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07 DE FEVEREIRO DE 2014

Publicado: Sexta, 07 de Fevereiro de 2014, 10h42 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 829

Clipagem ASCOM
Recife, 07 de fevereiro de 2014

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Alex ainda mete medo

Em quase 25 anos, este é o primeiro relançamento nos cinemas brasileiros do clássico proto-punk Laranja mecânica (A clockwork orange, 1971), de Stanley Kubrick. Há pouco mais de dois anos, no entanto, o filme teve uma sessão única no São Luiz durante a retrospectiva dedicada ao diretor, no IV Janela Internacional de Cinema do Recife. Desta vez, trata-se de um evento e tanto: a partir de hoje, o Cinema da Fundação reestreia Laranja mecânica em brilhante e caprichada transferência DCP 4K, o máximo de resolução que os filmes digitais podem chegar atualmente. Dizer que o filme ainda é o mesmo petardo cinematográfico desde o dia em que nasceu é até óbvio. Afinal, Laranja mecânica talvez seja o filme mais perigoso da história do cinema. Desde a sua estreia londrina, em dezembro de 1971, que sua importância social, política e estética tem espantado estudiosos e espectadores. O ponto principal, em que quase todos os exegetas do filme estão de acordo, é que a questão da liberdade individual não pode ser cerceada pelo estado. A história do jovem Alex (Malcolm McDowell, estupendo) e sua predisposição para destruir e violentar deve ser vista mais como uma metáfora do livre-arbítrio do que uma suposta conveniência aos seus atos deploráveis. Do ponto de vista cinematográfico, poucas vezes um filme foi tão bem sucedido. Adaptado a partir do romance homônimo de Anthony Burgess, Kubrick manteve o linguajar inventado pelo escritor o Nadsat, um língua criada a partir de gírias do russo e do inglês, mas disse não à fidelidade canina. Para além do livro, o que atrai no filme são as imagens criadas por Kubrick e trilha sonora que as acompanham, principalmente as composições de Beethoven. São sequências fantásticas como o ataque da gangue ao casal, em que Alex canta Singing in the rain, a transa com as duas meninas em montagem acelerada ou a implantação da técnica Ludovico, etc, etc, - que não permitem que os olhos dos espectadores jamais desviem da tela.

 

Economia

Maratona de cursos vai até 27 de fevereiro

O Porto Digital realiza até o próximo dia 27 a 6ª edição do Recife Summer School (RSS 2014). Realizado anualmente, o evento é uma oportunidade de troca de ideias, geração de negócios e networking para estudantes, pesquisadores, artistas, gestores públicos e empresários. Ontem, o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, apresentou à imprensa a programação completa do evento. Este ano, o Porto Digital fechou parceria com dez empresas para turbinar a programação do RSS. Nossa forma de fomentar a oferta de cursos é disponibilizando infraestrutura física e fazendo divulgação para atrair as instituições que ofertam cursos nas áreas de interesse do RSS, explica Saboya. Para esta edição, o Porto Digital fechou parceria com a Células empreendedoras, Cesar.Edu, eTecnologia, EuSócio, Expolab, Fundação Joaquim Nabuco, ImpactHub Recife, Massimus, Qualiti e Robô Livre. A programação do Recife Summer School reúne eventos realizados pelo próprio Porto Digital e por parceiros nas áreas de inovação e empreendedorismo, com destaque para temas como TIC, economia criativa e sustentabilidade. A programação começou na última segunda-feira e se estende até o dia 27. No total serão 46 eventos. Desses, sete serão promovidos pelo Porto Digital e 39 pelas instituições parceiras. A oferta de eventos se distribui em cursos (38), palestras (4), workshops (3), debate (1) e seminário (1). Os cursos e workshops têm aplicação prática para quem procura uma oportunidade ou quer melhorar seu desempenho nas áreas de TIC, economia criativa e sustentabilidade. Os três workshops vão discutir temas como eu sócio, gestão de resíduos eletrônicos e elaboração de projetos focados nos editais das incubadoras do Porto Digital. Na área de economia criativa, será oferecido o seminário sobre o tema, além da discussão Empreendedorismo e Economia Criativa: Como Começar?” A lista inclui, ainda, cursos e discussões sobre startups e a vida real, a arte de fazer acontecer, cultura de inovação (tirando leite de pedra), como identificar oportunidades e construir novos produtos e outros.

