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10 DE ABRIL DE 2014

Publicado: Quarta, 23 de Abril de 2014, 10h39 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 586

Clipagem ASCOM
Recife, 10 de abril de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Últimas Notícias

Pesquisador busca informações sobre fotos e programas dos espetáculos

Leidson Ferraz quer organizar e disponibilizar o material que reuniu a partir de doações feitas durante pesquisas e entrevistas

"Ganhei tantas coisas raras, como programas de espetáculos da época da ditadura, e o papel vai se acabando com o tempo... Estas pessoas confiaram tanto em mim, tenho muita coisa, me sinto com a missão de perpetuar este material", afirma o pesquisador Leidson Ferraz sobre o projeto Teatro tem programa!, Que será financiado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e realizado em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
“O projeto é para digitalizar 500 programas de espetáculos, que serão compartilhados em um site atrelado ao da Fundaj. As pessoas poderão baixar os arquivos em alta resolução", continua ele.
Leidson também busca organizar o arquivo fotográfico do projeto Memórias da Cena Pernambucana. Ele conta com a colaboração das pessoas pela internet para reunir informações sobre os espetáculos, identificar alguns artistas que aparecem nas imagens e o nome dos fotógrafos.
"As pessoas me doaram as fotos das maneiras mais diversas. Uso o Facebook, graças a Deus as pessoas estão me ajudando. Recebo muita coisa por e-mail", comenta o pesquisador, que pede a quem quiser doar programas de espetáculos para adultos ou crianças e fotos para o projeto que entre em contato com ele (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).
"Muitos livros mostram a história do teatro mais pelo que aconteceu no Rio de Janeiro e São Paulo. Acho que no país inteiro tem que existir essas pessoas que tomem a iniciativa", conclui.

 

Caderno C

Ousadia de Breillat no início do Varilux

O Festival Varilux de Cinema Francês começa oficialmente hoje e um dos primeiros filmes em exibição, no comecinho da tarde tanto no Cinema da Fundação, quanto no UCI Kinoplex Recife, é certamente o mais ousado de toda a programação. Trata-se do longa-metragem Uma relação delicada (Abus de faiblesse, no original). Não é nenhuma surpresa em se tratando de uma obra de Catherine Breillat, a cineasta mais importante da França nos dias de hoje. Dona de uma filmografia de 13 longas-metragens, construída numa carreira beirando os 40 anos, Breillat surpreende com suas heroínas perdidas em jogos difíceis de ganhar. Com Romance, seu filme mais famoso, ela inaugurou a moda de incluir cenas de sexo explícito em filmes de arte. O ator principal era o astro pornô italiano Rocco Siffredi. Em Uma relação delicada, ela faz algo semelhante. Trouxe um cantor de rap, Kool Shen (pseudônimo de Bruno Lopes), para contracenar com Isabelle Huppert. De alguma maneira, poderíamos pensar que se trata de um filme autobiográfico, pelo menos em certas partes. Huppert interpreta Maud, uma cineasta. Ela sofre um AVC e fica com metade do corpo comprometido. Huppert está incrível e dá um banho de interpretação. A relação delicada a que o título alude é o encontro entre Maude e Vilko, o escroque vivido por Shen. Um dia, ela vê o cara falando bravatas na TV e acredita, piamente, que ele é o ator ideal para o seu próprio filme. O que se segue, no entanto, é uma relação esquisitíssima entre os dois: sem sexo e sem qualquer aproximação física. Vilko começa a tirar dinheiro da mulher até deixá-la sem um tostão. A história não tem nada de extraordinária e é muito velha, quase um clássico dos folhetins. Mas, nas mãos de Breillat, mestra em torcer as aparências, o caso se desdobra para outras direções. Em primeiro lugar, ela faz com que Maud sofra horrores. Mas não é o sofrimento que conhecemos, do choro e das reclamações românticas, da dor de cotovelo. Ao contrário, é o sofrimento causado pela dor física. A paralisia de Maud, magnificamente interpretada por Huppert, nos atinge mais o cérebro do que o coração. Diante da entrega da atriz, até que sentimos pena dela. No entanto, não são esses sentimentos que Breillat quer atingir. Graças a uma direção fria e calculada, ela não quer ceder à emoção. Afinal, como explicar os desejos que estão muito além do consciente? Pode até haver uma certa propensão à deformação profissional, por parte de Catherine Breillat, em Uma relação delicada. Mas ela se mantém honesta quanto ao seu ideário cinematográfico.

