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29 DE OUTUBRO DE 2013

Publicado: Quinta, 07 de Novembro de 2013, 15h51 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 425
Clipagem ASCOM
Recife, 29 de outubro de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Especial

Cineasta das três bitolas

As fotografias e os pôsteres pendurados na parede do terraço de casa estão entre as histórias de que o cineasta Fernando Spencer ainda se lembra com mais facilidade. Imagens dos irmãos Lumière em preto e branco, cenas da juventude e diplomas de prêmios recebidos vão aos poucos esmaecendo sob a luz solar. Alguns resistem apenas como fragmentos de memória. As mãos, que pouco a pouco perdem a luta contra o tremor, por anos guiaram as câmeras que registraram enredos e fizeram a alegria do cinema pernambucano. Da lista de nomes do Super 8 ao time dos Patrimônios Vivos de Pernambuco, Spencer vive um saudosismo emaranhado no difícil roteiro do esquecimento. Os olhos, na infância, descobriram a alegria e os movimentos da sétima arte nos trejeitos de Charles Chaplin e nas aventuras dos caubóis norte-americanos. Descendente de alemães, Spencer era levado pelo pai, Nicodemes Brasil Hartmann, aos cinemas do Recife. Aos 12 anos, ganhou seu maior presente: um projetor de filmes de 35 mm. Ali nascia uma paixão para a vida toda. Ele montou nos fundos de casa o Cine Metro, para 20 pessoas. Em 1969, o cineasta começou a carreira de realizador. Filmou em preto e branco A busca, o primeiro de seus 44 curtas, rodado em 16 mm. Nos anos 1970 ele descobriu o Super 8, uma bitola que tinha películas mais baratas e fáceis de manusear, dispensando um aparato técnico caro e sofisticado. Virou uma referência no formato, enfaticamente defendido nas críticas que publicava no Diario de Pernambuco. Hoje, com mal de Alzheimer, o cineasta se queixa da aposentadoria: Você passa a ser esquecido. Em janeiro do ano passado, para custear o tratamento médico dele e da mulher, vendeu parte do seu acervo à Fundação Joaquim Nabuco. Me arrependo, mas eu precisava, conta o cineasta das três bitolas, como ficou conhecido por já ter rodado em Super 8,16 mm e 35 mm.

Caderno C

Festival movimenta UFPE e o Cinema da Fundação

Com uma vasta programação no auditório do CFCH, no campus da UFPE, e no Cinema da Fundação, no Derby, o 5º Festival do Filme Etnográfico do Recife chega hoje ao seu segunda dia de exibição. Na Mostra Competitiva, mais quatro filmes entram na disputa: Fuera de Foco, de Adrián Arce e Antonio Zirión, Xilunguine, a terra prometida, de Inadelso Cossa, Palabras-Almas, de Assunción, Glória Scappini e Kandire, e O pau da bandeira, de Felipe Wenceslau e Augusto Pessoa. Amanhã, às 19h, o destaque é Hereros Angola, de Sergio Guerra. Já na quinta, último dia do festival, haverá uma exibição especial, às 17h, de o mestre o divino, de Tiago Campos, premiado no Festival de Brasília. Os dois passam no Cinema da Fundação.


:: Folha de Pernambuco

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:: Diário de Pernambuco

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