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31 DE AGOSTO DE 2013

Publicado: Segunda, 02 de Setembro de 2013, 09h21 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h23 | Acessos: 474

Clipagem ASCOM
Recife, 31 de agosto de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Fotografias que pensam fora da caixa

Trabalhos apresentados no evento Theória embaralham as fronteiras entre a fotografia e o vídeo

Política, memorial, fabulesca e narcísica pode ser a fotografia contemporânea. Ela questiona mecanismos políticos, resgata vivências, cria encenações e dá vazão às vaidades humanas – tudo ao mesmo tempo e agora. No evento Theória, que teve início terça-feira no Museu do Homem do Nordeste e termina hoje, foram apresentados trabalhos que têm como principal marca a heterogeneidade. Embora realizadas em um mesmo tempo presente, essas imagens ecoam vozes tão distintas entre si que seria impossível criar, com elas, uma música compreensível à primeira escuta. Expoente da fotografia contemporânea, o coletivo Cia de Foto marcou presença com o trabalho Terceiro ato, criado em 2010. O vídeo faz um retrato do professor e pesquisador de fotografia Rubens Fernandes Jr. em uma série de três atos. Em cada um, Rubens, que tem um enorme acervo pessoal de fotos achadas, questiona as origens das imagens, o significado de terem rasgado-as e as perdas dos laços afetivos dos entes que estão no papel. “Fotografias rasgadas continuam sendo fotografias?”, pergunta a si mesmo. Curiosamente, um dos coletivos fotográficos mais importantes do País trabalha incessantemente com vídeo, fato que se repete em várias produções contemporâneas, como na do fotógrafo japonês Kosuke Arakawa, que apresentou o vídeo Don’t make war happen no Theória. Diferentemente de uma década atrás, os suportes se misturam cada vez mais, criando produtos caleidoscópicos que não são nem vídeo, nem fotografia, mas os dois simultaneamente. “Não corremos riscos na hora de romper as fronteiras da fotografia, porque é gostoso para a gente atravessar esses limites. O Terceiro ato é uma fotografia, porque é um retrato de Rubens”, explica Pio Figueiroa, da Cia. De Foto. Para ele, o momento vivido atualmente pela fotografia é de indefinição. Em vez de procurar colocá-lo dentro de uma redoma de vidro, seria melhor buscar um campo conceitual onde ela seja só possibilidades, segundo Pio. Imagens estáticas e em movimento também andam de mãos dadas no trabalho Pelos céus em devaneios, da fotógrafa recifense Flora Pimentel. São registros da intimidade de seus avós. Assim como Terceiro ato, o vídeo investigou a natureza da memória, que, quando não encontra as lembranças, transforma-se no seu oposto: o esquecimento. A contemporaneidade fotográfica também inclui produções deitas com celulares e tablets. Na série Grão, de Priscila Buhr, o smartphone se transformou em uma poderosa ferramenta de criação. Quando viajava pelo Pará, Priscila captou imagens da paisagem úmida despretensiosamente, como se estivesse criando um diário de bordo. “Quando usamos as redes sociais, acabamos criando narrativas para as nossas vivências”, diz ela, que já chegou a fazer uma série informal, no Facebook, com registros do que via antes de ir ao trabalho. O respiro natural de Grão é totalmente oposto ao viés documental da série manda Ferrari, do paraibano Alessandro Potver – mas existem sem entrarem em conflito, no livre e ousado tempo fotográfico contemporâneo. Potter registrou a vida de uma transexual brasileira em Barcelona, Espanha. Acompanhou as suas vivências profissionais como prostituta e os momentos mais íntimos. “Gosto da idéia de documentar fatos, porque, assim, posso fazer várias imagens de um mesmo assunto. Tenho mais liberdade de criação”, opina. Na série Ruas suspensas, da gaúcha Fernanda Chemale, foi abordada a relação do homem com o lugar onde vive, através de uma linguagem pop, quase cômica. Sem amarras, a fotografia saiu da caixinha para interpretar o mundo como bem entende.

