08 DE FEVEREIRO DE 2014
Clipagem ASCOM
Recife, 08 de fevereiro de 2014
:: Jornal do Commercio
Opinião JC
Segurando o Talo
A troça A Turma da Jaqueira Segurando o Talo completa este ano 30 redondos Carnavais. Trinta carnavais pelas ruas de Apipucos, Monteiro e Casa Forte, segurando o talo como um bastão que, passado de ano a ano, se renova em gozo e folia. Trinta carnavais desde que nasceu à sombra de velha e maternal jaqueira da Fundação Joaquim Nabuco, mas não tão velha e maternal que impedisse a sugestão falocêntrica dos seus criadores, inconscientemente voltados aos cultos pagãos que originaram o próprio Carnaval. Criada e nutrida a agremiação, logo se pensou num padrinho à altura da então criança. Ninguém melhor do que Gilberto Freyre, sim, ele mesmo, o escritor e líder institucional que tantas vezes vira na dança um modo completo de comunicação. Sim, ele próprio, que soubera exaltar, como poucos, a sensualidade dionisíaca do brasileiro. Não por acaso e com justa vaidade, Freyre se orgulhava de que, em 1962, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira tivesse se inspirado em Casa-grande & Senzala para o enredo daquele ano. Iniciava-se, assim, no já remoto ano de 1984, a trajetória da Turma da Jaqueira. Uma turma que foi se ampliando ano a ano, abraçando Casa Forte e arredores numa prévia de muito frevo e alegria. Num tributo a Freyre, quando ele ainda vivo, o cortejo de funcionários e foliões lhe oferecia, na porta de sua casa em Apipucos, à guisa de um pitoresco troféu, uma bela jaca madura, como se as asperezas tropicais de Momo e Dionísio estivessem a momentaneamente esconder a doçura vital da fruta, esta, sim, a verdadeira oferenda por trás do gesto ritual. Não, claro, a doçura ácida das pitangas amadas de Freyre, mas as delícias das não menos românticas jacas de Casa Forte. Dir-se-iam símbolos em busca de uma aquarela, uma liturgia de verão e sonho. Hoje, a balzaquiana troça celebra trinta cajus sem qualquer ranço. À semelhança do próprio bairro de Casa Forte, alargou-se, deu-se aos espelhos e aos fãs, ao profissionalismo que a traz para as ruas tão lépida quanto charmosa sob a batuta de funcionários-foliões, funcionários-artistas, funcionários-povo. Com ela traz a música dos belos carnavais. Não é só da Fundação Joaquim Nabuco, é de todos os que chegam à sombra mitológica da jaqueira primordial. No meio do povo, no ferver da rua, como a abençoar a festa pagã, um boneco gigante de Gilberto Freyre evoca o inesquecível gigante que de fato ele foi. Parabéns, Turma, e que o talo por longos anos seja firme e forte e não perca a ternura jamais!
Paulo Gustavo é escritor e servidor da Fundaj
Caderno C
Cinema
Quando eu era vivo (BRA, 2014) – De Marco Dutra. Com Marat Descartes, Antônio Fagundes. Cinema da Fundação – 18h. Terror. 14 anos.
Laranja Mecânica (A clockwork orange, EUA, 1971) – De Stanley Kubrick. Com Malcom McDowell. Cinema da Fundação – 15h30; 20h10. Drama. 16 anos.
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Cinema
Laranja Mecânica / De Stanley Kubrick / Com Malcom MacDowell. Cinema da Fundação: 15h30, 20h10 16 anos.
Quando eu era vivo / De marco Dutra / Com Marat Descartes, Antônio Fagundes e Sandy. Cinema da Fundação: 18h. 14 anos.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Cinema
Laranja mecânica - No futuro, líder de uma gangue de delinquentes cai nas mãos da polícia. 16 anos. Cinema da Fundação. 15h (qui), 15h30 (sáb, qua), 17h40 (sex, qui), 17h45 (ter), 18h (qua), 20h10 (seg, sáb, dom).
Quando eu era vivo – 14 anos. Cinema da Fundação. 15h20 (dom), 15h30 (sex, ter), 18h (sáb), 20h20 (qui).
Ninfomaníaca: volume 1 - 18 anos. Cinema da Fundação. 20h20 (ter).
Tatuagem - Trupe teatral realiza shows com deboche e nudez. 16 anos. Cinema da Fundação. 20h30 (qua).
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