 

Caderno C

Cinema

Antes do Inverno (Avant I’hiver, FRA, 2014) – De Philippe Claudel. Com Daniel Auteuil, Kristin Scott Thomas. Cinema da Fundação – 20h35. Drama. 14 anos.

Uma Juíza sem Juízo (9 mois ferme, FRA, 2014) – De Albert Dupontel. Com Sandrine Kiberlain, Abert Dupontel. Cinema da Fundação – 18h40. Comédia. 14 anos.

Uma Relação Delicada (Abus de faiblesse, FRA, 2012) – De Catherine Breillat. Com Isabelle Huppert, Kool Shen. Cinema da Fundação – 14h30. Drama. 14 anos.

Yves Saint Laurent (FRA, 2014) – De Jalil Lespert. Com Pierre Niney, Guillaume Gallienne. Cinema da Fundação – 16h40. Biografia. 14 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Festival Varilux / Cinema da Fundação: Quinta-feira: 14h30-Uma relação delicada (104'); 16h40-Yves Saint Laurent (106'); 18h50-Uma juíza sem juízo (82'); 20h35-Antes do inverno (103'). / Sexta-feira: 14h30 – Grandes garotos (98'); 16h30-Suzanne (94'); 18h30 - Eu, mamãe e os meninos (85'); 20h20 - O passado (130') / Sábado: 14h30 - Os incompreendidos (99'); 16h35-O amor é um crime perfeito; 18h50-Yves Saint Laurent (106'); 21h-Um belo domingo (95')/Domingo: 14h30-Uma viagem extraordinária 3D (105') dublado; 16h40 - Um belo domingo (95'); 18h40 - Lulu, nua e crua (87'); 20h30-O amor é um crime perfeito (111') / Segunda-feira: 14h30- Eu, mamãe e os meninos (85'); 16h20- Uma morem Paris(96´); 18h20-Uma viagem extraordinária 3D (105') legendado; 20h30-Uma relação delicada (104').

 

:: Diário de Pernambuco

Vida Urbana

Diário Urbano

A modernidade pela ótica alemã

O Recife já reuniu em palestras, fóruns e workshops destinados a discutir desenvolvimento urbano sustentável, conhecimentos oriundos de cases de sucesso em cidades como Amsterdã e Barcelona, mas a realidade mostra bem que não colocou nada em prática. Agora é a vez da Alemanha, que entre 15 de abril e 30 de maio realiza o ciclo de palestras interdisciplinar Modernizações Ambivalentes, na tentativa de contribuir com as mudanças necessárias. Entre os destaques da programação na Fundaj do Derby, o sociólogo e escritor alemão Hartmut Rosa, especialista nos, digamos, paradoxos da modernidade.

 

Viver

Zé de Firula

Zé da Flauta comemora 40 anos de trajetória musical e 60 de vida do jeito que mais gosta: tocando, compondo e produzindo discos

