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12 DE JULHO DE 2013

Publicado: Sexta, 12 de Julho de 2013, 10h43 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 565

Clipagem ASCOM
Recife, 12 de julho de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Vitrine internacional

O segundo fim de semana da mostra comemorativa de 15 anos do Cinema da Fundação traz mais um lote de filmes imperdíveis. A extensa oferta de pré-estreias e exibições especiais têm lotado quase todas as sessões da sala do Derby. Ainda assim muita gente tem ficado do lado de fora. Frustração para uns, êxtase para outros, o clima continua o mesmo até domingo (mas a mostra se estende até a quinta-feira, vale ressaltar). Só na próxima sexta-feira, dia 19, a programação da sala volta no ritmo normal. Nesta sexta-feira (12/07), pelo menos um filme se sobrepõe aos demais. Às 18h30, a sessão-choque é com inédito Na neblina (V tumane, 2012), de Sergei Loznitsa, vencedor do Prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) no Festival de Cannes 2012. Sergei, que já veio ao Recife por duas vezes – e numa delas apresentou o poderoso Minha felicidade (Schastye moe, 2010), volta com o mesmo cinema vigoroso ao acompanhar o destino de Sushenya (Vladimir Svirski). A história se passa em 1942, numa região da União Soviética ocupada pelo Exército alemão. Sushenya, operário de uma estação ferroviária, é acusado de sabotagem. Mas, enquanto outros homens são enforcados, ele é poupado. Apesar disso, a suspeita ainda paira sobre Sushenya, que é capturado por dois soldados russos – seus amigos de infância – e levado para a floresta. Durante uma longa caminhada, com os soldados alemães sempre à espreita, a vingança parece não ter muito sentido. Sushenya, ao contrário de cair vítima dos amigos, toma uma decisão moralmente extremada, sem pensar na esposa e na filha, que lhe esperam em casa. Mais uma vez com a colaboração do diretor fotografia romeno Oleg Mutu, Sergei cria longos planos-sequências em Na neblina, um filme antibélico que transporta o espectador para um cenário de guerra brilhantemente reconstruído. Com 125 minutos de duração e apenas 72 cortes, Sergei imprime um ritmo muito particular a seu segundo longa de ficção. No sábado (13/07), dois filmes inéditos chamam a atenção dos cinéfilos. Um deles é Mekhong Hotel (2012), o último filme do premiado cineasta tailandês Apichatpong Weeresethakul, de Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas (2010). Com uma proposta de cinema livre e experimental, o diretor mistura realidade e ficção de uma maneira radical. Ele se interna em um hotel, às margens de um rio (o Mekhong do título, que separa a Tailândia do Laos), para ensaiar um filme sobre uma mãe vampira e sua filha humana. O outro filme é o badaladíssimo Leviathan (2012), de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel, um documentário sobre pesca industrial no Mar do Norte. Os diretores espalharam câmaras digitais pelo navio, atrelaram outras aos corpos dos pescadores e algumas suspensas em balões. O resultado é algo nunca visto no gênero, o que já rendeu inúmeros prêmios ao filme, inclusive Grande Prêmio do IndieLisboa, no ano passado. É um dos títulos mais esperados da mostra. No domingo (14/07), a vez é da pré-estreia de Doméstica (2012), o sensível documentário de Gabriel Mascaro. A ideia de entregar câmaras a adolescentes para que eles captassem o dia a dia de suas empregadas rendeu um filme socialmente revelador. Para completar o dia, mais dois inéditos: o espanhol Branca de Neve (Blancanieves, 2012), de Pablo Berger, feito imitando a estética do cinema mudo, e o britânico Amor profundo (The deep blue sea, 2012), de Terence Davis, que conta uma história entre amantes conturbados.

