22 DE MAIO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 22 de maio de 2013
:: Jornal do Commercio
Dia a Dia
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Frei Betto lança hoje, às 19h30, os livros Aldeia do Silêncio e O que a vida me ensinou no Museu do Homem do Nordeste, dentro do projeto Minas-Pernambuco, da Fiat.
Caderno C
Frei Betto medita em meio ao burburinho
O silêncio pode ser tão comunicativo quando a palavra. Na verdade, para o teólogo e escritor mineiro Frei Betto, é ele que resgata o poder da linguagem, mero amontoado de sílabas que dizem quase nada na nossa atual sociedade da ultrainformação. O autor, convidado do projeto Minas – Pernambuco desta quarta (22/5) faz uma palestra e lança dois livros no Museu do Homem do Nordeste, às 19h30. A entrada é gratuita. Uma das obras que serão autografadas por aqui é Aldeia do silêncio (Rocco, 192 páginas, R$ 25). O livro surgiu em 2011, fruto do incômodo do teólogo com a hiperconectividade. “Um dia, entrei em um restaurante e vi uma mesa com cinco pessoas, todas elas mexendo no aparelho celular, sem falar com as outras. Há um esgarçamento da nossa subjetividade nisso”, aponta o frei, adepto dos isolamentos para meditação, reza e escrita. Frei Betto também lança durante sua passagem pelo Recife o livro O que a vida me ensinou (Saraiva, 192 páginas, R$ 30). A obra – parte de uma coleção que convida autores para contar suas experiências – traz 13 lições que o autor tirou da sua vida, em um relato confessional. Na conversa com o público, ele deve falar também da sua relação com o Recife. O autor já veio diversas vezes para a cidade para encontros religiosos e fez amigos aqui, como os pernambucanos Hermilo Borba Filho e Leda Alves. “Leda é como uma irmã que tenho aí”, confessa.
:: Folha de Pernambuco
Programa
Os ensinamentos de Frei Betto
Autor mineiro lança hoje no Recife dois livros dentro projeto Minas-Pernambuco
Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, divulga em seus livros sua visão de mundo e suas perspectivas sobre modos da vida contemporânea. Ele vem ao Recife lançar duas publicações, hoje, em evento às 19h30, no Museu do Homem do Nordeste. O teólogo e escritor mineiro divulgará as obras “O que a vida me ensinou” e “Aldeia do silêncio”, dentro do projeto Minas-Pernambuco, produzido em parceria com o programa Sempre um Papo, que há 27 anos promove debates sobre literatura.
Frei Betto vem autografar exemplares e debater sobre literatura e crenças pessoais. “O que a vida me ensinou” é uma espécie de autobiografia que surgiu a partir de um convite da editora Saraiva para uma série em que personalidades da cultura nacional narram histórias. “Escrevi lições que considero importantes”, explicou o autor, em entrevista por telefone. “Falo da minha espiritualidade, minha atividade como escritor, minha atuação política, coisas intensas que vivi como a morte de Tancredo Neves ou a prisão durante a ditadura militar. Escrevo num tom quase autobiográfio, pois queria partilhar experiências importantes”, ressaltou.
Já “Aldeia do silêncio” é um texto de ficção que reflete sobre a importância da palavra e a velocidade do cotidiano. “É um livro de ficção na contramão de tudo o que estamos vivendo, dessa fissura pela obrigatoriedade de estar conectado 25 horas por dia, vendo as redes sociais, na internet, no celular”, sugeriu o teólogo. “É sobre pessoas que vivem num lugar isolado, na companhia de dois animais, um urubu e uma cadela. Abordo a questão do silêncio, o valor da palavra. Um resgate de algo que está se perdendo. Mas não é um livro datado ou localizado num país”, ressaltou.
