20 DE JUNHO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 20 de junho de 2013
:: Jornal do Commercio
Caderno C
Seminário põe em debate a moda em Pernambuco
A moda e suas significações culturais, sociais e econômicas inerentes aos contextos históricos. Esses são os temas do Seminário Moda em Movimento, que acontece hoje, das 8h às 18h, no Centro do Artesanato de Pernambuco. O evento conta com palestras de nomes como Germana Uchoa, criadora da Garimpo, a designer e figurinista Bárbara Cunha, a criadora de moda e figurinista Celinha do Cariri, e Fátima Quintas, antropóloga e pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco.
Seminário Moda em Movimento - hoje, das 8h às 18h, no Centro do Artesanato de Pernambuco (Marco Zero, Bairro do Recife). Inscrições: 2101-8432 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
:: Folha de Pernambuco
Programa
Ex-jogador do Íbis é destaque no CINEfoot
Há 38 anos, a estrela hollywoodiana Warren Beatty tinha fama e beleza e encenou o divertido filme “Shampoo”, no qual interpretava um cabeleireiro que se passava por homossexual na sociedade, mas na verdade era um paquerador inveterado de suas clientes. No Recife, um outro cabeleireiro chamado Shampoo também chamou a atenção na tela do cinema. Foi em 2005 quando surgiu o documentário “Mauro Shampoo - Jogador, Cabeleireiro e Homem”, de Leonardo Cunha Lima, Paulo Henrique Fontenelle, que o CINEfoot Tour 2013 exibe hoje às 19h30. Neste último dia da mostra, Mauro Shampoo encerra as homenagens ligadas à personalidades do cinema e futebol. Ex-jogador do Íbis, onde atuou por dez anos, Shampoo depois seguir a carreira de cabeleireiro, na qual atua até hoje. O filme tornou-se um sucesso, tendo circulado por diversos festivais, inclusive no exterior. Além do documentário, a programação de hoje apresenta “Porque Há Coisas que Nunca São Esquecidas” (2008), de Lucas Figueroa, sobre o desdobramento de um bate-bola na rua, na Nápoles de 1950. A noite fecha com o longa-metragem “Memória de Chumbo: O futebol nos Tempos do Condor, do carioca Lúcio de Castro (2012).
Saiba mais
EXPLOITATION
Às 19h de hoje a mostra que foca na produção de filmes B exibe o hardcore “Banquete de Sangue”, de Herschell Gordon Lewis. Com cenas de violência explícita é o primeiro filme “Gore” da história, repleto de inépcia, imaginação, diálogos hilariantes, péssimas atuações e muita, mas muita cara de pau. Haverá também a sessão de um filme (nacional) surpresa. A sessão acontece na Sala João Cardoso Ayres, da Fundação Joaquim Nabuco, Rua Henrique Dias, 609. Sessão é gratuita mediante lotação da sala (50 lugares).
Serviço
CINEfoot TOUR 2013 - Recife Hoje, às 19h30 Cinema São Luiz (Rua da Aurora 175 - Boa Vista) Entrada Franca (Sujeita à lotação. Ingressos serão distribuídos 1 hora antes do início de cada sessão). Classificação: Livre
Brasil
Para ex-presos de 1968, falta foco nos protestos
Segundo eles, manifestantes possuem pauta esparsa, mas têm grande potencial de mobilização
“Para as tradicionais instâncias partidárias, o que está acontecendo no Brasil é estranho, é alienígena. É Marte!”. A frase do ex-preso político Chico de Assis dá uma proporção da surpresa com que as recentes manifestações atingiram os partidos e analistas políticos brasileiros, que ainda tentam entender o processo que se iniciou na cidade de São Paulo e se espalhou pelo País. Um dos motivos que quebram a cabeça de alguns é a ausência de um foco nas demandas apresentadas pelos integrantes do protesto. Para se ter uma ideia, na página do Facebook que congrega os participantes do ato de hoje, no Recife, uma enquete que pergunta qual a principal reivindicação do movimento apresenta nada menos que 98 alternativas. A Folha procurou pessoas que participaram de movimentações sociais em momentos-chave da nossa história para entender como eles veem os manifestantes e suas demandas. Chico de Assis, pernambucano que participou da luta contra o regime militar e por ele foi preso, se diz surpreendido positivamente pelas manifestações. Para ele, as demandas difusas podem ser uma dificuldade a ser vencida pelo movimento, mas fazem parte da sua própria característica. “Agora, pode até ser benéfico. Essas manifestações não são produtos de um trabalho de organização, de um núcleo condutor. Elas colocaram os partidos à margem do processo, e estes estão se dando conta de como se distanciaram do processo social. Isso inclui todas as legendas, de Governo ou oposição”, avalia. Fundador do PCBR, em1968, o jornalista Marcelo Mário Melo, que garante presença no ato de hoje, no Recife, atribui a falta de foco ao “sabor de espontaneidade” de uma nova referência na manifestação das bases sociais. “Trata-se de um grande aprendizado. Todo esse movimento mostra que existe um enorme potencial de mobilização na sociedade e que a forma como os ‘acionistas majoritários do movimento popular’ têm atuado não atende a essa expectativa. Acredito que ao longo do tempo isso ganhe corpo em torno de grandes objetivos, de grandes reformas sociais”, prevê. “O movimento que eu ajudei a organizar, entre 1966 e 1968, influenciado por uma vanguarda política, queria mudar o mundo. Estas manifestações de agora têm a perspectiva de mudar o cotidiano, o amanhã das pessoas”, diferencia o sociólogo José Arlindo Soares. Ele destaca que os protestos representam o acúmulo de diversas tensões urbanas, que se acumularam ao longo de anos e que explodiram sob o gatilho da questão do transporte, que atinge de alguma forma a grande maioria da população. O advogado Aton Fon Filho, ex-integrante da Aliança Libertadora Nacional (ALN), olha com desconfiança para as “causas genéricas” que se inseriram na pauta e identifica nelas uma “janela” para um ataque ao Governo Federal. “Quem não é ‘contra a corrupção’? Como se conclui que a corrupção foi vencida? A resposta que eles não dizem abertamente é: quando se derruba o Governo”, exemplifica.
:: Diário de Pernambuco
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