11 DE ABRIL DE 2014
Clipagem ASCOM
Recife, 11 de abril de 2014
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Cinema
Varilux
Eu, Mamãe e os Meninos (Lês garçons ET Guillaume Gallienne. Com Guillaume Gallienne, André Marcon. Cinema da Fundação – 18h30. Comédia. 14 anos.
O Passado (Le passaé, FRA, 2014) – De Asghar Farhadi. Com Berenice Bejo, Tahar Rahim. Cinema da Fundação – 20h20. Drama. 14 anos. Cinema da Fundação – 16h30. Drama. 14 anos.
:: Folha de Pernambuco
Não houve notícias sobre a Fundaj.
:: Diário de Pernambuco
Não houve notícias sobre a Fundaj.
:: Fundarpe – PE
Últimas Notícias
Primeira Bienal do Barro discute a matéria-prima que fez a fama de Caruaru
Evento reúne obras de artistas contemporâneos após residência artística na cidade.
Mais do que expor arte figurativa ou apenas mostrar peças em que o barro seja a base para criação, a I Bienal do Barro vem comprometida em questionar o uso e a história desta matéria-prima que possibilitou a fama de ícones como o Mestre Vitalino e o Alto do Moura. O evento é realizado a partir deste sábado (12/04) até 19 de maio, em Caruaru. A realização e produção são da Jaraguá Produções, com incentivo do Funcultura/ Governo de Pernambuco e apoio da Prefeitura de Caruaru.
Para Carlos Mélo, idealizador da Bienal, a ideia é instigar a reflexão sobre o atual momento da Cultura em Caruaru - uma cidade cosmopolita e erguida por três pilares que contextualizam, de forma superficial, a sua existência para o mundo: o artesanato, o forró e a feira. “A Bienal não é só para mostrar coisas, mas para discutir questões. Queremos chamar a atenção da população e do público jovem, instigando debates pertinentes sobre a cidade, sua história, sua memória. E a arte contemporânea é um terreno fértil para acender novos interesses e ideias, levando Caruaru para uma dimensão internacional", reflete Mélo.
Com curadoria de Raphael Fonseca, jovem artista carioca que vem se destacando em diversas mostras no país, um total de 16 artistas refletirão sobre o barro em diversas plataformas (como fotografia, performance, escultura e pintura). A obras, a maioria criada em residência artística em Caruaru durante fevereiro e março deste ano, serão expostas no pavilhão da Fábrica Caroá, um galpão da década de 1930, que já foi uma grande potência econômica para a cidade e que, atualmente, é subutilizado como estacionamento.
Para abrigar todas as ações, a Bienal será dividida entre o Núcleo Contemporâneo (localizado na Fábrica Caroá, com a exposição dos artistas) e o Núcleo Histórico (que ocupa o SESC Caruaru, com instalações e oficinas). Ambos estão localizados no mesmo quarteirão, próximos à entrada principal do Parque de Eventos Luiz Gonzaga.
Núcleo Contemporâneo
Com o intuito de descentralizar o diálogo sobre a relação entre o barro e a arte, o Núcleo Contemporâneo da I Bienal do Barro do Brasil receberá em Caruaru vários artistas de renome nacional. “A ideia foi pensar em pessoas com essa região geográfica diferente, vivências diferentes, e como elas teriam essa relação com o barro e com esse espaço. Então temos artistas também de regiões como o Rio de Janeiro, São Paulo e até do Sul do país. Buscamos construir uma mostra com diversas entradas, e que seja tão rica como é rica a ideia de uma bienal”, afirma o curador Raphael Fonseca.
A curadoria buscou ainda trazer para o público uma provocação no que diz respeito às fronteiras entre o popular e o erudito, e as diversas formas do olhar artístico que são possíveis em um espaço onde a arte já tem uma cara tão consolidada como é o Alto do Moura e a própria Caruaru. A Bienal busca então pensar numa “insistência cultural”, para que os habitantes e artistas da cidade tenham acesso a uma diversidade de expressões relacionadas ao barro. No entanto, a Bienal não busca implantar à força um ideal de produção imagética, mas sim estabelecer um diálogo. O desejo é convidar Caruaru, os artistas que estarão expondo no evento e os visitantes da cidade a pensarem sobre as diversas possibilidades de criação, bem como a existência de diferentes pontos de vista.