Frei Betto programa, para este ano, cinco lançamentos. “Estou sempre pensando no projeto posterior”, revelou o escritor. “Sou um workaholic em matéria de literatura. Preciso escrever sempre senão me sinto mal. Quando termino um livro tenho dois ou três projetos engatilhados. Costumo dizer que estou ‘grávido’ de outro livro, pois o tema toma conta de mim. Neste ano excepcionalmente vou lançar cinco livros. Mas isso foi coincidência, por causa do calendário das editoras. Entrego os livros e eles decidem os lançamentos. Não tenho pressa”, disse.
Novos Projetos
Os outros três livros de Frei Betto - programados para este ano -, são, segundo o autor: “Um infantil, que fala sobre um tema importante que pouco se lida com crianças, a morte. Vai se chamar ‘Começo, meio e fim’, pela editora Rocco. Tem um com o título provisório ‘Fome de Deus’, reunião de textos sobre espiritualidade, pela editora Paralela. Tem um quinto livro que ainda não tem título. Vai ser composto por textos comportamentais, através da editora Vozes”.
Serviço
Projeto Minas-Pernambuco,
Hoje, às 19h30, no Museu do Homem do Nordeste (Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte)
Entrada gratuita
“O que a vida me ensinou” (Saraiva Editora, 192 páginas, R$ 29,90)
“Aldeia do silêncio” (Rocco, 192 páginas, R$ 25), de Frei Betto
:: Diário de Pernambuco
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Literatura
Bate-papo com Frei Betto
O religioso e escritor mineiro Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, conversa com o público hoje, às 19h30, sobre os assuntos tratados nos livros Aldeia do silêncio e O que a vida me ensinou, ambos lançados na ocasião. Em pauta, religião, política, a ditadura militar, o relacionamento com o irmão (o ex-presidente Lula), além de ética e estilo de vida. O evento será no Museu do Homem do Nordeste (Casa Forte). Entrada gratuita.
Últimas
Frei Betto lança livros e participa de debate no Recife
Frei Betto lança dois livros no Recife nesta quarta-feira. O evento será realizado às 19h30, no auditório Benício Dias, do Museu do Homem do Nordeste, da Fundaj, em Casa Forte.
O lançamento dos livros, Aldeia do Silêncio e O que a vida me ensinou, além do debate que será realizado com o público, fazem parte do projeto Minas-Pernambuco, da Fiat Automóveis. A entrada é gratuita. Em abril deste ano, em entrevista ao Diário de Pernambuco, Frei Betto disse que a maneira como a Igreja Católica está organizada hoje está superada. “É arcaica”, definiu, em debate na UFPE. Autor do livro Batismo de sangue, transformado em filme, o frade dominicano afirmou que a divisão das dioceses centradas em paróquias obedece a uma lógica medieval. Nessa época, disse, a proximidade era definida apenas geograficamente. Agora, a proximidade tem outra base, que é a da tecnologia. A lógica mudou. “Mas a Igreja não chegou a isso”, criticou. E isso, a seu ver, é um dos grandes desafios para o novo papa, Francisco. Para o frade, que abriu uma série de debates a serem organizados pelo Centro de Filosofia e Ciências Sociais (CFCF), a Igreja não poderá fugir de outros pontos. Uma delas, a reforma da Cúria Romana. “A Cúria sempre teve um enorme poder de transformar o papa em seu refém, como toda a burocracia estatal”, enfatizou. As outras seriam o diálogo interrelegioso e a moral sexual. Frei Betto inclui o papel das mulheres na Igreja, o celibato e os padres casado como pontos importantes a serem discutidos. São temas dos quais, ao seu ver, a Igreja não poderá fugir. Afinal, em alguns países, como a Holanda, o número de seminarista escasseiam. Quando o assunto é a moral sexual, o frade ressalta a necessidade de se enfrentarem, às claras, temas como a pedofilia e a união civil entre pessoas do mesmo sexo. E à essa, Frei Betto é favorável.