 

Caderno C

Antes da meia-noite entra no circuito

Um dos grandes hits da mostra comemorativa de 15 anos do Cinema da Fundação, o longa-metragem Antes da meia-noite (Before midnight, 2013), de Richard Linklater, entra em cartaz na Sessão de Arte do Grupo Severiano Ribeiro/UCI, com exibições no sábado (13/07), domingo (14/07) e terça-feira (16/07) no Kinoplex Plaza (confira os horários no Roteiro). Como muita gente ficou do lado de fora nas duas sessões do Cinema da Fundação, a oportunidade surge em boa hora. Afinal este terceiro capítulo da história de Jesse (Ethan Hawke) e Céline (Julie Delpy) é uma verdadeira surpresa. E, mais importante, é um segmento lógico e mais realista em relação a Antes do amanhecer (Before sunrise, 1994) e Antes do pôr-do-sol (Before sunset, 2004), em que os personagens ainda estavam na maior paquera. Em Antes da meia-noite, a história do casal dá um pulo de nove anos e encontramos Jesse e Céline em uma outra vibe: agora eles são pais de gêmeas e a paixão, apesar do gosto pela conversa continuar o mesmo, parece arrefecer com o passar do tempo. Dessa vez o cenário em que eles se encontram é uma paradisíaca cidadezinha grega. Jesse foi convidado para passar as férias com a família, além do filho mais velho, Hank (Seamus Davey-Fitzpatrick), fruto do primeiro casamento. Mais dos que os filmes anteriores, Richard Linklater escolheu uma estrutura extremamente econômica para acompanhar os percalços verbais de seus personagens. Basicamente, são quatro segmentos, sendo que o primeiro é um prólogo em que Jesse acompanha Hank até o aeroporto em seu último dia de férias. Gradativamente, os encontros vão se tornando cada vez mais tensos entre o casal. Depois de um longo bate-papo dentro de um carro, quando voltam do aeroporto para a casa onde estão hospedados, eles retomam as conversas durante um almoço com os anfitriões. A conversa divertida, no entanto, explode em uma DR (discussão de relação) que faz o casal repensar o longo envolvimento, que fica abalado quando Jesse dá a entender que quer se mudar para os Estados Unidos para ficar mais próximo do filho, o que pode, segundo Céline, atrapalhar a carreira dela em Paris. A partir dessa discórdia eles entram em uma longa discussão, apesar de estarem em uma suíte de hotel onde deveriam passar uma noite romântica. Na verdade, o que está em jogo, percebemos nas entrelinhas, é um medo universal que homens e mulheres sentem entre os 35 e 40 anos, a faixa de idade deles. Em uma de suas frases mais ácidas, Céline diz que a única vantagem que uma mulher de 35 anos tem é a possibilidade menor de ser estuprada. Os diálogos bem burilados e a química entre Ethan Hawke e Julie Delpy continuam tão frescos como no primeiro encontro deles em Viena.

 

Caderno C

Cinema

O País do Desejo (BRA, 2012). De Paulo Caldas. Com Maria Padilha, Fábio Assumpção. José é um padre progressistas que vê sua fé abalada pela excomunhão da mãe e médico que abortaram gravidez em menina de 11 anos, violada pelo tio. Cinema da Fundação – 16h40. Drama. 16 anos.

Deixe as Luzes Acesas (Keep the lights on, EUA, 2012). De Ira Sachs. Com Thure Lindhardt, Zachary Booth. Em Nova York, um jovem cineasta relaciona-se com um advogado que ainda linda complicadamente com o fato de ser gay. Cinema da Fundação – 21h. 18 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

FUNDAÇÃO

Sala Cristina Tavares volta a funcionar

Conteúdo indisponível no site.

 

Programa

Cinema

O País do Desejo / Cinema da Fundação: 16h40. 16 anos

Na Neblina / Cinema da Fundação: 18h30. 12 anos.

Juan de Los Muertos / Cinema da Fundação: 21h. 16 anos

 

:: Diário de Pernambuco

Vida Urbana

Civilização do açúcar revisitada

Passeio turístico gratuito aborda influência da cultura na formação da identidade pernambucana

