02 DE JULHO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 02 de julho de 2013
:: Jornal do Commercio
Capa Dois
Fundaj entra na modernidade
O Cinema da Fundação está completando 15 anos com equipamento moderno, que possibilita a exibição de filmes em terceira dimensão.
Caderno C
Lar dos cinéfilos entra na era 3D
Na quinta-feira, o Cinema da Fundação comemora 15 anos de vida com estréia do projetor digital Barco 4k e de um novo processador de som 7.1 da Dolby
"Há 15 anos eu trabalhava como crítico de cinema do Jornal do Commercio e fui fazer o que você está fazendo agora. Silvana Meireles, diretora da Fundação Joaquim Nabuco, iria dar uma entrevista sobre o estabelecimento de uma política de programação para o Cinema da Fundação. No meio da conversa, ela perguntou se eu tinha interesse. Só consegui dizer: 'Eu?'". É assim, ainda hoje surpreso, que o crítico e cineasta Kleber Mendonça Filho, 44 anos, relembra como iniciou seu trabalho na Coordenação do Cinema da Fundação.
Na próxima quinta-feira, Kleber vai iniciar uma segunda revolução em seu trabalho curatorial, que se tornou uma referência nacional não só pelo zelo com que trata os filmes, mas igualmente pela maneira adequada e respeitosa como eles são exibidos. A estreia do longa-metragem Bling Ring: A gangue de Hollywood, de Sofia Coppola, às 20h, dará largada na era da exibição em alta definição do Cinema da Fundação. A programação completa será revelada nesta terça-feira (02/04), às 10h30, na Fundaj, no Derby, durante uma entrevista coletiva. Além da lista de 30 filmes - entre estrangeiros inéditos, da safra mais recente da produção pernambucana e até clássicos do cinema, que vão dominar a programação pelos próximos 15 dias -, Kleber também vai mostrar aos jornalistas o mais novo orgulho do Cinema da Fundação: o complexo formado pelo projetor digital Barco DP4K-23B e o processador Dolby 650. Juntos, o equipamento eleva a qualidade da sala a um novo paradigma de exibição digital no Brasil, que só encontra paralelo no CineSesc da Rua Augusta, em São Paulo. Como os cinemas dos shoppings, o cinema da Fundaj agora também está apto para exibir filmes em 3D.
Novos Formatos
A partir de agora, a cabine de projeção conta com equipamentos para lidar com cinco formatos diferentes de exibição: 35mm, DCP, Auwe (ex-Rain, o primeiro servidor digital brasileiro), RNP (servidor da Rede Nacional de Pesquisa, da qual a Fundaj faz parte) e Blu-ray. Eu não quero nunca passar a semana inteira exibindo Blu-ray, mas pela qualidade dele é possível fazer exibições pontuais. Eu testei com Apocalipse Now e é assustador. Exibido corretamente sem mostrar o menu do disco não dá para dizer se é Blu-ray ou DCP. Além disso, o som também é 7.1, explica Kleber. Desde o ano passado excursionando com o premiado O som ao redor, seu primeiro longa de ficção, Kleber pôde ver de perto o estado da exibição digital em várias partes do mundo. O mais incrível é que é a mesma superprojeção que temos aqui. É só uma questão de tecnologia. O Barco é um projetor de 23 ANSI Lumens, com 4K de resolução, e está equipado com o player Doremi, um dos três mais importantes do mundo. Acho fantástico o fato de uma sala pública está com um equipamento desses, avalia Kleber. Para chegar a essa configuração, a Fundação Joaquim Nabuco investiu R$ 700 mil reais. Essa reequipagem não poderia ser possível sem a participação de Silvana Meireles, que voltou à Fundaj em 2011. Desde o primeiro papel enviado com o projeto até agora, foram um ano e noves meses de luta contra a burocracia. Mas não é só a burocracia que é complicada. A tecnologia é tão mutante que foi preciso nos informar 10 vezes para entender qual o caminho que estávamos tomando. Não podíamos tomar a decisão errada. Afinal, estamos lidando com dinheiro público, ressalta, com zelo. Ao longa desses 15 anos, uma das maiores preocupações de Kleber foi oferecer uma experiência satisfatória para o espectador do Cinema da Fundação. Para ele, a parte técnica é essencial para uma boa programação. Eu acho que muita gente não espera isso de uma sala pública. Por outro lado, você espera encontrar isso numa sala comercial, aqui no Brasil, e lá não tem isso na maior parte das vezes. Há pouco, eu vi Evil Dead, numa típica sala de shopping, em Los Angeles, e até os trailers me davam vontade de assistir aos filmes, compara. A modernidade da projeção digital é uma das mais mudanças mais fortes que cinema esta passando. É impressionante, se anima Kleber, você chega da rua com um pen drive e roda o seu filme por meio de uma porta USB. Com o Cinema da Fundação entrando numa nova fase, o próprio de Kleber vai se dedicar também à curadoria das duas do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza. Estamos esperando a atualização das salas, que também vão contar com projetores Barco, para iniciar a programação, adianta.
