12 DE AGOSTO DE 2013
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Recife, 12 de agosto de 2013
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Viver
Homenagens em Gramado
O fotógrafo Sebastião Salgado será tema de documentário que será exibido hoje, no festival
Sebastião Salgado, um dos fotógrafos mais consagrados do mundo, é tema do documentário que participa hoje da mostra competitiva de longas-metragens nacionais do Festival de Cinema de Gramado. A programação começou na última sexta e já foram exibidos os filmes brasileiros Flores raras, de Bruno Barreto, e Éden, de Bruno Safadi, além de curtas. Ontem estava programada a exibição do pernambucano Tatuagem, de Hilton Lacerda (acesse o blog especial Viver em Gramado para ler a cobertura).
Wagner Moura atraiu os holofotes no último sábado, quando foi homenageado pela prefeitura de Gramado. Em seu discurso no palco, na véspera do Dia dos Pais, ele dedicou o troféu aos filhos de Amarildo, trabalhador e morador da comunidade da Rocinha, morto em circunstâncias misteriosas após ser conduzido por policiais para uma Unidade de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro. Antes de chegar à cidade gaúcha, o ator estava em Los Angeles (EUA), no lançamento do filme Elysium, seu primeiro trabalho em Hollywood.
Kleber Mendonça Filho está em Gramado como participante do júri do festival. No sábado, seu nome foi mencionado, com ênfase, por Wagner Moura, que revelou, em entrevista coletiva, seu desejo de trabalhar com o cineasta pernambucano, pois ficou impactado com o filme O som ao redor. “Se Kleber me convidar pra trabalhar, eu topo agora”, afirmou. O diretor respondeu que aceita a proposta, contanto que o ator realmente se interesse pelo papel que ele escolher. Os dois encontraram-se e conversaram na entrada do Palácio dos Festivais. Joana Fomm, Affonso Beato, Amir Labaki e Beto Rodrigues também integram a comissão julgadora ao lado de Kleber, que se prepara para rodar seus dois próximos longas-metragens: Bacurau e Aquarius.
Éden foi primeiro longa-metragem exibido na mostra competitiva, sábado à noite. Com direção de Bruno Safadi e Leandra Leal como protagonista, o filme tem todas as qualidades de um vencedor de festival, com seres humanos errantes que rastejam em um ritual de derretimento moral. Nas imagens e sons, as variações nos estados físicos da matéria (sólido, líquido e gasoso) funcionam como válvula plástica poética para os personagens e para o lugar que os cerca, um subúrbio devastado, de aspecto pós-apocalíptico, emoldurado por piscinas vazias e caminhões. Ideais bíblicos de redenção e sacrifício são recontextualizados em um sincretismo que ilumina temas sagrados com letreiros em neon.
“O som ao Redor é um dos filmes mais impressionantes que vi nos últimos tempos, não só no Brasil. Não lembro de outro que tenha me deixado tão chapado", Wagner Moura, ator, em entrevista coletiva cedida em Gramado
Aniversário
50 anos cinematográficos
A escolha de Flores raras para abrir o festival funcionou como uma espécie de homenagem aos 50 anos companhia cinematográfica LC Barreto & Filmes do Equador, liderada por Luiz Carlos Barreto e sua esposa Lucy Barreto. Responsáveis por clássicos como Vidas secas e Dona Flor e seus dois maridos, os Barreto revelaram que ainda encontram dificuldades financeiras para produzir.
Flores raras
Glória e os homossexuais
“Ao aceitar fazer essa personagem homossexual, eu espero que a arte interfira sobre a realidade e ajude as pessoas a encararem essa situação de uma forma normal, colocando os seres humanos com os mesmos direitos." A afirmação foi feita por Glória Pires, homenageada pelo festival. Com Flores raras, a artista oferece seu prestígio e sua fama em nome do respeito à diversidade sexual no Brasil.
Próximas sessões
Desenho, comédia e ficção
Entre os destaques das próximas noites estão o desenho animado adulto Até que a Sbórnia nos separe (RS), a ficção Os Amigos (SP), que tem Marco Ricca, Dira Paes e Alice Braga no elenco, e a comédia dramática O primeiro dia de um ano qualquer, parceria do diretor Domingos Oliveira com a atriz Maitê Proença. A premiação está marcada para o próximo sábado.
Curtas
De um extremo a outro
Dois caminhos dramáticos praticamente opostos foram apresentados pelos dois primeiros curtas-metragens exibidos na mostra competitiva do festival. O filme Merda! Explora interpretações teatrais shakespeareanas. Já o curta Pouco mais de um mês usa "interpretações" naturalistas no limite entre a realidade e a ficção, sem nenhuma impostação ou glamour.
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