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20 DE OUTUBRO DE 2013

Publicado: Segunda, 04 de Novembro de 2013, 15h42 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 399
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Recife, 20 de outubro de 2013

:: Jornal do Commercio

Não houve noticias sobre a Fundaj.

 

:: Folha de Pernambuco 

Política

Base deve estabelecer nova forma de atuação

Proclamada a independência do PTB e PT em relação ao governo Eduardo Campos (PSB), os governistas vão precisar estabelecer uma nova estratégia de atuação na Assembléia Legislativa (Alepe), pois, de certa forma, existe uma postura cômoda em relação à aceitação das matérias vindas do Palácio do Campo das Princesas. Nesta semana, após provocar o debate sobre um projeto de lei (nº 1635/2013) autorizando o empréstimo de US$ 175 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), que teria vindo à Casa sem descriminar onde seria aplicado o recurso, a oposição ganhou reforços da ala petista e petebista. Na avaliação do cientista político da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) Túlio Velho Barreto, o novo cenário político quebra a hegemonia que Campos detinha no poder Legislativo, com o controle quase que total das bancadas. “Mesmo com o PTB afirmando agora que será independente, o partido já tinha dado sinais disso em questões mais pontuais, que não tinham tanta relevância. Na reeleição do presidente da Assembléia Guilherme Uchoa (PDT), por exemplo, eles tiveram posição contrária. Mas, com o troca-troca partidário - em que alguns partidos foram acusados de invadir espaço ao cooptar quadros de outras legendas - e o governador sendo posto como candidato à Presidência em 2014, é natural que se tenha uma nova configuração na Assembléia”, afirmou Barreto. Ainda de acordo com o estudioso, a mudança também afeta os partidos “nanicos”, que deixam de ser meros figurantes a serviço da base. “A calmaria mantida por Eduardo Campos, não está prestes a acabar, mas poderá estremecer, com o início de uma fase com mais conflitos. Esses partidos menores vão começar a ficar mais “afoitos”, e vão querer barganhar benefícios de quem possui hegemonia. Eles começam a pensar: O governador também precisa de mim”, ressaltou. Para o líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), a atuação da bancada, agora composta por 31 governistas, não sofrerá mudanças, apesar de o deputado André Campos ter alertado para uma um dança de estratégia. “Todos os projetos que foram encaminhados pelo Executivo, foram aprovados por unanimidade dos votos. O compromisso que tem guiado os deputados, inclusive da oposição, é o compromisso do que for melhor para Pernambuco. Não consigo conceber que uma força política, seja movida por projetos pessoais ou eleitorais, venha amesquinhar os debates, prejudicando os projetos que visam ao bem do Estado”, avaliou Borges. Ele também acredita que o fato de os partidos bancarem candidaturas para o próximo pleito majoritário no Estado, não quer dizer que seus parlamentares ficarão contra os interesses de Pernambuco.


Política

Gestão deve utilizar o diálogo na articulação

Diálogo. Esta é uma das principais ferramentas de articulação que deverão ser utilizadas pelo Governo do Estado para a manutenção dos aliados da Frente Popular e ainda driblar as manobras que possam surgir do grupo composto por 15 parlamentares que, de fato, não são governistas. “Eles (Governo) vão precisar negociar mais, pois não será mais automática a aprovação dos projetos enviados à Assembleia Legislativa. Antes, não se via a necessidade de negociar comos pares, pois era muito mais cômodo confiar que, só o fato de pertencer na base aliada já era sinônimo de garantia”, declarou o cientista político da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Túlio Velho Barreto. O jogo de cintura apontado pelo estudioso ficará sob a responsabilidade do líder do Governo na Casa Waldemar Borges. Um parlamentar, em reserva, criticou a ausência de reuniões entre o socialista com os líderes do partido. “Nunca houve reunião dos líderes partidários, e por isso haverá questões que vão exigir mais de Waldemar. Principalmente, em razão da baixa presença de alguns deputados governistas”, disparou. Por outro lado um socialista, também sob sigilo, afirma que, mesmo com a mudança de postura, com a conduta mais independente, principalmente do PTB, não representa ameaça. “Eles não têm disposição para bater de frente com o governador (Eduardo Campos) a ponto de fazer oposição. Isso não seria bom para o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que pretende sair candidato a governador, aparecer como opositor a Campos”. A divisão de lados põe em xeque a linha tênue entre se desprender da base aliada e migrar para oposição ao Governo. Neste caso, o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Adriano Oliveira avalia que os posicionamentos só serão definitivos até o mês de abril de 2014 - início do período préeleitoral. “Até esse período não acredito em radicalismos. O PT ainda não se decidiu e o PTB sempre mostrou ter autonomia em relação à bancada governista. Não vejo uma oposição combativa, como a que é feita por Terezinha Nunes e Daniel Coelho (ambos PSDB) nem de um lado e nem do outro”, disse Oliveira.


:: Diário de Pernambuco 

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