INSCRIÇÕES

Os interessados em saber mais detalhes sobre o Recife Summer School ou em se inscrever nos cursos promovidos pelo Porto Digital podem acessar o site http://rss.portodigital.org. Os valores dos cursos realizados pelo Porto Digital variam de R$

 

Cidades

JC premiava o melhor do Corso em 1924

Um caminhão representando um moinho de vento foi o vencedor da Taça Jornal do Commercio concedida em 1924 ao melhor veículo ornamentado no corso daquele ano. De hoje até domingo vamos relembrar o que mostrava a seção de Carnaval que o JC mantinha 90 anos atrás. É uma forma de revisitar a história para entender o saudosismo do presente, que mantém viva a brincadeira, apesar das rápidas mudanças impostas pela tecnologia e a massificação cultural. As matérias do JC, publicadas naquela época, mostravam a disputa entre os brincantes. E a própria imprensa estimulava esse comportamento com os concursos. O do carro melhor ornamentado no corso de 1924 foi vencido por Gustavo Pinto. O jornal faz referência não apenas aos adornos do veículo, mas também à fantasia dos ocupantes (homens e mulheres) confeccionada em Portugal. O desfile de carros no Carnaval seria herdado justamente da Europa. José Lima, organizador do atual Corso de Máscaras do Recife, destaca que há referência aos passeios no século 19, no Rio de Janeiro, numa tentativa de reproduzir batalhas de flores muito comuns na cidade de Nice, na França. O corso nascia assim como uma brincadeira das elites, que tinham carros ou podiam alugá-los para passear pelas ruas, chamando a atenção do público.

FORMOSA

Há registro de corso no Carnaval do Recife desde 1885, cita Lúcia Gaspar em artigo divulgado online pela Fundação Joaquim Nabuco. Ela cita que o desfile de carros era mesmo organizado por pessoas da alta sociedade que percorriam as ruas centrais da capital. Muitas dessas ruas mudaram de nome, como a Formosa, atual Conde da Boa Vista, e a Barão da Vitória, hoje a conhecida e tradicional Rua Nova”, diz, no artigo. Ao passar dos anos, o trajeto foi sofrendo alterações e era definido com antecedência pela prefeitura e divulgado pelos jornais da época. No JC de 1924 são publicadas notas sobre apelos de moradores quanto ao itinerário dos desfiles de carros e foliões. Fotos do acervo do Museu da Cidade do Recife, testemunham a longa permanência do desfile de carros ornamentados nas décadas seguintes. Sandro Vasconcelos, gerente do serviço iconográfico do museu, mostra que o registro também ajuda a entender as mudanças na paisagem urbana do Centro da cidade. O espaço que guarda a história mantém mais de 200 mil imagens e 25 mil negativos.

 

Caderno C

Cinema

Quando eu era vivo (BRA, 2014) – De Marco Dutra. Com Marat Descartes, Antônio Fagundes. Cinema da Fundação – 15h30. Terror. 14 anos.

Laranja Mecânica (A clockwork orange, EUA, 1971) – De Stanley Kubrick. Com Malcom McDowell, Michael Bates, Adrienne Corri, Warren Clarke, John Clive. Cinema da Fundação – 17h40; 20h10. Drama. 16 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Um clássico sobre a violência

O que seria do homem se fosse privado de seu livre-arbítrio?

