30 DE MARÇO DE 2014
Clipagem ASCOM
Recife, 30 de março de 2014
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Cinema
Vidas ao Vento (Kaze tachinu, JAP, 2014). De Hayao Miyazaki. Com Hideaki Anno, Miori Takimoto. Cinema da Fundação – 15h25; 17h50. Drama. 12 anos.
Ninfomaníaca: volume 2 (Nymphoaniac: volume 2, DIN, 2014) – De Lars von Trier. Com Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard. Cinema da Fundação – 20h15. Drama. 18 anos.
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Cinema
Vidas ao Vento / De Hayao Miyazaki / Animação. Jiro vive no interior do Japão. Um dia, ele tem o sonho de voar em um avião com formato de pássaro. Ele decide que construir um avião e colocá-lo no ar é a meta da sua vida. Durante a busca, conhece Naoko, jovem encantadora por quem se apaixona. Cinema da Fundação: 15h25, 17h50. Livre.
Ninfomaníaca – Volume 2 / Cinema da Fundação: 20h15. 18 anos.
:: Diário de Pernambuco
Opinião
A beleza inigualável do frevo
Em novembro de 1987, coordenei grande evento na Fundação Joaquim Nabuco. Foi um encontro do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), do qual cerca de 800 pessoas participaram. Nas noites da reunião, sempre promovíamos a cultura nordestina.
Pedimos à prefeitura de Olinda, que era comandada então por Jacilda Urquiza, que patrocinasse uma das ocasiões. Ela concordou. E o que fez – sabiamente? Trouxe blocos de frevo para a frente de seu prédio na Cidade Alta, e nós fomos para lá. Foi um sucesso estrondoso. Gente de todos os países do continente e também da Europa, EUA, Canadá e África se admirou do que viu. Porque, com blocos na rua, era o povo, de modo natural, que se juntava à folia da hora. Uma dança espontânea, com a alegria do carnaval. Em diversas ocasiões posteriores, quando eu encontrava pessoas que aqui tinham estado, comentários de admiração se repetiam.
Se o governo do Estado ou as prefeituras da Região Metropolitana do Recife querem promover nosso carnaval, tratam logo de mostrar passistas frevando (maracatus também são mostrados). É natural. Ninguém vai fazer propaganda de nossa terra heroica exibindo baboseiras forjadas por interesses comerciais – como o axé, as duplas sertanejas, etc.
Imagine-se um comercial de Pernambuco relativo ao reinado de Momo com cantores paulistas ou goianos de erres puxados e chapéus texanos – a desgraça que isso seria. Do mesmo modo, os promotores de carnaval nos currais das casas-camarote de Olinda atraem seus frequentadores falando dos desfiles de blocos, da irreverência que irão presenciar. Só que, de forma asséptica, eles em recintos separados por grossas paredes da movimentação alegre dos foliões na rua. Dentro desses espaços que parecem cercados de bovinos (sem querer ofender bois e vacas), os pagantes das casas camarotes vestem todos, de modo monótono, a camisa do dono do pedaço e assistem a shows destituídos de significado pernambucano. Poderiam fazer isso se o tom da música que escolhessem fosse o do canto gregoriano dos monges beneditinos. Não é o caso. Produzem barulho que maltrata os ouvidos de quem está de fora – e até bem longe.
É a negação completa do que Pernambuco tem de melhor – seu frevo. Para mim, inclusive, é perda de tempo ficar falando que o frevo precisa se “renovar”. Renovar? Fazer música de apelo comercial, de mau gosto e letras ofensivas? Ninguém pede que o tango se renove. Que a valsa vienense se modernize. Que o som dos Beatles seja reinterpretado (e olhe que o conjunto se desfez há mais de 45 anos!). Que o fado se torne elétrico. O frevo é como é. “Vassourinhas”, de Matias da Rocha e Joana Batista, “Cabelo de Fogo”, do Maestro Nunes, “Bela” e “Madeira que Cupim Não Rói”, de Capiba, “Voltei, Recife”, de Luiz Bandeira, “Último Regresso”, de Getúlio Cavalcanti, “Bloco da Vitória”, de Nelson Ferreira, “Carnaval da Vitória”, de Nelson também e Sebastião Leme, “Frevo nº 1 do Recife”, de Antônio Maria, para citar só umas poucas composições, não são apenas imortais. Em encontros pernambucanos de som, serão sempre desejados. E a razão para isso é simples: sua beleza inigualável.
Colunas
João Alberto
Sandra e Alfredo Bertini anunciam detalhes do Cine PE Festival, hoje, às 16h, na sala Aloísio Magalhães, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby.
Viver
Cinema
Vidas ao vento. Animação conta história de um homem que quer construir um avião em forma de pássaro. 12 anos. Cinema da Fundação. 15h25 (sex, dom, ter), 17h50 (sex, dom, qua), 20h15 (qui, sáb, qua).
Ninfomaníaca: volume 2 – Continuação de Ninfomaníaca: volume 1. 18 anos. Cinema da Fundação. 15h25 (qua), 15h50 (sáb), 17h50 (qui, ter), 20h15 (sex, dom).
Eles voltam – Irmãos são deixados pelos pais na beira da estrada como castigo. 12 anos. Cinema da Fundação. 15h50 (qui), 18h15 (sáb), 20h20 (qua).
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