas com o edital de cinema do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Piedade, de Cláudio Assis; Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, receberão cada um R$ 1 milhão, embora o filme de Cláudio tenha sido classificado por produtora do Rio. Anny Fernandes, da B7 Filmes, receberá R$ 500 mil para Fluxos - Praieira do mar sem fim.

 

Viver

MOSTRA

Fronteiras da videodança na Fundaj

O Acervo Recordança realiza a mostra Vem ver videodança, às 19h30, na sala João Cardoso Ayres, na Fundação Joaquim Nabuco do Derby. A temática é Dilatando fronteiras e realidades, que traz 13 vídeos em comemoração aos dez anos de existência do Acervo Recordança. Um dos destaques é Maxixe, da Cia. Etc, de Breno César.  narrativa cômica entre personagens que se movimentam em  espiral. Entrada é gratuita.

 

Viver

Cinema

Limite – Um barco está perdido no oceano com três náufragos. Cada um deles passa a contar para os demais a história de sua vida. Livre. Cinema da Fundação. 20h30 (ter).

Sob a pele – Alienígena chega à Terra em forma humana e tem como arma sua sexualidade. 16 anos. Cinema da Fundação. 18h20.
 

Praia do Futuro – Salva-vidas cearense se envolve com um alemão que acaba de perder seu companheiro. 14 anos. Cinema da Fundação. 16h.

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