01 DE AGOSTO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 01 de agosto de 2013
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Poucos espaços para os contemporâneos
No Recife, são poucas as galerias inseridas no circuito de arte contemporânea. A lista resume-se a Amparo 60, Dumaresq e Arte Plural cada uma envolvida a seu modo com o universo criativo contemporâneo, permeado pelas novas mídias, pela dissolução das fronteiras das linguagens e pelo questionamento do próprio conceito de arte. A Amparo 60, que comemora 15 anos nesse mês de agosto, é a que representa a arte contemporânea há mais tempo no Recife. Foi criada pela galerista Lúcia Santos, em 1998, com a proposta de ser um lugar de exibição exclusivo para artistas contemporâneos. Na época, fiquei amiga de pessoas que manifestavam a falta de um lugar para expor suas obras. Nós sentíamos essa ausência e a Amparo foi fruto dessa necessidade, conta Lúcia. Para ela, a galeria tem como papel acompanhar, investir e divulgar o artista no circuito. Não existe apenas para vender. Tem outras responsabilidades, como o estímulo de novas criações e a formação de público, defende Lúcia. No ano passado, o espaço recebeu convidados para debater questões como a criação artística e a arte atual, no evento Papo 60. A principal busca da Amparo é estabelecer uma relação profissional com o artista, acompanhando os seus passos com o objetivo de projetá-lo nacional e internacionalmente. Devido a isso, alguns artistas estão na casa há mais de uma década, caso de Rodrigo Braga, que faz parte do elenco há 12 anos. Já a Arte Plural se destaca por seu caráter formativo e por ter a fotografia como foco principal. Foi criada por Fernando Neves em 2005 com o objetivo de ser um espaço de discussões sobre arte, mas naturalmente tornou-se uma galeria. Na época, reservamos uma área para fazer projeções de fotografias. Isso foi se ampliando e chegamos ao que é hoje, conta Fernando. A Arte Plural não obedece aos critérios rígidos do que se convencionou chamar de galeria. Estruturalmente, não funciona em uma sala completamente branca, uma vez que o espaço é composto por paredes de pedras da construção original. Na relação com os artistas, assume apenas a posição de divulgadora, sem exercer o papel de incentivadora. Eu discuto muito esse exercício, porque você acaba criando uma exclusividade do artista. Posso até mudar de opinião, mas, na Arte Plural, preferimos ter obras exclusivas do que ter o artista exclusivo. Penso que, assim, eles podem trabalhar mais tranquilamente, tendo a liberdade de expor em qualquer lugar, defende Fernando. A função formativa é um dos trunfos do calendário de atividades do espaço. Todas as últimas terças-feiras do mês, acontece o recital literomusical Sarau Plural, com leitura de poemas acompanhada por música. O evento extrapola o campo das artes visuais. Além disso, há oficinas, palestras e cursos com profissionais do mundo da arte, como a pesquisadora Maria do Carmo Nino e a crítica Simonetta Persichetti. À Dumaresq Galeria de Arte, a arte contemporânea chegou em 2003, quando as antiguidades de Nadja Dumaresq foram substituídas por obras cada vez mais conceituais. A mudança aconteceu quando a colecionadora passou a conhecer mais obras e artistas contemporâneos, a partir do contato com pensadores da Fundação Joaquim Nabuco. Fez cursos no Rio de Janeiro e, quando voltou, alterou radicalmente o perfil do espaço. A galerista também se sente imbuída do compromisso de divulgar os artistas que representa. Se eles procuram a galeria, é porque querem ser promovidos através dela, então precisamos projetá-los, acreditando neles, diz. Em outubro, a Dumaresq inicia programação de palestras, para dar ênfase à formação de público. Apesar de sua importância e experiência no mercado local, essas quatro galerias trabalham de forma isolada, sem nenhum tipo de programação compartilhada, como uma feira ou um festival, por exemplo. Acho interessante quando as galerias dialogam entre si. Fazer projetos em parceria é bom para podermos consolidar o mercado de arte contemporânea no Recife. Deveria existir esse contato entre nós, já que fazemos um trabalho importante na cidade. Estamos abertos a isso, comenta Lúcia Santos, da Amparo 60.
