20 DE AGOSTO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 20 de agosto de 2013
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Cinema
Doméstica (BRA, 2012). De Gabriel mascaro. Com Dilma dos Santos Souza, Flávia Santos Silva. Cinema da Fundação – 20h30. Documentário. Livre.
Branca de Neve (Blancanieves, ESP, 2012). De Pablo Berger. Com Maribel Verdú, Daniel Gimenez. Cinema da Fundação – 18h40. Drama. 10 anos.
:: Folha de Pernambuco
Opinião
Editorial
Recordação de Joaquim Nabuco
No dia 19 de agosto de 1849 nascia, no Recife, o estadista, políticos, escritor, diplomata, historiador, jurista e jornalista Joaquim Nabuco, que deixaria para a posteridade um nome exemplar, destacando-se pela luta em favor do abolicionismo, apesar de ser um monarquista, aparentemente uma contradição na época por ser um dos grandes diplomatas do Império. Entre suas obras, merecem ser citadas “O Abolicionismo” e “Minha Formação”, ambas que o elevam ao panteão das grandes personalidades nacionais, pois fora educado por uma família de escravocratas, embora tivesse se empenhado para que fossem libertados na fase em que se tornou adulto. Nabuco disse, certa feita, “sentir saudade do escravo pela sua generosidade”, autêntico contraponto ao egoísmo da visão senhorial do período. E sentenciou: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Joaquim Nabuco, na juventude, manteve um relacionamento amoroso durante 14 anos com a investidora financeira e filantropa Eufrásia Teixeira Leite, possuidora de uma das maiores fortunas do Brasil. Ela e sua irmã herdaram, após a morte dos pais, em 1872, um valor equivalente a 5% das exportações brasileiras no referido período. Encerrada essa ligação afetiva em 1877, dois anos depois, aos 38 anos ele se casaria com Evelina Torres Soares Ribeiro, filha do 1º. Barão de Inoã (ou Inhoã) . Eufrásia jamais se casou. Do enlace nasceram Maurício, que foi diplomata e, como o pai, embaixador nos Estados Unidos; Joaquim, sacerdote da Igreja Católica, Carolina, escritora de renome, Mariana e José Tomás, este que se casou com Maria do Carmo Alvim de Mello Franco, filha de Afrânio de Mello Franco, primeiro ministro de Relações Exteriores do presidente Getúlio Vargas. Nabuco foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), tendo mantido sólida amizade com Machado de Assis, também integrante pioneiro da mesma ABL Após a Proclamação da República, Joaquim Nabuco retirou-se por algum tempo da vida pública. Mais tarde, foi nomeado embaixador nos EUA (1905-1910), recebendo, ainda, o grau de doutor em letras pela Universidade de Yale. Naquele último ano, veio a falecer. Sem dúvida a luta pelo abolicionismo é o ponto crucial da sua intensa atividade, defendendo a supressão do trabalho servil, para preceder qualquer mudança importante caráter político. Recorde-se que, quando criança um dos seus familiares ofereceu-lhe um jovem escravo, quase menino, que ele, de pronto, recusou, revelando um traço de caráter indelével na memória dos seus contemporâneos e da posteridade que segue cultuando a sua memória, verdadeiro legado de cidadania. Ontem, aniversário do seu nascimento é um desses dias que Pernambuco deveria ter-lhe prestado a homenagem que continua a merecer.
Cotidiano
Folha na Cidade
Fundaj - Hoje, às 9 horas, reunião do Conselho Editorial da Revista de Humanidades e Ciências Sociais do Mercosul, da Editora Massangana, na Sala Gilberto Freyre, da Fundaj/Casa Forte. Participam conselheiros dos ministérios da Educação da Argentina, do Uruguai, do Chile e do Brasil (MEC) e o presidente da Fundaj, Fernando Freire.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Cinema
Branca de Neve – Versão sombria de Branca de Neve, ambientada na Sevilla, Espanha, dos anos 1920. 12 anos. Cinema da Fundação. 18h40.
The Bling Ring: A Gangue de Hollywood – Grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa de celebridades, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. 16 anos. Cinema da Fundação. 16h50.
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