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01 DE JULHO DE 2013

Publicado: Segunda, 01 de Julho de 2013, 10h37 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 739

Clipagem ASCOM
Recife, 01 de julho de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Cia. Angu de Teatro reedita o repertório

Ao celebrar 10 anos de fundação, grupo revisita espetáculos que mudaram rumos do teatro pernambucano

Há dez anos, João Lima, aluno no extinto curso de formação de atores da Fundação Joaquim Nabuco, deu um exemplar de Angu de sangue ao colega André Brasileiro. O ator embriagou-se com o discurso e a oralidade do livro responsável por ovacionar Marcelino Freire como um dos ventos de renovação do conto brasileiro. “Aquilo era teatro puro. Não precisava tirar nem uma vírgula”, lembra Brasileiro que, imediatamente, levou o livro para o professor e diretor Marcondes Lima. De fato, nem uma vírgula foi tirada. “Usamos o texto na íntegra, tal e qual”, lembra André, sobre as narrativas curtas com personagens mais ou menos arquetípicos das margens da sociedade brasileira. Encenado no palco do teatro Apolo, Angu de sangue não marcava apenas o título de um dos espetáculos fundamentais do teatro pernambucano no início dos anos 2000, mas o ponto inicial de uma das mais profícuas companhias de repertório na cena local. Desde aquela estreia, dezenas de prêmios, turnês regionais e nacionais, quatro espetáculos de sucesso no currículo, a Companhia Angu completa uma década de atividade. Uma comemoração, claro, com celebração. Em outubro, Angu de sangue volta para uma temporada no Teatro Eva Hertz, no RioMar Shopping. No elenco, o próprio André, Ivo Barreto, Fábio Caio, Hermila Guedes e Ceronha Pontes substituindo Gheuza Senna. Ano que vem, estão certas as reestreias de Rasif, Ópera e Essa febre que não passa. Ou seja, uma retrospectiva de todas as montagens dentro da premissa existencial da companhia: levar à cena autores pernambucanos contemporâneos. “Começamos e temos continuado a trabalhar assim. Até porque, há grandes autores pernambucanos, vários ainda não levados ao palco”, diz Brasileiro. “Mas isso não é uma camisa de força. Podemos também recorrer a autores latino-americanos ou de qualquer época e lugar, se desejarmos”, continua. A despeito das temáticas, as montagens do Angu guardam características essenciais. Entre eles, a pós-dramaturgia, a transposição da literatura feita para o livro na direção do palco. “Trabalhamos com a construção da dramaturgia. Assim, com os acréscimos, a dramaturgia acaba sendo maior do que a literatura”, comenta o diretor Marcondes Lima. Outras características pontuam o grupo: a constância de recursos como videoarte, música e elementos da dança incorporados à movimentação cênica. Há sempre a disposição de encampar discussões bem delineadas em cada espetáculo. Se Angu de sangue dá conta do esgarçamento do tecido social,  Ópera, noutro momento, lançou mão de linguagens do rádio, das novelas brasileiras dos anos 1980, das fotonovelas e da ópera popular para discutir homoerotismo, homoafetividade e demais rubricas da tão falada diversidade sexual neste começo de século. No espetáculo, os atores Tato Medinni e Arilson Lopes protagonizam uma cena antológica, estruturada como radionovela, sobre o desespero classe média de uma família ao constatar a homossexualidade do cachorrinho do lar. É riso farto, com reflexão idem. A montagem original é de 2007. Um dos mais celebrados dramaturgos de sua geração no Brasil, o pernambucano radicado em São Paulo Newton Moreno ofereceu o texto para a Angu. Dono de alguns Shell, Moreno é responsável por sucessos do teatro nacional recente como Rainha do caritó, com Lilian Cabral, e As centenárias, com Andrea Beltrão e Marieta Severo. Em 2009, Marcelino voltou a alimentar o grupo com sua escrita. Os doze contos de Rasif – Mar que arrebenta serviram de base para o espetáculo homônimo. Mais uma vez, versando sobre a sociedade brasileira. “Foi praticamente simultâneo, Marcelino ia escrevendo os contos e nos mandando. O livro foi lançado apenas uma semana depois da estreia da peça”, lembra o produtor Tadeu Gondim. Dois anos depois, foi a vez de os afiados contos da jornalista Luce Pereira ganharem adaptação em Essa febre que não passa. Cinco contos sobre o que se convencionou chamar de universo feminino tratam de perdas e ganhos emocionais com um elenco também exclusivamente feminino: Ceronha Pontes, Hilda Torres, Márcia Cruz, Mayra Waquim, Nínive Caldas, Hermila Guedes e Lili Rocha. “Todas nós nos identificamos muito com as mulheres dos contos de Luce. Todas as atrizes, com suas bagagens pessoais e familiares, suas memórias afetivas, fomos construindo o espetáculo”, diz Hermila, que estará recém-saída da atual gravidez quando voltar, em outubro, a integrar o elenco de Angu. Musa de primeira hora do cinema contemporâneo pernambucano, Hermila confirma a dinâmica do grupo. “Tivemos um processo de construir juntos. Inclusive, sentamos, todos juntos, para escolher os contos. Todas as atrizes viveram e vivenciaram todas as personagens. Nós costuramos o espetáculo de uma maneira bem artesanal”, diz ela que, nestes dez anos, alternou a participação no grupo com atuações em filmes e novelas. “Quando volto, sou acolhida da mesma maneira. Nunca me sinto fora do ninho”. “Todos os atores fazem sempre todos os personagens antes de definirmos como será o espetáculo. Não tem aquela coisa de o diretor impor marcas. É sempre um processo coletivo”, continua o diretor Marcondes Lima, um dos importantes caroços desse angu de tantos deles.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Câmara Clara