 

Caderno C

O cinema que faz barulho

Barba, cabelo e bigode. Tem sido assim a pisada do cinema pernambucano nos últimos festivais. A organização do 7º Festival CineMúsica de Conservatória – um distrito do município  de Valença, no Rio de Janeiro – já avisou que vem mais prêmios por aí. Como assim? Não é que o pessoal de lá tenha bola de cristal, que as cartas sejam marcadas ou que os jurados tenham revelado um segredo. Entre outras particularidades, o CineMúsica divulga a premiação com antecipação para evitar disputas e ciumeiras entre os concorrentes. A idéia é do professor, pesquisador e coordenador da Cinemateca do MAM Hernani Heffner, que responde pela curadoria do festival Vários profissionais em atividade no cinema local – entre eles técnicos de som, gravação, edição, mixagem e composição – foram convidados para receber os prêmios do festival, que acontece entre os dias cinco e oito de setembro. Quatro filmes pernambucanos estão entre os premiados, dois no Troféu CineMúsica e dois no Troféu Curta Light. O longa O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho, ganhou o troféu de Melhor Som, com prêmio estendidos a todos os membros da equipe. Grande admirador do festival, Kleber está exultante pela premiação, que tem um grande significado por causa do recorte específico de ser voltado totalmente para a questão do som no cinema. “Com a chegada dos equipamentos do Porto Mídia e o trabalho já comprovado dos Estúdios Carranca e Fábrica, acredito que estamos a um passo da autossuficiência em som de cinema no Estado”, afirmou Kleber. Além dos quatros filmes premiados, Boa sorte, meu amor, de Daniel Aragão, e Filme Jardim Atlântico, de Jura Capela, concorrem ao Prêmio Dell’ Art, patrocinado pelo conhecido estúdio de dublagem, que vai premiar o vencedor com serviços sonoros gratuitos. O CineMúsica não se resume às premiações. Durante os quatro dias do festival, o cinema, o som e a música vão dominar todos os espaçõs de Conservatória. Este ano, o tema principal é uma homenagem ao BRock, o rock brasileiro os anos 1980, que terá a exibição de filmes do diretor Lael Rodrigues (Bete Balanço), palestras e shows. A programação contará com 92 sessões de filmes, além de exposição sobre equipamentos cinematográficos e a comemoração dos 80 anos da chegada do som no cinema brasileiro.

Premiação

7º Festival CineMúsica – Conservatória (RJ)

Troféu CineMúsica 2013

O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho – Melhor Som – Para toda a equipe

Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes – Melhor Ruídos de Sala e Melhor Captação de Som

Troféu Curta Light

A onda traz, o vento leva – de Gabriel Mascaro – Melhor Som

Dia estrelado, de Nara Normande – Melhor Desenho Sonoro e Edição de Som

Concorrentes ao Prêmio Dell’Art

Boa sorte, meu amor, de Daniel Aragão

Filme Jardim Atlântico, de Jura Capela

 

Caderno C

Cinema

Boa Sorte Meu Amor (BRA, 2012). Cinema da Fundação – 19h; 20h50. Drama. Livre.

Frances Ha (EUA, 2013). Cinema da Fundação – 15h20; 17h10. Comédia. 14 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Guia Folha

Roteirão

Cinema

Boa Sorte, Meu Amor / De Daniel Aragão / Com Vinicius Zinn, Christina Ubach, Maeve Jinkings. Recife, Pernambuco. Homem de 30 anos vem de família aristocrata do sertão. Ele trabalha em uma empresa de demolição. Ao encontrar Maria, uma estudante de música, ele passa a sentir a urgência por mudanças em sua própria vida. Cinema da Fundação: 19h, 20h50. 16 anos.

Frances Ha / De Noah Baumbach / Com Greta Gerwig. Crônica nova-iorquina sobre uma mulher de 27 anos que precisa entender que amadurecer é especialmente difícil quando, de fato, você já é uma adulta. Cinema da Fundação: 15h20, 17h10. 14 anos.

The Bling Ring: A Gangue de Hollywood / De Sofia Coppola / Com Emma Watson, Katie Chang. Adaptado de história real, universo de jovens obcecados com a cultura de celebridade em Los Angeles. Munidos de informações via internet, eles invadem mansões hollywoodianas de famosos como Paris Hilton para sentir-se mais próximos da fama e da fortuna. Cinema da Fundação: 20h40. 16 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

João Alberto

Colunas

Com modernos equipamentos, o Cinema da Fundação volta a fazer sucesso, com uma excelente programação de filmes que não passam no circuito comercial.

 

Viver

Cinema

Boa Sorte, Meu Amor – Homem de 30 anos conhece uma estudante de música com alma de artista e passa a sentir a urgência por mudanças em sua própria vida. 16 anos. Cinema da Fundação. 19h, 20h50.

Frances Ha – Mulher de 27 anos que precisa entender que amadurecer é especialmente difícil quando você já é uma adulta. 14 anos. Cinema da Fundação. 15h20, 17h10.

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