Cúria
Quais são os grandes desafios do papa? Primeiro, a reforma da Cúria Romana. Já foi um chega para lá a nomeação da comissão de cardeais para assessorá-lo. Só tem um da Cúria. Ele vai ter que enfrentar. Só não sei em que momento. Como mineiro desconfiado, acho que só vamos verdadeiramente conhecer o que pensa o Bergoglio depois que o Ratzinger morrer. Como ele vai tomar uma medida com q qual o Ratzinger não esteja de acordo ou pelo menos não consinta? E mantenha o silêncio obsequioso para aplicar a si mesmo o que fez ao Boff. Sobretudo porque, além de ser um papa renunciante, é considerado pela ortodoxia o teólogo número um da Igreja Católica.
Celibato
Embora o papa Paulo VI tenha feito grandes avanços, havia um tema absolutamente proibido de ser tocado no Concilío Vaticano II: a moral sexual. Alguns bispos e cardeais quiseram levantar esse tema, que é o grande nó da Igreja, que é discutir o estatuto da mulher na igreja, a questão obrigatoriedade do celibato, reinserção dos padres casados. Eles são 100 mil no mundo e 5 mil no Brasil. Nem todos querem voltar, mas muitos querem. Isso porque na Igreja primitiva havia duas vocações: a vocação para o sacerdócio e a vocação para o celibato, que era dos monges. Só a partir dos séculos 8 e 9, com os monges se tornando papas, o celibato foi sendo progressivamente imposto.
Ditadura
O papa Francisco sempre foi um homem com muita sensibilidade para o mundo dos pobres. Foi um bispo, um cardeal argentino que sempre destoou do conjunto porque andava de metrô, de ônibus. Parava nas ruas para falar com mendigos. Gestos muito humanos. Não é o monarca, principalmente na Igreja argentina, que é mais elitista que a brasileira. A gente esquece ou pouco gente sabe que o catolicismo é a religião oficial da Argentina. Todos os bispos e padres recebem salários do governo. Por isso é que na ditadura a Igreja foi cúmplice. O Bergoglio não. Mas a Igreja foi cúmplice e tem que responder.
União homossexual
“Sou a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Já escrevi sobre isso. Publiquei um artigo - Os gays e a Bíblia - falando do assunto, que pode ser encontrado na internet. Defendo o direito dessas uniões porque a questão é equivocadamente colocada. Discutem-se uniões a partir da sexualidade, quando você tem que discutir as uniões a partir da amorosidade. Deus é amor. E a presença de Deus está na intensidade amorosa. Na relação em que você tem em relação ao outro. Aí há a presença de Deus. Não posso negar a presença de Deus. A Igreja já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem seu amor por pessoas do mesmo sexo”
:: Diário Oficial de Pernambuco – PE
Política
Pernambuco se destaca em políticas públicas para mulheres
Cristina recebeu a comenda, na última sexta-feira (17), na véspera da convenção nacional do PSDB, em Brasília
O trabalho empreendido pela secretária estadual da Mulher, Cristina Buarque, em prol da defesa dos direitos femininos e no combate à discriminação e às desigualdades de gênero rendeu à gestora a Medalha Ruth Cardoso. A comenda foi criada em 2010 e visa homenagear mulheres e entidades que tenham colaborado para criar ou implantar programas de promoção social, econômica, política e cultural em favor da mulher. Cristina recebeu a comenda, na última sexta-feira (17), na véspera da convenção nacional do PSDB, em Brasília. Ontem, a deputada Terezinha Nunes (PSDB) repercutiu o fato. “Cristina merece homenagens de todos os partidos. Nas décadas de 1980 e 1990, participou da fundação de vários grupos de mulheres como o Centro de Estudos e Documentação da Mulher (Cedo Mulher) e o Fórum de Mulheres de Pernambuco. Na Fundação Joaquim Nabuco, ela criou a Coordenadoria de Estudos da Mulher”, informou Terezinha. A parlamentar também lembrou outras premiações concedidas à secretária como o Prêmio de Serviços Públicos, outorgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), na categoria de gênero, em 2012. A homenagem foi conferida em reconhecimento à formulação e implantação do Projeto Chapéu de Palha Mulher, que é voltado para as canavieiras, fruticultoras, pescadoras e mandiocultoras residentes nos municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.
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