11 DE JANEIRO DE 2014
Clipagem ASCOM
Recife, 11 de janeiro de 2014
:: Jornal do Commercio
Dia a Dia
Colunas
Visita às origens
Férias também é época de conhecer a cidade em que se vive. A arquiteta Andréa Gáti – que estuda a inserção do artesanato e da arte popular na arquitetura moderna de Janete Costa – sugere uma visita ao Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte. “No Recife, há poucos locais que disponibilizam boa introdução a história de nossas origens. Vale a pena conhecer esse museu que tem ótimas instalações, excelente disposição museográfica do acervo, e boa iluminação”, afirma. Ligue e programe-se: 3073 6340
Caderno C
Cinema
Vertigo – Um Corpo Que Cai (Vertigo, EUA, 1958) – De Alfred Hitchcock. Cinema da Fundação – 18h. Suspense. 14 anos.
Ninfomaníaca – VOL I (Nymphomaniac: Volume I, DIN, 2014) – De Lars Von Trier. Cinema da Fundação – 15h40; 20h30. Drama. 18 anos.
:: Folha de Pernambuco
Programa
O melhor filme de todos os tempos
Obra-prima do mestre do suspense foi destaque em Cannes 2013
O Cinema da Fundação Joaquim Nabuco oferece um presente para quem deseja (re)encontrar uma obra-prima absoluta do cinema. De hoje a quinta-feira (veja horários no "Guia Folha"), a sala do Derby exibe "Um Corpo que Cai" (Vertigo, EUA, 1958), de Alfred Hitchcock. A projeção que será vista em formato digital DCP, teve como matriz a versão restaurada que foi exibida no último festival de Cannes. Outra notícia recente referente a "Um Corpo que Cai" concerce à prestigiosa e especializada "Sight and Sound". Tal revista britânica promove a cada década uma pesquisa com 846 críticos, programadores, pesquisadores e distribuidores do mundo inteiro sobre os melhores filmes já feitos na história. No topo da lista, desde 1962, estava "Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles, que reinava sozinho. Mas "Vertigo" o destronou na última votação, como anuncia a publicação do British Film Institute. Entretanto, nem sempre o filme foi assim celebrado. Quando surgiu em maio de 1958, "Vertigo" foi visto como uma decepção para a maioria dos críticos e também público, que acharam o filme muito lento. Do ponto vista da indústria, "Um Corpo que Cai" só concorreu a dois Oscars (som e direção de arte), mas não levou nenhum. O próprio Hitch, que só media o valor de seu trabalho pelos elogios que levantava, não se deu bola e simplesmente seguiu em frente para o próximo projeto na expectativa de alcançar uma performance melhor. Anos depois, a obra que conta a história do detetive (James Stewart) de San Francisco que se aposentou por sofrer de vertigem, mas aceita um último caso - investigar o comportamento estranho da esposa (Kim Novak) de um colega de faculdade -, é a mais estudada e discutida produção do mestre do suspense. De modo quase perverso, considerando o pavor por altura do protagonista, Hitchcock adaptou a história do romance francês "D'entre Les Morts", de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, mudando o cenário de Paris para São Francisco; à época, uma das cidades mais verticais dos EUA. A maestria, entre tantas de "Vertigo" embalado pela música hipnótica de Bernard Herrmann, está no fato dele funcionar em diversos níveis. Enquanto o público, em 1958, se preocupava com aspectos do mistério em torno do assassinato, Hitchcock dava atenção a outras sutilezas. O próprio diretor chamava de "MacGuffin" o estímulo - fosse ele o que fosse - que definiria a dinâmica da narrativa e movimentava seus personagens, mas não tinha a menor importância para o público. Muitos críticos já disseram que o "MacGuffin" em "Um Corpo que Cai" é sua própria história. É na obsessão do detetive que está o interesse de Hitchcock. Assim, lá pelos dois terços do filme, temos uma reviravolta reveladora. Anos depois, em entrevista a François Truffaut, o mestre revelou que tal decisão foi tomada para realçar o suspense sobre a surpresa. Afinal, como o detetive reagirá ao descobrir o que nós, espectadores, já sabemos?
Guia Folha
Roteirão
Cinema
Ninfomaníaca: volume 1 / de Lars Von Trier / Com Charlotte Gainsbourg, Shia Labouf, Stacy Martin, Uma Thurman, Stellan Skarsgard. Bastante machucada e largada em um beco, Joe é encontrada por um homem mais velho que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca. Cinema da Fundação: 15h40, 20h30. 18 anos.
Um Corpo que Cai / De Alfred Hitchcock / Com James Stewart, Kim Novak. Em São Francisco, o detetive aposentado sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, encontra com um antigo conhecido, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster. John aceita a tarefa e fica encarregado da mulher, seguindo-a por toda a cidade. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. Cinema da Fundação: 18h (sab/qui) / 20h (dom) / 14h50 (ter) / 20h20 (qua). 14 anos.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Cinema
Vertigo, um corpo que cai – Detetive com medo de altura é desafiado a seguir a mulher que só anda por lugares altos. 14 anos. Cinema da Fundação. 14h50 (ter), 18h (sáb, qui), 20h (dom), 20h20 (qua).
Ninfomaníaca – Mulher é encontrada num beco por um homem mais velho que a leva para casa e escuta suas aventuras sexuais. 18 anos. Cinema da Fundação. 15h10 (dom), 15h40 (sáb, qua, qui), 17h40, 18h (qua), 18h10 (sex), 17h, 17h40 (dom), 20h30 (exceto dom, seg e qua).