Várzea, Casa Forte, Madalena, Cordeiro, Engenho do Meio… Todos estes bairros se formaram em áreas onde era produzida a cana-de-açúcar. As terras férteis e a água abundante favoreciam o cultivo, introduzido em Pernambuco a partir da chegada do capitão-donatário português Duarte Coelho Pereira, em 1535. A monocultura também teve papel fundamental na formação da nossa identidade, a ponto de o sociólogo Gilberto Freyre dizer que “sem açúcar não se compreende o homem do Nordeste”. A influência e o legado dessa atividade serão tema do passeio que se realizará amanhã e no próximo sábado, no Projeto Sensibilização Turística, da Prefeitura do Recife. O tour gratuito, que será feito em um ônibus com ar-condicionado, vai incluir visitas à Fundação Gilberto Freyre e ao Museu do Homem do Nordeste. Cada passeio tem 50 vagas e as inscrições devem ser feitas só hoje, a partir das 8h. A saída será às 13h45 na Praça do Arsenal, no Recife Antigo. O chefe do projeto, Bruno Silva, explica que o tema será apresentado em três momentos. Primeiro, os participantes visitarão o Museu do Homem do Nordeste , em Casa Forte, para entender o contexto socioeconômico da época. “Também vão poder ver os materiais que os escravos usavam para fazer o caldo do açúcar, além de saber mais sobre o surgimento das culturas locais, originadas da miscigenação entre índios, negros e brancos”, afirmou. Depois, o grupo irá à Fundação Gilberto Freyre, em Apipucos. Lá, serão abordadas a vida do intelectual e seu livro Açúcar, publicado pela primeira vez em 1939, que conta a história do Brasil em meio a receitas de bolos e doces. Por fim, os participantes assistirão a um documentário sobre a civilização do açúcar. Este é o quinto tema do projeto, que já abordou as influências judaica, inglesa e holandesa na cidade, além das obras de Cícero Dias e as praças Burle Marx.

Serviço

Passeio turístico “O Recife e a Civilização do açúcar”
Onde: saída na Praça do Arsenal, no Recife Antigo
Quando: Amanhã e no próximo sábado, 21 de julho.
Para participar, é necessário um agendamento prévio, que somente será feito na sexta-feira (12), a partir das 8h, pelo telefone 3355-8605.

 

Viver

REABERTURA

Tem de tudo na fundação

Hoje, a programação de reabertura do cinema da Fundaj traz um filme cubano sobre zumbis (Juan de los muertos), um melodrama pernambucano (O país do desejo) e um suspense psicológico ambientado na Bielorússia na Segunda Guerra Mundial (Na neblina, do premiado diretor ucraniano Sergei Loznitsa. Amanhã, os destaques são Mekhong Hotel (de Apichatpong Weerasethakul, tailandês vencedor de Cannes) e Leviathan.

 

Viver

Cinema

O país do desejo – A história de José, padre progressista que vê sua fé abalada pela excomunhão da mãe e médico que abortaram gravidez em menina de 11 anos. Cinema da Fundação. 16h40 (sex).

Na neblina – Drama de guerra sobre nazistas e guerrilheiros nas florestas de Belarus, em 1942, onde um homem, injustamente acusado de colaborar com os alemães, terá de enfrentar um dilema moral. Cinema da Fundação. 18h30 (sex).

Juan de Los Muertos – Um filme de zumbi na ilha de Cuba. O governo informa que os mortos-vivos são opositores do regime. Cinema da Fundação. 21h (sex).

Mekhong Hotel – Num hotel, na beira do rio Mekhong, na Tailândia, um cineasta tenta captar um certo estado do espírito com música, a paisagem e a relação entre uma Mãe e uma Filha que podem ser vampiras, com sede de carne e sangue. Cinema da Fundação. 16h10 (sab).

A caverna dos sonhos perdidos – O grande cineasta alemão Werner Herzog experimenta a linguagem do 3D para registrar as cavernas de Chauvet, na França, onde as paredes guardam em relevos fascinantes os desenhos mais antigos de toda a humanidade. Cinema da Fundação (3D). 17h40 (sab).

Frances Ha – Crônica nova-iorquina sobre uma mulher de 27 anos que precisa entender que amadurecer é especialmente difícil quando, de fato, você já é uma adulta. Cinema da Fundação. 19h50 (sab).

Leviathan – A bordo de um barco pesqueiro na costa norte-americana, no Atlântico Norte. Sem diálogos, poucas vezes ficou tão clara a idéia de cadeia alimentar. Cinema da Fundação. 21h30 (sab), 18h40 (qua).

Branca de Neve – Nova interpretação da história de Branca de Neve, ambientada na Sevilla, Espanha, dos anos 20, e tendo como personagem principal uma jovem e bela toreadora. Em cinema mudo, com música, tela no formato antigo e preto e branco. Cinema da Fundação. 16h (dom). 15h30 (qui).

Doméstica – Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Cinema da Fundação. 18h10 (dom).

Amor profundo – A esposa de um juiz do Estado, muito importante e influente, vive um casamento com afeto, mas morno. Cinema da Fundação. 20h30 (dom).

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