30 DE JUNHO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 30 de junho de 2013
:: Jornal do Commercio
BLOG SOCIAL1
O Melhor Local para Ler um Livro
Quem precisa pesquisar, estudar ou simplesmente procura por locais sossegados para ler um livro pode contar com as duas bibliotecas da Fundação Joaquim Nabuco, nos bairros de Apipucos e Derby, Zona Norte do Recife. Climatizadas e equipadas com computadores para os visitantes, possibilitam ainda o acesso ao Portal Pesquisa Escolar, a maior base de dados 100% confiável da internet, alimentada com informações extraídas do Acervo da Fundaj sob a supervisão de bibliotecárias e pesquisadores da instituição. O Portal Pesquisa Escolar já registrou 20 milhões de acessos e traz informações sobre muitos assuntos ligados à Região Nordeste. Cada texto vem acompanhado por uma bibliografia das fontes consultadas, para que o estudante possa se aprofundar no conteúdo, caso deseje.
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:: Folha de Pernambuco
Não houve noticias sobre a Fundaj.
:: Diário de Pernambuco
Vida Urbana
A resistência dos engraxates
Esvaziamento do Centro do Recife reduziu a clientela e o faturamento
Sentado num tamborete sob a sombra de um guarda-sol vermelho já desbotado, João Maurício de Aguiar, 78 anos, olha o movimento da rua. As mãos sujas de graxa aparam o rosto bem conservado para a idade. A cadeira à sua frente fincada em uma das pilastras do edifício Edvaldo dos Santos Reinaldo, na Avenida Guararapes, Centro do Recife, estava vazia. Ao lado, revistas pornôs. “Um chamariz para os clientes”, diz. Assim são todos os dias. Numa experiência de mais de 60 anos como engraxate, as gírias da profissão saem quase sem perceber. “Varia muito, mas descolo dois, cinco, e, nos dias de sorte, até dez clientes por dia. Antes os engraxates não paravam a mão”. Assim como João Maurício, cerca de dez profissionais ainda resistem às dificuldades e à “invisibilidade”, permanecendo no que um dia foi reduto desses profissionais. Sebastião Francisco dos Santos, 58 anos, não sabe ler ou escrever. O fato de nunca ter escrito nem o próprio nome, entretanto, não o entristece. Para ele, ser engraxate é suficiente. “Trabalho com isso há mais 40 anos. Adoro minha profissão”. Há 10 anos, Sebastião teve oportunidade de mudar de vida, mas rejeitou e preferiu continuar abrilhantando os poucos pares de sapato que aparecem no dia. “Menos de uma dúzia”, assegura. Há 48 anos Severino Alves de Oliveira, 67, também segue no ofício. “Eu passava e achava bonito vê-los batendo escova. Comecei a ajudar meu tio e me tornei um engraxate”, conta. Naquela época, Severino recebia 30 clientes por dia. “Hoje atendo cinco, no máximo. Tem dias que volto para casa com R$ 8. De acordo com o historiador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Leonardo Dantas, na década de 1950 a Avenida Guararapes, bairro de Santo Antônio, era o centro pulsante da cidade. Lá estavam grandes empresas como Varig, Correios e Telégrafos, Caixa Econômica Federal, bares como o Savoy e o cinema Trianon. Tudo isso contribuiu para a instalação de um cinturão de engraxates na via. “Todo final de tarde, homens de paletó, gravata e sapatos de couro pegavam o jornal e sentavam para engraxar o sapato, descreve Dantas. Ele lembra que, além de a via ter se esvaziado, são poucos os que usam sapato de couro para ir ao Centro.
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