Fundaj reabre

Será no Recife, e não em São Paulo ou Rio de Janeiro, ou em qualquer outra praça do Brasil, que o novo filme de Sofia Copolla - “Bling Ring: A Guange de Hollywood” (foto) - será visto pela primeira vez no País. A premiere acontece mais precisamente no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, próxima sexta-feira, quando a sala reabre, após dois meses em reforma, para receber o novo projetor digital Barco, com tecnologia DCP e qualidade de resolução 4K, além de novo sistema de som. “Bling Ring” foi lançado mundialmente em maio, na mostra Un Certain Regar, do Festival de Cannes. No Brasil, a data de estreia é em agosto. O Recife verá antes. A história apresenta um grupo real de adolescentes que se especializaram em cometer pequenos assaltos em casas de celebridades, como as de Paris Hilton e Orlando Bloom. A produção e roteiro também são de Sofia Copolla. No elenco temos Emma Watson, Kirsten Dunst, Leslie Mann, Taissa Farmiga. “Bling Ring” não estreia agora na Fundaj, mas apenas chega abrindo uma mostra que comemora os 15 anos de funcionamento da sala na Cidade. Nela, serão exibidos mais de 30 filmes em duas semanas. Testes já feitos, mostram que o frequentador irá encontrar uma sala com calibração de som e imagem perfeitas. A imersão nestes dois aspectos técnicos será como nunca antes aconteceu na sala do Derby.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

FUNDAJ

Maratona para os cinéfilos

O Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby, reabre nesta quinta-feira com a primeira exibição no Brasil de The Bling Ring - novo longa de Sofia Coppola, que abriu a mostra Um certo olhar do último Festival de Cannes. A sala volta às atividades com Projetor 4K, sistema de som digital 7.1 totalmente novo e projeção DCP e 3D, além do já conhecido 35mm, agora com Dolby Digital. 
The Bling Ring abre uma programação especial preparada pela Fundaj para comemorar seus 15 anos de atividades no Derby. Entre 5 e 18 de julho, o público cinéfilo poderá ver cerca de 30 filmes. Entre os mais esperados, Era uma vez na Anatólia, longa turco de Nuri Bilge Ceylan, Grand Prix do Festival de Cannes de 2011. Além dele, Juan de los muertos, que mostra zumbis invadindo a ilha de Cuba.

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