Caderno C
Os desafios do novo cinema brasileiro
Os Caminhos da reportagem, às 22h, na TV Brasil, entrevista hoje cineastas, críticos e professores de cinema e analisa o sucesso de produções fora do eixo Rio de Janeiro - São Paulo. O programa destaca o cinema de Pernambuco e a produção do primeiro longa-metragem de animação em stop-motion em São Carlos, no interior paulista. Só no primeiro semestre deste ano, mais de 13 milhões de espectadores pagaram para assistir a um filme nacional, um público três vezes maior que o do mesmo período de 2012. Para o mercado cinematográfico, os números confirmam o que já é lugar-comum: a retomada do cinema nacional. Os Caminhos da reportagem conversa com cineastas do porte de Walter Carvalho, diretor de sucessos como Raul Seixas: o início, o fim e o meio e Janela da alma. A atração também encontra uma geração célebre de cineastas pernambucanos como Cláudio Assis, de Amarelo manga e Febre do rato, Marcelo Gomes, de Era uma vez, eu Verônica e Cinema, aspirinas e urubus, e Kleber Mendonça, de O som ao redor. Petra Costa, diretora de Elena, fala sobre o documentário mais visto do ano, com quase 50 mil espectadores. O programa também bate um papo com os diretores José Joffily, Paulo Morelli e João Batista de Andrade e com o crítico Rubens Ewald Filho.
Caderno C
Cinema
Doméstica (BRA, 2012). De Gabriel Mascaro. Com Dilma dos Santos Souza, Flávia Santos Silva, Helena Araújo. Durante uma semana, sete jovens se tornaram cineastas amadores e filmaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. Cinema da Fundação – 14h30. Documentário.
Antes da Meia-Noite (Before midnight, EUA, 2013). De Richard Linklater. Com Julie Delpy, Ethan Hawke. Nove anos após os eventos de Antes do Pôr-do-sol, Jesse e Celine vivem juntos em Paris, ao lado das filhas gêmeas que tiveram. Ele busca sempre manter contato com Hank, o filho adolescente que teve com a ex-esposa e que vive em Chicago com a mãe. Quando o casal resolver ir à Grécia com as filhas, Jesse decide também convidar Hank para a viagem. Cinema da Fundação – 16h10. Drama.
Vida de Casado (Meshi, JAP, 1951). De Mikio Naruse. Com Ken Uehara, Setsuko Hara. Cinema da Fundação – 18h20. Drama.
Nuvens Dispersas (Midare gumo, JAP, 1967). De Mikio Naruse. Com Yuzo Kayama. Cinema da Fundação – 20h20. Drama
:: Folha de Pernambuco
Guia Folha
Roteirão
Cinema
Doméstica / De Gabriel Mascaro. Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. O filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar. Cinema da Fundação: 14h30. Livre.
Antes da Meia-Noite / De Richard Linklater. Com Ethan Hawke e Julie Delpy. O casal Jesse e Celine está em viagem de férias na Grécia. Cinema da Fundação: 16h10.
Retrospectiva Mikio Naruse / Cinema da Fundação – 18h20 Vida de casado / 20h20 Nuvens Dispersas. Ingresso promocional: R$ 1,00.
:: Diário de Pernambuco
Viver
CINEMA BRASILEIRO
Captação é desafio
Os cineastas pernambucanos Cláudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e o paraibano Walter Carvalho são os entrevistados do programa Caminhos da reportagem, exibido às 22h, na TV Brasil. O programa destaca o sucesso de produções nacionais fora do eixo Rio-São Paulo e as dificuldades do cinema brasileiro, sobretudo no tocante à captação de recursos. O programa também bate um papo com os diretores José Joffily, Paulo Morelli e João Batista de Andrade.
Viver
Cinema
Doméstica – Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor do filme. Antes, exibição de Porcos Raivosos. Livre. Cinema da Fundação. 14h30.
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