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01 DE ABRIL DE 2014

Publicado: Terça, 01 de Abril de 2014, 11h38 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 717

Clipagem ASCOM
Recife, 01 de abril de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Cinema

Vidas ao Vento (Kaze tachinu, JAP, 2014). De Hayao Miyazaki. Com Hideaki Anno, Miori Takimoto. Cinema da Fundação – 15h25; 20h15. Drama. 12 anos.

Ninfomaníaca: volume 2 (Nymphoaniac: volume 2, DIN, 2014) – De Lars von Trier. Cinema da Fundação – 17h50. Drama. 18 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Vidas ao Vento / De Hayao Miyazaki / Animação. Jiro vive no interior do Japão. Um dia, ele tem o sonho de voar em um avião com formato de pássaro. Ele decide que construir um avião e colocá-lo no ar é a meta da sua vida. Durante a busca, conhece Naoko, jovem encantadora por quem se apaixona. Cinema da Fundação: 15h25, 20h15. Livre.

Ninfomaníaca – Volume 2 / De Lars Von Trier. Com Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard. Segunda parte da história de Joe, uma mulher ninfomaníaca, de 50 anos, que decide contar a um homem mais velho sua história pessoal. Cinema da Fundação: 17h50. 18 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Política

Atos para não esquecer o passado

Atos contrários ao golpe de 1964 e favoráveis à revisão da Lei da Anistia marcaram o dia de ontem. Em Brasília, a Subcomissão da Verdade do Senado vai apoiar a campanha da Anistia Internacional pela revisão da lei que, em 1979, anistiou políticos e militantes de esquerda, além de militares apontados como torturadores. No colegiado, é discutida proposta que torna sem efeito a referida norma em casos de crimes cometidos pelos agentes da repressão. 
“A nossa subcomissão terá total engajamento na campanha organizada pela Anistia Internacional, ‘50 dias contra a impunidade’, que se iniciará amanhã (hoje) e colherá milhares de assinaturas on-line, pedindo a revisão da Lei da Anistia”, anunciou o presidente do grupo, senador João Capiberibe (PSB-AP). “É uma campanha da cidadania. A vida nacional não pode viver dessa chaga indelével de 1979, de uma lei que foi aprovada no ventre de um regime autoritário”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), autor da proposta.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também manifestou repúdio ao golpe. O ato público “Para não repetir” reuniu advogados que atuaram na defesa de perseguidos políticos. Diante de um auditório lotado, o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, discursaram, mas quem roubou a cena foi o ex-militante das Ligas Camponesas Joel Câmara, que surpreendeu defendendo os militares no poder. 
Em São Paulo, o ato que marcou os 50 anos do golpe ocorreu no pátio do prédio que sediou o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), principal centro de torturas da capital paulista. Manifestantes exibiram fotos de presos e desaparecidos políticos e encenaram um interrogatório nos moldes dos que ocorriam no calabouço do DOI-Codi. 
No Rio de Janeiro, cerca de 80 militares da reserva se reuniram para celebrar os 50 anos do que ainda chamam de “revolução”. Receosos quanto à presença de manifestantes contrários ao golpe, o evento foi marcado para o Clube da Aeronáutica, na Barra da Tijuca, bem longe do Centro. Também estiveram presentes integrantes dos clubes Naval e Militar, que costumam reunir reservistas. O encontro teve falas de repúdio ao trabalho das comissões da verdade e à cobertura da imprensa.
Ontem, a presidente Dilma sinalizou que não apoiará as iniciativas que defendem a revisão da Lei de Anistia. Opinião compartilhada também por Eduardo Campos (PSB). “A gente tem que olhar daqui para frente. Não defendo a revisão da lei, nem a anulação. Acho que ela (a anistia) foi a possível que se tinha naquele momento e devemos respeitar e olhar para frente e para a nossa democracia, que ainda é jovem, incipiente e precisa ser melhorada”, comentou.

Saiba mais

Casa de Brilhante Ustra é pichada 
A frente da casa do ex-chefe do DOI-Codi coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em Brasília, virou alvo de pichações, ontem. Faixas e fotos de desaparecidos políticos foram afixadas na grade da casa dele pelo grupo Levante. Amarrados a paus-de-arara, os ativistas encenaram uma sessão de tortura. Depois entoaram slogans contra a repressão e pela punição dos torturadores do regime militar. Eles reclamam que o coronel Ustra, hoje com 81 anos - apesar de ser o único militar brasileiro condenado pelo crime de lesa-humanidade - continua em liberdade.

Dilma: golpe não pode ser esquecido
A presidente Dilma lembrou ontem os 50 anos do golpe e disse que as atrocidades cometidas no período não podem ser esquecidas, em memória dos homens e mulheres que foram mortos ou desapareceram enquanto lutavam pela democracia. “O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos aos que morreram e desaparecerem, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias. Devemos a todos os brasileiros”, disse a presidente em discurso no Palácio, durante a assinatura de contrato para construção de ponte em Porto Alegre.

Comissão da Verdade presta homenagem 
No dia que marca os 50 anos do golpe militar, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Camara prestou uma homenagem a lideranças que lutaram pela democracia no estado. Ontem, ao lado do governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), os integrantes da Comissão visitaram o túmulo do ex-governador Miguel Arraes, falecido em 2005, no Cemitério de Santo Amaro e, em seguida, os túmulos de dom Helder Camara, do padre Henrique e do bispo auxiliar dom José Lamartine, na Catedral da Sé, em Olinda.

Reforço ao espírito libertário
A vigília feita na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no dia 31 de março de 1964, foi simbolicamente reproduzida e relembrada ontem na Casa para “reforçar o espírito libertário dos pernambucanos contra a ditadura e manter a chama da resistência acesa”, segundo a deputada estadual Laura Gomes (PSB). O secretário-geral do PSB estadual, Adilson Gomes, que estava lá no dia do golpe militar, lembrou do episódio da prisão do ex-governador Miguel Arraes (1º de abril), depois de ter passado a noite em vigília junto com os parlamentares no local. 

Rádio Globo promove debate sobre tema
O presidente da Comissão da Memória e Verdade Dom Helder Camara, Fernando Coelho, defendeu ontem, durante debate na Rádio Globo AM, que haja uma releitura da Lei de Anistia para que os acusados de tortura durante a ditadura militar sejam julgados. A medida, segundo ele, se faz necessária porque a legislação em vigor não tem nenhum dispositivo que mande perdoar torturadores. Também participaram o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto, e os jornalistas Suetoni Souto Maior (editor de política) e Vandeck Santiago (repórter especial), ambos do Diario. 

Especial aborda deposição de Miguel Arraes
Há exatos 50 anos, nas primeiras horas do dia, soldados do Exército começavam a ocupar as ruas próximas ao Palácio do Campo das Princesas. Enquanto isso, na sede do governo, Miguel Arraes, eleito pelo voto popular, em 1962, antes de receber ordem de prisão, às 16h, gravava um áudio para ser distribuído às rádios denunciando o golpe e defendendo a legalidade. Mas ele nunca foi veiculado, já que os veículos de comunicação ficaram sob a intervenção dos militares. O tema é contado em todos os seus detalhes, inclusive com a gravação, no endereço hotsites.diariodepernambuco.com.br/1964/.

 

Viver

Cinema

Vidas ao vento. Animação conta história de um homem que quer construir um avião em forma de pássaro. 12 anos. Cinema da Fundação. 15h25.

Ninfomaníaca: volume 2 – Continuação de Ninfomaníaca: volume 1. 18 anos. Cinema da Fundação. 17h50.

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