Casa Forte, bairro nobre da Zona Norte do Recife. Mal apertamos a campainha de uma residência próxima ao Museu do Homem do Nordeste e logo somos recebidos por uma animadíssima criatura de quatro patas. “O nome dele é Firula, um ser que tem me ensinado bastante sobre a vida e sobre mim mesmo”, reflete José Vasconcelos de Oliveira, o Zé da Flauta, a respeito do seu cão vira-lata de estimação. Em 2014, o músico, compositor e produtor completa 60 anos de vida (em dezembro) e quatro décadas de carreira. Para ele, a melhor forma de comemorar as datas é tocando. No ano passado, Zé da Flauta montou um grupo com músicos mais jovens que ele e gravou um EP com quatro músicas, que pode ser ouvido no link: http://diariode.pe/mmf . “Me inspirei em Miles Davis, que, ao ser perguntado sobre o fato de fazer um jazz de vanguarda, mesmo não sendo mais jovem, dizia: ‘Só trabalho com crianças!’”. O primeiro show de divulgação aconteceu em dezembro de 2013, no Jazz Porto – Festival de Jazz & Blues de Porto de Galinhas. Recentemente, eles também tocaram no Festival Quarta Cinza Rock, em Casa Amarela, junto com Nação Zumbi e Matalanamão.

 Na estrada

Primeiros ídolos e banda
Zé conta que quase teve um ataque ao ouvir, pela primeira vez, Love me do, dos Beatles. Em 1972, foi estudar no Conservatório Pernambucano de Música. No ano seguinte, formou com Laílson (baixo), Bira Total (bateria) e Paulo Rafael (guitarra), a banda Phetus. “A gente fazia rock progressivo com fortes influências nordestinas. Comecei a despertar para a música popular brasileira”, comenta.

Alceu Valença

Em 1974, participou das gravações do lendário Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho. O álbum foi lançado no ano seguinte, pela Rozemblit. Naquele ano, Lula (tricórdio), Zé Ramalho (viola), Zé da Flauta e Icinho (percussionista) juntaram-se aos músicos da Ave Sangria Ivinho (guitarra), Israel Semente (bateria) e Agrício Noya (percussão) para acompanhar Alceu Valença e defender a música Vou danado pra Catende, no Festival Abertura da Rede Globo. É possível assistir ao clipe da música com formação daquela época no YouTube (http://youtu.be/rnc84s-i3ew).

Lenine na área
Em 1980, Zé da Flauta lançou o disco Caruá junto com o guitarrista Paulo Rafael. A maior parte das músicas é instrumental. Entre os convidados, Lula Côrtes, Luciano Pimentel (baterista do Quinteto Violado na época) e Lenine, que canta faixa Zé Piaba.

Produção
A partir do fim dos anos 1980, Zé da Flauta passou a produzir discos de músicos que curtia. Entre eles, os forrozeiros Jacinto Silva, Toinho das Alagoas, Heleno dos Oito Baixos, Edmílson do Pífano, Querosene Jacaré (Você não sabe da missa um terço, de 1997), Reginaldo Rossi – Um tributo (1999), Alceu ao seu jeito, no qual a Hanagorik interpreta sucessos do cantor e compositor em versões metal.

Forró no Grammy
Compilado a partir de gravações, feitas por Zé da Flauta, dos forrozeiros Heleno dos 8 Baixos, Duda da Passira, José Orlando e Toinho de Alagoas, no início dos anos 1980, o disco Brazil: forró – music for maids and taxi drivers foi indicado ao Grammy. No dia 20 de fevereiro de 1991, Zé participou da premiação, no Radio City Music Hall, em Nova York. Brasil: forró – música para empregadas domésticas e taxistas (tradução do título) concorreu na categoria Traditional Folk, mas não levou.

Histórias de Zé da flauta

Origem do apelido
“Foi ideia de Alceu Valença. Quando eu e Zé Ramalho tocamos juntos na banda dele, era comum, durante os ensaios, Alceu chamar por Zé e os dois olharem. Daí ele completava: ‘É o da flauta’. E assim ficou”, explica Zé da Flauta.

Led Zeppelin e Dominguinhos
Em um dos seus inúmeros contatos com Dominguinhos, Zé da Flauta apresentou a famosa balada Starway to heaven, do grupo inglês, para o mestre da sanfona. “Ele prestou bastante atenção e, depois de ouvir a música inteira, elogiou tudo, a melodia etc. E arrematou: a vocalista canta muito bem. Ela é ótima!”, lembra Zé, em meio a gargalhadas. Acontece que a voz do Led era comandada por um homem, Robert Plant.

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