:: Portal Pinzón – PE
Últimas Noticias
Fios soltos e caídos de postes são risco para moradores
Na última quinta-feira (9), menino morreu após tocar em um fio no chão
O registro de mais uma morte por descarga elétrica no Grande Recife alerta para falhas na gestão e manutenção de fios e postes da região. Na última quinta (9), o menino Ênio Marcondes Ferreira de Brito, 11 anos, morreu após tocar em um fio caído no chão, no bairro de Pau Amarelo, em Paulista. Entre 2008 e 2014, a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) registrou 113 acidentes fatais na rede da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Na sexta-feira (10), foi encontrado fios caídos no chão, presos em árvore e orelhão e suspensos entre postes, o que ameaça pedestres e motoristas. No Recife, os postes são compartilhados pelas redes elétrica e de telefonia - e é bem aí que está o problema. De acordo com o engenheiro elétrico Clidenor Moura, no topo dos postes vai a rede de alta tensão, que distribui energia das subestações da Celpe, com tensão a partir de 13.800 Volts. Mais abaixo ficam os cabos da rede de baixa tensão, com 380 V. Por fim, os cabos de telefonia, com 1 V.
O engenheiro diz que o nível de tensão dos cabos de telefonia é pequeno e não causaria choque, mas o risco de acidente não é nulo. "Se um cabo de telefonia, que é um condutor de metal, tocar em um cabo da rede elétrica energizado e desencapado, poderá ocasionar sim um choque elétrico e a vítima pode até morrer", explicou. Fotos capturadas foram enviadas à Celpe. Em nota, a companhia informou que os casos retratados se tratavam de fios de telecomunicações. Por ser responsável pelos postes, a empresa afirmou que vai notificar as operadoras para que realizem a regularização dos cabos.
Em relação ao compartilhamento dos postes, a Celpe informou que criou um grupo de trabalho com a finalidade de cobrar das operadoras de telecomunicações a identificação e regularização dos casos de fiação em desacordo com as normas setoriais. As distribuidoras de energia elétrica de todo o País, por força da Resolução Conjunta nº 001/1999, da Aneel/Anatel/ANP, são obrigadas a compartilhar seus postes com as operadoras de telefonia, TV a cabo e transmissão de dados, entre outras.
Ainda segundo a Celpe, embora a legislação vigente preconize que cada uma das operadoras zele por suas redes, na prática, verifica-se o descumprimento das normas legais pela maioria das empresas de telecomunicações. Por fim, a concessionária esclareceu que o valor arrecadado com aluguel dos postes é revertido para a modicidade tarifária, não se constituindo em receita adicional para a concessionária. Procurada para questionar sobre a fiscalização em relação à Celpe, a Arpe, responsável por regular os serviços públicos delegados pelo Estado, informou que o retorno não poderia ser dado na sexta.
Clima de insegurança
Pedestres expressaram sentimento de medo e insegurança em relação aos fios, principalmente, pela dúvida: dá ou não choque? Identificar apenas com a visão o que é rede elétrica e o que é telefônica não é tão simples para leigos e o desempregado Jorge Luiz da Costa prefere não fazer o teste com as mãos.
Ele passava pela Praça Flemming, no bairro da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, quando se deparou com uma fiação solta. Bastou levantar o braço para ver que era possível tocá-la. "Acho que isso aqui tem algum risco. Se chover, por exemplo. Pode ser também que caia no chão e cause um acidente a um idoso ou a uma criança", disse.
A mesma "surpresa" teve o zelador Edmário Silva, que varria uma calçada na Avenida 17 de Agosto, em Casa Forte, também na região Norte, quando foi alertado para a existência de um grosso fio amarrado em uma árvore. "A pessoa fica olhando para baixo e nem percebe. Eu chega tomei um susto. Acho que dá choque se tocar", comentou.
Sonho ainda distante
Em dezembro passado, a Câmara de Vereadores do Recife aprovou projeto de lei que obriga empresas energéticas e de telecomunicações a embutir no subsolo todo o cabeamento, até 2015. A lei diz que essas empresas devem adaptar ou substituir a fiação de toda a cidade. No entanto, não prevê nenhuma obrigação ou despesa para a Prefeitura do Recife. Em entrevista, no dia 31 de dezembro, o prefeito Geraldo Julio reiterou que o embutimento faz parte do seu programa de governo, mas não deu prazo para início das obras, explicando que o governo precisa de recursos da iniciativa privada. Só para o Bairro do Recife, seria necessário o investimento de R$ 60 milhões.
Olhar atento
Há seis meses, o designer e ilustrador Eduardo Souza, 22 anos, passou a fotografar postes e fios do Recife. Não por acaso, a data coincide com a morte do advogado e músico Davi Santiago, 37 anos, eletrocutado depois de se enroscar com um fio de um poste na Avenida Visconde de Jequitinhonha, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Na época, Eduardo morava longe do trabalho e, no caminho, começou a reparar em várias "bizarrices". "Tirava fotos porque achava absurda essa situação", explicou. As imagens são postadas no Instagram e num tumblr criado por ele, chamado "Recife, cidade dos fios e dos postes".
A ideia é que a página seja colaborativa. "Foi uma atitude meio crítica, mas nada planejado em relação aos resultados. Pensei que as pessoas iam despertar também para isso, mandando foto para que a gente possa mostrar quais são as áreas mais perigosas. Por ter esse olhar de designer, acredito também que esses fios e postes influenciam a paisagem da cidade", disse. No momento em que Eduardo tirava fotos, na manhã da sexta, do poste que fica em frente à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Casa Forte, o aposentado Fernando Aquino reclamou que a situação já está assim há mais de um mês.
"É um absurdo isso. Venho almoçar aqui perto e sempre vejo isso. Há poucos meses, meu filho estava correndo em Boa Viagem quando se deparou com um fio no chão. Ele teve que sair driblando, com medo de levar choque e morrer", contou.
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