Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

11 DE MARÇO DE 2014

Publicado: Terça, 11 de Março de 2014, 10h37 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 495

Clipagem ASCOM
Recife, 11 de março de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Espaços feitos de filmes e pessoas

A proliferação desses grupos associativos também pode estar ligada a um movimento que busca estabelecer uma conexão mais íntima das pessoas com as produções cinematográficas. É que, quando se assiste a filmes nos cinemas ou em casa, normalmente não há uma reflexão posterior sobre a obra. São quase exibições fast-movies, se comparadas aos encontros nos cineclubes, que proporcionam um consumo mais degustativo. A questão foi estudada de forma mais aprofundada por um dos criadores do cineclube Dissenso, Rodrigo Almeida, na dissertação de mestrado Rasgos culturais: consumo cinéfilo e o prazer da realidade. Percebi que as pessoas tinham acesso a muitos filmes, mas duas coisas aconteciam com elas: ou baixavam as obras, mas não as assistiam, ou, quando as viam, não conversavam com ninguém sobre elas. Nunca existia uma troca de impressões sobre aquilo. Meu questionamento foi: de que maneira seria possível resgatar essa experiência coletiva?, Conta Rodrigo. Criar um cineclube mostrou-se, então, como uma volta ao encontro entre as pessoas. O Dissenso, criado em 2008, reúne quinzenalmente um grupo de quase 40 cinéfilos no Cinema da Fundação para assistir a filmes que não foram comercializados no Brasil. E as sessões são abertas ao público. Fomentar encontros, a partir do resgate de uma experiência coletiva, parece ser um dos principais motores dos cineclubistas, não importa a geração a que eles pertençam. Para o realizador Hermano de Figueiredo Mendes, criador do Cine Jangada, sair dos espaços retangulares das salas de exibição sempre foi um desejo. Pensei que precisávamos dialogar com o público no meio da rua, porque, com o fechamento dos cinemas de interior e dos bairros, só passou a ter os dos shoppings centers. Ficaram fora disso os curtas-metragens, a inventividade, o olhar diferente. Era preciso ir para a rua dizer que o cinema poderia estar em qualquer lugar, opina Hermano. Ele já exibiu filmes em muro de cemitério, igreja, barriga de criança, véu de cachoeira, duna, boi branco e, claro, em velas de jangadas. O produtor Gê Carvalho, idealizador do Amoeda Digital, também embarcou no cineclubismo movido pelo intento de transformar os espectadores após as exibições. Queria fazer filmes, para chegar de forma mais profunda às pessoas, mas foi tragado pelo cineclubismo, meio através do qual conseguiu, como diz, alcançar seu objetivo mais rapidamente. Assim como Hermano e Rodrigo, ele aposta no slow-movie” do movimento e traz para a contemporaneidade a experiência das exibições de bairro e do interior: o fato de serem, antes de tudo, acontecimentos sociais. Na esteira desse movimento, está o Estado, afinado com a noção de que não adianta investir em filmes não-comerciais sem apoiar espaços de exibição sem fins lucrativos.

 

Caderno C

Cinema

Eles Voltam (BRA, 2014) – De Marcelo Lordello. Com Maria Luiza Tavares, Georgio Kokkosi. Drama. 12 anos. Cinema da Fundação – 16h30; 18h30; 20h30. Drama. 12 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Eles Voltam / De Marcelo Lordello. Com Maria Luiza Tavares, Georgio Kokkosi, Elayne de Moura, Mauricéia Conceição, Jéssica Silva, Irma Brown, Clara Oliveira, Germando Haiut, Teresa Costa Rêgo. Cris, 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. Cinema da Fundação: 16h30, 18h30, 20h30. 12 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Eles voltam – Menina abandonada pelos pais encaraja jornada num humilde vilarejo. 12 anos. Cinema da Fundação. 16h30, 18h30, 20h30.