O que ainda dizer de uma obra-prima do cinema que traz consigo mais de 40 anos de fortuna crítica mundial? Muito. Mesmo porque "Laranja Mecânica" (A Clockwork Orange, EUA/GB, 1971) de Stanley Kubrick (1929-1999) - que volta a entrar em cartaz no Recife pelo Cinema da Fundação Joaquim Nabuco - é um primor exatamente por conter em si aspectos temáticos e estratégias cinematográficas que estão além de um tempo específico. É uma obra atemporal e universal, como deve ser todo bom clássico. Do ponto de vista temático, a trajetória do personagem Alex (Malcom MacDowell) - oriundo do romance de Anthony Burgess – só melhora à medida em que o mundo envelhece, permitindo olharmos para nós mesmos em nossas ambiguidades como homem, ser político e social. Antes de comentar, vale a pena resgatar seu enredo. Estamos num futuro indefinido. É uma sociedade desolada e brutal na qual a juventude ataca, estupra e mata por diversão - o que, infelizmente, soa familiar no noticiário das tevês em 2014. Um de seus líderes, Alex, acaba ficando sob o julgo do Estado e passa por um tratamento pelo qual sofre uma lavagem cerebral, condicionando-o a ter repulsa por qualquer tipo de violência. A estrutura do livre-arbítrio é o alicerce aqui nessa fábula medonha. Para começo de conversa, Kubrick não se inibiu em construir seu Alex numa alta potencialidade de agressividade humana. Desonerado de culpa, nosso herói é livre de qualquer forma de civilidade tradicional, obedecendo apenas aos seus instintos naturais que, como bom mamífero, inclui tomar seu leitinho diário. Com a intervenção do Estado e por meio de um tratamento a partir da cartilha do fisiologista russo Pavlov (1849-1936) - para condicionar o comportamento humano -, Alex é "curado" de sua agressividade mas, ao mesmo tempo, torna-se totalmente vulnerável a qualquer tipo de violência social. É por aí que "Laranja Mecânica" cresce pois privando Alex de seu poder natural de escolha - o que inclui ser bom ou mau em situações específicas - o filme ironiza a ideia da "natural" bondade humana. Uma vez que vivemos numa sociedade baseada no poder, este "natural" bom homem iria tornar-se uma marionete, seja pelo assédio dos demagogos da direita ou subersivos da oposição no filme. Como se não bastasse ser o belo exemplar de reflexão social que é, Kubrick faz de seu filme uma hipnótica estratégia narrativa cinematográfica, mesclando arte pop, Beethoven e o próprio cinema - o estupro da dona de casa diante de seu marido com Alex bailando e cantando "Singin in the Rain" (uma ideia, na verdade, de MacDowell), por exemplo, já entrou para os anais do cinema. Há anos transformado em ícone pop visual, o estilo de Alex e sua gangue é talvez o mais reproduzido em camisetas juvenis pelo mundo. Chegou a hora de alguns destes adolescentes, no Recife, verem pela primeira vez num cinema aquilo que cultuam em suas roupas. E por que "Laranja..." segue incomodando tanta gente até hoje? Porque, entre outras razões, numa brecha ou outra, conseguimos nos enxergar ali.

 

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Laranja Mecânica / De Stanley Kubrick / Com Malcom MacDowell. Cinema da Fundação: 17h40, 20h10 (sex) / 15h30, 20h10 (sab) / 17h30, 20h10 (dom) / 17h45 (ter) / 15h30, 18h (qua) / 15h, 17h40 (qui). 16 anos.

Quando eu era vivo / De marco Dutra / Com Marat Descartes, Antônio Fagundes e Sandy. Cinema da Fundação: 15h30 (sex) / 18h (sab) / 15h20 (dom) / 15h30 (ter) / 20h20 (qui). 14 anos.

Ninfomaníaca: volume 1 / De Lars Von Trier / Com Charlotte Gainsbourg, Shia Labouf, Stacy Martin, Uma Thurman, Stellan Skarsgard. Cinema da Fundação: 20h20 (ter). 18 anos.

Tatuagem / De Hilton Lacerda / Com Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo Garcia. Cinema da Fundação: 20h30 (quarta-feira).

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Laranja mecânica - No futuro, líder de uma gangue de delinquentes cai nas mãos da polícia. 16 anos. Cinema da Fundação. 15h (qui), 15h30 (sáb, qua), 17h40 (sex, qui), 17h45 (ter), 18h (qua), 20h10 (seg, sáb, dom).

Quando eu era vivo - Desempregado volta a viver com família e fica obcecado pelo passado. 14 anos. Cinema da Fundação. 15h20 (dom), 15h30 (sex, ter), 18h (sáb), 20h20 (qui).

Ninfomaníaca: volume 1 - Jovem conta aventuras a desconhecido. 18 anos. Cinema da Fundação. 20h20 (ter).

Tatuagem - Trupe teatral realiza shows com deboche e nudez. 16 anos. Cinema da Fundação. 20h30 (qua).

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