02 DE AGOSTO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 02 de agosto de 2013
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Cinema
Doméstica (BRA, 2012). De Gabriel Mascaro. Com Dilma dos Santos Souza, Flávia Santos Silva. Cinema da Fundação – 16h50, 20h50. Documentário. Livre.
Antes da Meia-Noite (Before midnight, EUA, 2013). De Richard Linklater. Com Julie Delpy, Ethan Hawke. Cinema da Fundação – 14h40, 18h40. Drama. Livre.
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Cinema
Doméstica / De Gabriel Mascaro. Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. O filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar. Cinema da Fundação: 16h50, 20h50 (sex, dom, qua) / 18h50 (sab) / 18h40 (ter) / 14h50, 18h40 (qui).
Antes da Meia-Noite / De Richard Linklater. Com Ethan Hawke e Julie Delpy. O casal Jesse e Celine está em viagem de férias na Grécia. Cinema da Fundação: 14h40, 18h40 (sex, dom, qua) / 16h40 (sab) / 16h30, 20h30 (ter, qui).
Branca de Neve / De Pablo Berger / Com Maribel Verdú, Daniel Gimenez Cacho. Nova interpretação da história de Branca de Neve, ambientada na Sevilla, Espanha, dos anos 1920, e tendo como personagem principal uma jovem e bela toreadora. Cinema da Fundação: 20h40 (sab). 14 anos.
O Dinheiro / De Robert Bresson. Com Caroline Lang, Christian Patey, Vahina Giocante, Vicent Risterucci. Por estar com uma falsa nota de 500 francos em mãos, sendo totalmente inocente, Yvon sofre uma série de injustiças que o levarão ao homicídio. Cinema da Fundação: 14h50 (sab). 14 anos.
:: Diário de Pernambuco
Vida Urbana
Diário Urbano
Retomada
A paciência chegou ao fim, depois de muita conversa mole da última gestão em torno da reforma do Teatro do Parque, que teve as portas fechadas em 2010. Na próxima quarta-feira, o movimento #OcuParque estará na Fundaj Derby, ás 19h, numa reunião para organizar o protesto “reforma já”.
Viver
SOMBRIO
Branca de Neve à espanhola
Branca de Neve é daqueles filmes que, inexplicavelmente, correm o risco de passar batido pelo circuito. E depois que sair de cartaz não adianta lamentar que perdeu aquele que se coloca entre os grandes lançamentos do ano. Em pré-estreia amanhã no Cinema da Fundação, este segundo longa-metragem do diretor espanhol Pablo Berger – autor de Da cama para fama (2003) – faz uma livre adaptação do clássico conto de fadas, transpondo a história para a Espanha dos anos 1920.
A produção foi a grande vencedora do Goya em 2013: ganhou 10 troféus na mais importante premiação do cinema espanhol, entre eles o de melhor filme e de melhor atriz, para Maribel Verdú. Branca de Neve é um filme em preto em branco e sem diálogos, como seria feito à época que retrata.
A história se passa em Sevilha, onde vive o famoso toureiro Antônio Villalta. Após um acidente que o deixa inválido e a morte de sua mulher Villalta se casa com a enfermeira Encarna, que, encarnando a madrasta megera, vai perseguir e maltratar a enteada, Carmen (Sofía Oria, quando criança, e Macarena García, na fase jovem). O filme foi muito bem recebido no mês passado, no festival que marcou a reinauguração da sala da Fundaj, no Derby.
Viver
RARIDADE
O que o dinheiro não pode comprar
Outra raridade será exibida amanhã no Cinema da Fundação, no Derby. O dinheiro (L’argent), filme franco-suíço de 1983, foi a última obra de Robert Bresson, que levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes como melhor diretor. O roteiro, baseado em um conto de Lev Tolstói, mostra como uma nota de banco falsa posta distraidamente a circular por um jovem burguês, resulta na destruição de um jovem e inocente operário.
Viver
Cinema
Doméstica – Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor do filme. Livre. Cinema da Fundação. 14h50 (ter e qui), 16h50 (sex, dom, qua), 18h40 (ter e qui), 18h50 (sab), 20h50 (sex, dom e qua).
Antes da Meia-Noite – Jesse e Celine vivem juntos em Paris com as filhas gêmeas, quando resolvem viajar à Grécia e levar o filho do primeiro casamento de Jesse, 14 anos. Cinema da Fundação. 14h40 (sex, dom e qua), 16h30 (ter e qui), 16h40 (sab), 18h40 (sex, dom e qua), 20h30 (ter e qui).
Branca de Neve – Interpretação da história de Branca de Neve, ambientada na Sevilla, Espanha, dos anos 20, e tendo como personagem principal uma jovem e bela toreadora. Cinema da Fundação. 20h40 (sab).
O Dinheiro – Por estar com uma falsa nota de 500 francos em mãos, sendo totalmente inocente, Yvon sofre uma série de injustiças que o levarão ao homicídio. Cinema da Fundação. 14h50 (sab).