 

:: O Povo Online – CE

Cultura e Lazer

Em busca do gozo perdido

Sucesso de bilheteria com primeira parte da história, a sequência de Ninfomaníaca chega esta semana aos cinemas de Fortaleza

Foi com muito burburinho que o novo filme do diretor Lars von Trier chegou aos cinemas. A primeira parte de Ninfomaníaca foi o maior lançamento do cineasta dinamarquês no Brasil. Quando estreou, dia 10 de janeiro deste ano, o drama europeu ocupou 40 salas em 16 cidades brasileiras, incluindo Fortaleza. Por aqui, a história de Joe (Charlotte Gainsbourg) – uma mulher que tem compulsão por sexo – foi sucesso de bilheteria. E, revelando o fim da saga erótica de Joe, Ninfomaníaca (volume II) será exibido a partir da próxima quinta-feira.
Lançado no Brasil com duas semanas de antecedência, a segunda parte da história deve atrair novamente grande público. “Achava que as pessoas pudessem se frustrar com o primeiro filme, mas não. Já tem muita gente indo atrás de comprar ingresso”, afirma Pedro Azevedo, curador do Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco. Pedro informa ainda não ter definidos os horários das exibições, mas garante que o segundo volume terá três sessões diárias a partir de quinta.
Explorando sadomasoquismo e apresentando novos fetiches de Joe, o longa revela como a personagem – que, no início do primeiro longa, foi achada machucada e desmaiada por Seligman (Stellan Skarsgård) – chegou àquela situação. A segunda parte mostrará também a entrada dos atores Willem Dafoe e Jamie Bell como personagens da história.
“Ninfomaníaca é um filme que se vende pela polêmica e tem causado expectativa desde que o projeto foi anunciado”, diz Pedro. Apesar de não considerar a obra inovadora na forma de tratar o sexo, o curador fala que a história “levou por volta de seis mil expectadores” só ao cinema do Dragão. Segundo o site “Adoro Cinema”, enquanto esteve em cartaz, Ninfomaníaca vendeu 239.956 ingressos em todo o Brasil. “Na segunda parte, espero que haja uma profundidade maior nas angústias de Joe. Talvez a parte dois seja mais densa quanto ao conteúdo da doença da personagem, já que a um funcionou, para mim, como introdução a um tema que ainda é tabu”, afirma a estudante universitária Caroline Portiolli, que, após assistir duas vezes ao primeiro volume, afirmou ter gostado da abordagem do transtorno sexual. “Mas me incomodaram os cortes abruptos durante o filme, já que os cinemas exibiram a versão reduzida”, critica.

“Filme quebrado”
Ninfomaníaca foi pensado por Lars von Trier para ter cinco horas e meia e ser lançado em um único produto, opção considerada comercialmente inviável pelos produtores. O filme foi, então, reduzido e dividido em duas partes, somando, após corte de cenas, quatro horas de exibição.
O segundo volume começa exatamente onde parou a primeira metade. Para Érico Araújo Lima, mestrando em Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), a divisão da trama pode interferir na “experiência geral” do espectador com a obra. “O filme fica inevitavelmente quebrado, se interrompe no meio: acho que isso ficou bem sensível para quem viu”, aponta.
Érico avalia que em Ninfomaníaca houve “muito marketing” para uma obra sem “força como experiência de cinema”. Para ele, há dois principais problemas no filme: a “redundância entre imagem e som, tendo sempre uma imagem que só reitera a palavra”, e uma história marcada pela “culpa e por algo que sempre parece uma perspectiva carregada de moral”.

SAIBA MAIS

Compulsão por sexo da infância à idade adulta
Na primeira parte do filme, Joe é encontrada ferida em uma rua, sendo socorrida por Seligman. Se recuperando, a mulher começa a contar a história de sua compulsão por sexo, desde a infância até a idade adulta. A primeira parte ainda não explica porque Joe estava machucada. Os dois volumes compõem uma versão censurada do filme. Outra, sem cortes e com 5h30min de duração, foi exibida no Festival de Berlim. Além de Charlotte Gainsbourg, o elenco reúne atores como Uma Thurman, Shia LaBeouf e Stacy Martin.

 

Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.