Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

11 DE JUNHO DE 2013

Publicado: Terça, 11 de Junho de 2013, 11h28 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 884

Clipagem ASCOM
Recife, 11 de junho de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Cidades

Museu corre risco de perder o acervo

Inaugurado em 29 de junho de 2003, quase dez anos atrás, o Museu do Pescador da Vila de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho, Sul do Grande Recife, passou metade desse tempo fechado à visitação pública. De acordo com moradores e guias turísticos, a casa de número 60, na principal rua da vila, não recebe visitantes há uns cinco anos. O acervo de fotografias, painéis com receitas da culinária litorânea, acessórios da pesca artesanal como samburá e redes correm o risco de desaparecer. O museu está desativado e a casa, cheia de morcego, tem até buracos na janela. Tudo está se estragando, os visitantes ficam chateados quando chegam e não podem entrar. O lugar continua sendo procurado, até os dias de hoje, comenta Elide Maria da Silva Santana, moradora da Vila de Nazaré e vizinha do museu. Segundo ela, as atividades foram suspensas porque o contrato do guia que abria a casa e monitorava as visitas expirou e não foi renovado pelo município. A proposta da prefeitura, em 2003, era criar um espaço de referência histórica e cultural sobre a atividade da pesca artesanal na região. Parte do acervo é doação de pescadores da Colônia Z-8, de Gaibu, uma das praias do Cabo de Santo Agostinho. Fotografias antigas, para compor painéis, foram cedidas pela Fundação Joaquim Nabuco. A casa escolhida para abrigar o museu é de alvenaria, taipa e pedra, tem uma porta lateral e quatro janelas na fachada, com piso de tijolo manual. É uma construção antiga, reformada em 1938, de acordo com a proprietária, Oneida Tibúrcio de Lemos. Professora aposentada, ela alugou o imóvel à prefeitura. No começo, recebia o dinheiro todo mês. Mas deixaram de pagar e não cuidam mais da casa, que está se deteriorando. Pedi o imóvel de volta, inteiro como entreguei, e quero os alugueis atrasados. Não pretendo recorrer à Justiça, espero resolver de forma amigável, declara. O Museu do Pescador fazia parte dos pontos de visitação turística da vila, com a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as ruínas do Convento Carmelita, construído de 1692 a 1731, e dois antigos faróis. A igreja, no ponto mais alto do Cabo, já existia no fim do século 16 e servia de referência a navegadores. Os sinos originais, de 1679, continuam em uso. Houve uma tentativa de levar o museu para Suape. Porém, o local escolhido era o campo de futebol da comunidade e o povo não permitiu, recorda Oneida. O desenvolvimento está acabando com a atividade pesqueira no Cabo. Hoje só resta a história, contada no museu, essa situação é lamentável, reforça. Procurada para falar sobre o assunto, a prefeitura limitou-se a enviar uma nota dizendo que pretende construir um novo espaço para o museu e restaurar o acervo no segundo semestre deste ano.

 

:: Folha de Pernambuco

Não houve noticias sobre a Fundaj.

 

:: Diário de Pernambuco

Não houve noticias sobre há Fundaj.

 

Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.