Núcleo Histórico
Por sua vez, o SESC de Caruaru receberá o Núcleo Histórico da Bienal, que abrigará um dos destaques da mostra: a exposição de fotografias de Pierre Verger com o Mestre Vitalino, feitas em 1947 e que compõe parte do livro A arte do barro e o olhar da arte (2009, Fundação Pierre Verger). Com um olhar lúdico e romântico para o trabalho do mestre, as fotografias de Verger trazem também uma visão do espaço onde o ofício milenar se transformava em renda para Vitalino e sua família: a Feira de Caruaru.
Além disso, o Núcleo Histórico receberá uma instalação da artista plástica Presciliana Nobre (que também apresentará peças na Fábrica Caroá). Com grande parte de sua trajetória dedicada à pesquisa, reflexão e experimentação da técnica da cerâmica, Presciliana é natural de Alagoas e hoje vive no Alto do Moura em Caruaru. Nesta instalação, chamada de Locs, ela reflete sobre o lugar atual do fazer artesanal no bairro em que reside, periferia de Caruaru.
Misturando o barro, tão presente na história do Alto do Moura, com a “evolução” dos festejos juninos – que sofreram uma descaracterização do que se conhece como as “festas populares nordestinas” e ganharam a dimensão dos grandes palcos e do patrocínio de famosas marcas de bebidas alcóolicas – a artista propõe uma espécie de monumento que busca refletir de forma crítica o momento atual do Alto do Moura. Enquanto as imagens de Verger nos fazem lembrar de uma Caruaru simples, ainda prestes a entrar no cenário nacional e internacional, Presciliana Nobre mostra um olhar preocupado com o que a cidade e sua cultura são hoje. Por fim, o espaço do SESC receberá ainda oficinas e palestras. Saiba mais no release sobre a programação educativa da Bienal do Barro.
Idealizador
Carlos Mélo é pernambucano de Riacho das Almas. Possui formações e pesquisas no ramo das artes e filosofia, e desenvolve uma atividade artística regular, de âmbito nacional e internacional. Expõe regularmente em circuitos institucionais, como o Paço das Artes e o Itaú Cultural, em São Paulo, o MAMAM e a Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, Krannet Art Museum, nos Estados Unidos, e Plataforma Revólver, em Lisboa. Atualmente trabalha com a Galeria Amparo 60, no Recife, e a Galeria 3+1 em Lisboa. Foi premiado em diversos salões de arte nacionais, e em 2006 recebeu o prêmio CNI Marcantônio Vilaça para as artes visuais.
Curador
Raphael Fonseca é graduado e licenciado em História da Arte (UERJ), mestre na mesma área (UNICAMP) e doutorando em Crítica e História da Arte (UERJ). É integrante do projeto de cooperação acadêmica internacional “Connecting art histories in Latin America”, financiado pela Getty Foundation (EUA) e professor colegial. Ele trabalha também com curadoria em diversas exposições, sento a mais recente “Deslize
Serviço
Núcleo Contemporâneo
Data: 12 de abril a 19 de maio
Horário de visitação: 10h às 17h
Local: Fábrica Caroá – Praça Coronel José de Vasconcelos, 100
Programação: Exposição com obras dos artistas Armando Queiroz, Clarissa Campelo, Daniel Murgel, Deyson Gilbert, Ivan Grilo, Jared Domicio, Jorge Soledar, José Paulo, José Rufino, Laerte Ramos, Leila Danziger, Luisa Nóbrega, Márcio Almeida, Marcone Moreira, Nadam Guerra e Presciliana Nobre
Núcleo Histórico
Data: 14 de abril a 19 de maio
Horário de visitação: 09h às 21h
Local: Galeria de Artes Mestre Galdino – SESC de Caruaru – Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis
Programação: Exposição de fotografias de Pierre Verger – Verger e Vitalino
Instalação de obra da artista Presciliana Nobre – Loks
Palestra com curador Raphael Fonseca e o idealizador da Bienal, Carlos Mélo
Data: 14 de abril
Horário: 17h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC de Caruaru – Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis
Programação: Palestra com mediação de Valkiria Dias – O que é uma bienal? Por que uma Bienal do Barro?
Núcleo Educativo
Data: 08 de abril a 10 de maio
Local: SESC Caruaru e Museu do Barro (Praça Coronel José de Vasconcelos, 100)
Programação: Oficinas com artistas da Bienal.
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