:: O Estado de S. Paulo
Opinião
A seca, a desertificação e as palavras do papa
Parece surreal. No dia 27 último, a seção de Esportes deste jornal informava que a nadadora brasileira Poliana Okimoto - que ganhara no Mundial de Barcelona medalha de ouro na maratona aquática de dez quilômetros, além de medalha de prata nos cinco quilômetros e de bronze por equipes - substituiu em sua dieta vários alimentos (glúten, açúcar, feijão, abacate, fermento e chocolate) por tapioca, que lhe dá "energia redobrada". Dois dias antes o IBGE informara que a produção brasileira de mandioca (de onde vem a tapioca) este ano, 21,4 milhões de toneladas, está 8,4% menor que a do ano passado, quando já havia sido 24,5% menor que a de 2011. Nas lonjuras, o falecido pesquisador Paulo de Tarso Alvim deve estar balançando a cabeça, ele que afirmava, ironicamente, que "se mandioca fosse norte-americana o mundo estaria comendo tapioca flakes e mandioca puffs". Mas esse alimento, o mais adequado para solos brasileiros - não precisa de fertilizantes nem de agrotóxicos - vem perdendo progressivamente espaço para as culturas de grãos exportáveis, além de ter sido muito atingido no Nordeste por problemas climáticos. E não é só na área da mandioca que estamos penando, no terreno dos alimentos, no Nordeste e fora dele. Estamos com a menor safra de feijão em mais de uma década; importamos (feijão!) mais de 3% do consumo interno; o consumo por pessoa baixou de 18,5 para 16 quilos anuais - e aí também pesam a substituição dos alimentos por culturas de exportação e a perda de espaços pela agricultura familiar, já que 10% das propriedades têm 85% do valor bruto da produção agrícola (Ipea, 7/6) e quase dez vezes mais participação que as pequenas nos R$ 122 bilhões do crédito, segundo os órgãos federais (23/7). Mas as pequenas é que respondem por 70% dos alimentos no consumo interno. São muitas as aflições nessa área dos alimentos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), por exemplo, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estão concebendo (MMA, 26/7) um projeto-piloto de uso da terra no Semiárido, que em 2014 começará a ser executado em Sergipe, para ser replicado em outras áreas. O foco estará nos problemas de erosão e esgotamento de nutrientes no solo, que têm forte influência no avanço da desertificação e na produção de alimentos. Segundo o Instituto Nacional do Semiárido, do Ministério da Ciência e Tecnologia, só em 55,2 mil quilômetros quadrados problemáticos vivem 750 mil pessoas, apenas no Sertão do São Francisco (BA) e na região dos Cariris Velhos (PB). No Estado da Paraíba, nada menos de 54% do território sofre com o problema, agravado pela menor infiltração de água em solos compactados por métodos inadequados de cultivo. Em Gilbués, no Piauí, outra área crítica, a desertificação é acentuada pela infiltração natural a grandes profundidades da água de chuva (pois ali chove 700 milímetros anuais, em média), favorecida pela estrutura geológica. O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) trabalha em projetos nessa e em outras regiões. Além de Gilbués, mais três áreas são consideradas críticas: Irauçuba (CE), Seridó (RN e PB) e Cabrobó (PE). Ao todo, estão ali quase 400 mil pessoas. O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas informa (O Globo, 9/7) que 230 mil quilômetros quadrados de terras foram atingidas "de forma grave" ou "muito grave". Mas continuamos aferrados a velhas e falsas tentativas de solução - como a transposição de águas do Rio São Francisco - para esse tipo de problema e o de seca, como a que aflige hoje o Nordeste. E que, dizem os meteorologistas, se pode estender até 2015. Segundo o Comitê da Bacia desse rio, "falta planejamento ao governo federal sobre a expansão desordenada da agricultura". O próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou no Dia Mundial da Desertificação (Rádio ONU, 18/6) que "os custos políticos, sociais e econômicos dos problemas gerados pela seca são evidentes, do Usbequistão ao Brasil, da região do Sahel, na África, à Austrália (...). O mundo não pode deixar o futuro secar". E enfatizou ainda que 14% da população global sofre, por essa causa, de insegurança alimentar. Mas não apenas nessas regiões. No ano passado os Estados Unidos tiveram a pior seca em 50 anos; o Chifre da África também, afetando 13 milhões de pessoas. E por aí se entra no terreno das mudanças climáticas, que aceleram a degradação de terras e a desertificação, assim como os conflitos pelo uso da água. Por aqui continuamos a fazer de conta que o problema da seca, que atingiu mais de 1.400 municípios do Semiárido, está superado, quando ainda prospera em boa parte deles o negócio de vender água levada por caminhões em tonéis, a R$ 5 por 250 litros. Enquanto isso, sobe o orçamento do projeto de transposição do São Francisco, essa "obra absurda", segundo João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco; "um escândalo", nas palavras do professor João Abner, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O primeiro complementa dizendo que a obra "beneficia o grande capital rural e industrial". O segundo acrescenta que "todas as grandes empreiteiras se beneficiam". E continua longe do ideal o projeto de instalação de cisternas de placa em comunidades isoladas, que tem como objetivo 1,3 milhão de poços. Há poucos dias a Petrobrás anunciou um programa para 20 mil, em 210 municípios. Com os recursos da transposição já poderia haver cisternas construídas em todos os lugares necessitados. Questões como essa precisam sempre trazer à mente palavras recentes como as do papa Francisco: nada se deve sobrepor aos problemas sociais; a prioridade absoluta é deles. Inclusive no Brasil, onde, pelos critérios da ONU, ainda temos dezenas de milhões de pessoas (boa parte delas no Semiárido) vivendo com renda abaixo da "linha da pobreza", cerca de R$ 100 mensais. Mesmo as que recebem Bolsa Família.
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