Saiba mais
61 mil
Espectadores marcaram ponto no Cinema da Fundação em 2012. Esta média de público se mantém inalterada há 4 anos
8.860
Espectadores fazem de O som ao redor, de Kleber Mendonça do Filho, o filme recordista de bilheteria da sala
À frente
Bling ring – A gangue de Hollywood, de Sofia Coppola, ganha pré-estreia nacional
Primeiro 3D
A caverna dos sonhos perdidos, de Werner Herzog, marca a estreia do formato 3D na sala
Panasonic
O primeiro projetor será usado pontualmente para sessões alternativas em DVD
Celebs USA
Assista ao trailer de Bling ring – a gangue de Hollywood no site www.jconline.com.br/cultura
:: Folha de Pernambuco
Foco
Colunas
Mascaro e Pontual
Gabriel Mascaro vai exibir seu filme mais recente, “Domésticas”, na mostra de 15 anos do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, neste mês. Depois da sessão, ele debate a obra. Adelina Pontual também foi beneficiada pela mostra. Seu “Rio Doce – CDU” vai ser exibido pelo equipamento novo da sala de cinema. Igual a Mascaro, a cineasta vai discutir sobre a produção.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Uma ajuda à preservação
Historiador está em Pernambuco para viabilizar reforma em biblioteca dos Estados Unidos
A biblioteca com o terceiro maior acervo do mundo sobre o Brasil, a Oliveira Lima, nos Estados Unidos, busca ajuda para colocar em prática um projeto de expansão orçado em US$ 10 milhões. O historiador e diretor da instituição, Thomas Cohen, está no Recife para captar recursos com apoio de instituições como a Academia Pernambucana de Letras e a Fundação Joaquim Nabuco. O norte-americano pretende criar o Centro Cultural Brasileiro, localizado na sede da Universidade Católica da América, em Washington.
O acervo é composto por coleções de documentos, livros, manuscritos, panfletos, mapas, fotografias e obras de arte que datam do período colonial até a década de 1930. Parte desse material é sobre Pernambuco. Com a mudança, a biblioteca vai ocupar uma sala de 450 metros quadrados, no primeiro andar da universidade, onde também serão criados um museu e um centro de estudos brasileiros.
“A cultura brasileira desperta cada vez mais o interesse nos norte-americanos. Com a criação de um espaço como esse, a relação ficará mais próxima. Isso poderá trazer bons resultados para ambos os países”, comenta Thomas Cohen. Segundo o historiador, também há a intenção de disponibilizar o acervo online. “Isso iria aproximar o público pernambucano do vasto material da biblioteca”.
Ainda segundo o diretor da Biblioteca Oliveira Lima, o centro de estudos brasileiros será aberto a pesquisadores e bibliotecários e há a possibilidade de a biblioteca oferecer bolsas de estudos para alunos brasileiros de graduação e pós-graduação. “A biblioteca e o museu vão ficar à disposição de pesquisadores e do público em geral. É um projeto único que irá disponibilizar mais de 60 mil itens”. A previsão é inaugurar em 2015.
Saiba mais
O acervo da biblioteca norte-americana foi coletado ao longo de quatro décadas pelo historiador, crítico literário e diplomata pernambucano Manoel de Oliveira Lima (1867-1928). Entre as obras de maior destaque está uma paisagem de Pernambuco pintada pelo holandês Frans Post (1612-1680), tela que está emprestada à National Gallery Art, também em Washington. Constam também mais de 200 mil páginas de correspondências de Oliveira Lima com personalidades como Euclides da Cunha, Rui Barbosa, Gilberto Freyre, Machado de Assis e Joaquim Nabuco. Ele escrevia ao menos 15 cartas por dia.
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