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09 DE NOVEMBRO DE 2013

Publicado: Quarta, 13 de Novembro de 2013, 11h06 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 841

Clipagem ASCOM

Recife, 09 de novembro de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Brasil como eixo pós-moderno

Michel Maffesoli lamentou não ter estado no junho das manifestações que já começam a ser chamadas de a primavera brasileira pelo resto do mundo. Mas tenho meus informantes aqui, e acompanhei muito atentamente tudo que aconteceu, disse o sociólogo francês, que passou esta última semana em Pernambuco. Professor da Sorbonne, diretor do CEAQ (Centre d’Études sur l’Actuel et le Quotidien Paris V), o autor de A transfiguração do político e A dinâmica da violência proferiu algumas palestras no Recife e em Caruaru, entre elas, uma conferência sobre a Pós-modernidade e a volta das emoções coletivas, no auditório do Museu do Homem do Nordeste. Falante, comunicativo, cativante e com sua indefectível gravata borboleta, Maffesoli não se furtou a falar sobre a crise da razão e o papel do Brasil na pós-modernidade. O Brasil é o grande laboratório da pós-modernidade, disse ele no Recife, na última terça-feira, diante de uma plateia lotada não apenas por estudantes e professores pernambucanos, mas também de Estados vizinhos. Maffesoli veio a convite do Centro de Estudos do Atual e do Cotidiano da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), vinculado ao centro francês. Posso estar equivocando sobre o Brasil. Mas penso que a Europa foi o grande laboratório da modernidade e o Brasil é um País novo, experimentando novas socialidades. O orgiástico e uma certa cultura do corpo, que chamo de corporismo, são muito fortes no Brasil, disse ele, para quem as noções clássicas de racionalismo e progresso estão em xeque. Para o intelectual, as manifestações brasileiras estão filiadas ao que move outras manifestações e levantes ao redor do mundo: Estamos em plena crise da modernidade, esse ideal civilizatório que perseguimos desde o século 19, disse o autor de Elogio da razão sensível. Isso não é exatamente uma novidade. Maquiavel já falava isso. Mas estamos, de novo, na separação entre a sociedade oficial e a oficiosa, entre a elite e o povo. Isso acontece com intensidade a cada três ou quatro séculos, apontou o professor. Para Maffesoli, as questões relativas ao nosso tempo estão ligadas ao fato de que a era moderna está acabando, embora os homens demorem a se dar conta disso. O professor diz que a chamada inteligência racional não será suficiente para dar conta das socialidades. O orgiástico está na ordem do dia. Uma das características do indivíduo pós-moderno é uma espécie de infância eterna, comenta. A palestra do professor Michel Maffesoli foi aberta com uma fala do pesquisador e jornalista Bruno Albertim, do Jornal do Commercio. Bruno é autor da pesquisa Paisagem etnogastronômica do Nordeste, um relatório de 600 páginas sobre a relação entre comida e identidade nessa região, que é o primeiro produto concluído do Centro de Estudos do Atual e do Cotidiano do Museu do Homem do Nordeste, da Fundaj. Fico feliz que minhas idéias tenham contribuído para o desenvolvimento de uma pesquisa interessante e inédita na região, comentou o francês, referência da antropologia do cotidiano e do imaginário. Observando alguns aspectos do pensamento do professor Maffesoli, podemos perceber como a comida ajuda a fundar noções elementares de cotidiano e pertencimento no Nordeste, diz Bruno Albertim. A pesquisa Paisagem Etnogastronômica do Nordeste deve ser publicada em livro em breve pela Fundação Joaquim Nabuco. A série de matérias especiais Nordeste, uma Paisagem Comestível, decorrente da pesquisa, foi publicada pelo JC em dois cadernos no final do ano passado e é um dos finalistas da próxima edição do prêmio Esso de Jornalismo, o mais antigo e tradicional do País.

 

Caderno C

Cinema

Tatuagem (BRA, 2013) – De Hilton Lacerda. Com Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa. Cinema da Fundação – 20h30. Drama. 16 anos.

Na Neblina (RUS, 2012) – De Sergei Loznitsa. Vladimir Svirskiy, Vladislav Abashin. Cinema da Fundação – 16h. Drama. 16 anos.

A Caverna dos Sonhos Esquecidos (Cave of forgotten dreams, EUA, 2010) – De Werner Herzog. Cinema da Fundação (3D) – 18h40. Documentário. Livre.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Na Neblina / De Sergei Loznitsa / Com Vladimir Svirskiy, Vladislav Abashin. Drama de guerra sobre nazistas e guerrilheiros nas florestas da Belarus, em 1942, onde um homem. Injustamente acusado de colaborar com os alemães, terá de enfrentar um dilema moral que expões um drama que só poderia existir na guerra. Cinema da Fundação: 16h. 12 anos.

Tatuagem /De Hilton Lacerda / Com Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo Garcia. Clécio Wanderley é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas e mantém um relacionamento com Paulete, principal estrela da companhia. Mas tudo muda com a chegada de Fininha, cunhado de Paulete. Cinema da Fundação: 20h30. 16 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Tatuagem – Clécio é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que realiza shows repletos de deboche e com cenas de nudez. 16 anos. Cinema da Fundação. 20h30 (sab).

O Ato de Matar – Homens que comandaram o genocídio de milhões de pessoas são convidados reencenarem seus assassinatos. 16 anos. Cinema da Fundação. 17h (dom).

Na Neblina – Homem é considerado colaborador do regime nazista e acaba sofrendo rejeição dos amigos. 12 anos. Cinema da Fundação. 16h (sab, qua, qui), 17h50 (ter), 18h20 (sex), 18h30 (qua), 20h20 (ter).

A Caverna dos Sonhos Esquecidos – Captura de imagens dentro de caverna no sul da França, onde foram descobertos desenhos rupestres. Livre. Cinema da Fundação. 18h40 (sab), 20h20 (qui), 20h30 (dom).

Abismo Prateado – Mulher recebe a notícia que o marido vai se separar dela através de uma mensagem na caixa postal. 14 anos. Cinema da Fundação. 15h20 (dom), 16h (ter), 16h30 (sex), 18h30 (qui), 20h50 (sex, qua).

 

 

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