21 DE MAIO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 21 de maio de 2013
:: Jornal do Commercio
Repórter JC
Frei Betto
Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, lança dois livros e debates com o público, dentro do projeto “Minas-PE”, da Fiat. Nesta quarta, às 19h30, no Museu do Homem, da Fundaj.
Caderno C
Frei Betto no Recife
Autor faz palestra e lançamentos
O teólogo e escritor mineiro faz palestra amanhã, às 19h30, no Museu do Homem do Nordeste, dentro da programação do projeto Minas – Pernambuco. Por aqui, lança Aldeia do silêncio (Rocco), obra que questiona o excesso de informações de hoje, e O que a vida me ensinou (Saraiva), em que revela momentos inéditos da sua vida.
:: Folha de Pernambuco
Turismo
Brasil dos museus e centros de arte
Para ver obras de Picasso, Renoir e Van Gogh não é preciso ir ao exterior
Há quem diga que a maioria do povo brasileiro não frequenta museus, pode até ser verdade. Mas o fato é que, apesar dos poucos acervos de fôlego, o Brasil tem bons destinos turísticos para os amantes das artes plásticas. Para ver obras de artistas renomados internacionalmente, muitos acham que é preciso voar até a Europa ou os Estados Unidos. Obviamente que o “berço” dos grandes museus (Louvre, em Paris; Moma, em Nova York; Tate Museum, em Londres) é mesmo o exterior. Mas, indo até cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, pode-se conhecer excelentes acervos com - sim - obras de Picasso, Van Gogh e Monet em território nacional.
De acordo com a coordenadora e curadora de artes plásticas do Instituto de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Cristiana Tejo, há muitas obras relevantes dentro da arte brasileira, como na Pinacoteca do Estado de São de Paulo, por exemplo. Ela abriga um dos maiores e mais representativos acervos de arte brasileira, com quase oito mil peças, abrangendo majoritariamente a história da nossa pintura. Além da Coleção Brasiliana, integrada por trabalhos de artistas estrangeiros atuantes no Brasil ou inspirados pela iconografia do País, e a Coleção Nemirovsky, com um expressivo conjunto de obras-primas do modernismo brasileiro, o museu também conserva um núcleo de pinturas e esculturas oitocentistas europeias, além do gabinete de obras sobre papel. Artistas “clássicos” como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Portinari podem ser encontrados no local.
Ainda na capital paulista, é importante citar o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Considerado o mais importante museu de arte do hemisfério sul, o Masp possui um acervo com cerca de 8 mil peças, em sua grande maioria de arte ocidental, desde o século 4 a.C. até os dias de hoje. Entre os destaques do museu estão obras de Renoir, Monet, Manet, Cézanne, Van Gogh, Gauguin, Rembrandt, Van Gogh e Picasso, além das 73 esculturas de Degas e bronzes de Rodin.
No Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes deve estar na lista do “tem que ir”. O espaço dedicado à arte brasileira do século 19, com os emblemáticos quadros Batalha do Avaí (1877), de Pedro Américo, e Primeira Missa no Brasil (1859/1860) e Batalha dos Guararapes (1879), ambas de Victor Meirelles, é imperdível. Outra joia é a galeria do século 20, com rico acervo de artistas como Beatriz Milhazes, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Ivan Serpa, Alfredo Volpi, Oswaldo Goeldi, Regina Katz e Cândido Portinari.
Outro lugar do Rio interessante para visitar é a Fundação de Arte Eva Klabin (1903-1991). A casa dos anos 1930 é o local onde a colecionadora passou boa parte de sua vida. Hoje, os cômodos guardam as relíquias que ela adquiriu em viagens pelo mundo. A sala Renascença, por exemplo, tem pinturas atribuídas a Donatello e Botticelli. No Museu de Arte do Rio, podem ser encontradas 150 peças da coleção Hecilda e Sérgio Fadel, com obras de Lygia Clark, Cildo Meireles e Lygia Pape, a coleção de Jean Bohici, o marchand mais antigo do Rio, com joias de Kandinsky e Tarsila do Amaral.
Saindo do eixo Rio-São Paulo, Minas Gerais é um estado de destaque. Seja pelas obras do escultor barroco Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, ou pelo Instituto Inhotim, um dos centros de arte contemporânea mais conhecidos do mundo. Interessante que nenhum dos dois estão na capital, Belo Horizonte. Muitas das esculturas de Aleijadinho estão expostas na cidade de Congonhas do Campo e o Inhotim está localizado em Brumadinho, a cerca de 90 quilômetros da capital, Belo Horizonte.
Em Inhotim, são 20 galerias que abrigam obras de artistas de 30 países: instalações, esculturas, desenhos, fotos e vídeos que chocam, encantam e estimulam a participação do visitante. E o acervo só cresce. Em 2012, Inhotim inaugurou galerias dedicadas a Lygia Pape, Tunga e Cristina Iglesias, além de um pavilhão inteiro para exposições temporárias. Há quem diga que nada no mundo se compara a Inhotim. O idealizador, o minerador Bernardo Paz, projetou um espaço com jardins exuberantes que dialogam com as obras de arte e a arquitetura das galerias.
:: Diário de Pernambuco
Viver
Você vê o que eles filtram
Curadores têm a árdua missão de definir mostras, selecionar obras e lidar com pressões artísticas e financeiras
Nem todo mundo que frequenta exposições em instituições ou galerias sabe, mas uma obra de arte escolhida para figurar em uma mostra não tem apenas o olhar de quem a produziu. Além do discurso elaborado pelo próprio artista, está ali o pensamento de um profissional que cada vez mais sai dos bastidores para se converter em um personagem por excelência da arte contemporânea: o curador.
Em poucas palavras, a carreira tem como atribuições mais visíveis conceber qual caminho cada exposição vai seguir, desde a seleção e o agrupamento de obras sob uma temática específica até a influência dessas escolhas na montagem da mostra. Segundo a curadora independente Cristiana Tejo, o papel é o de “mediador entre a produção artística e o público que ela aspira ter”. As implicações da atividades são tema, inclusive, da segunda edição do II Panorama do Pensamento Emergente, evento organizado por Cristiana realizado amanhã e quinta, no Espaço Fonte, no bairro de Santo Antônio, no Recife.
O campo de atividades do ofício engloba o trabalho em galerias, instituições como museus e fundações, além de eventos especiais como a Bienal de São Paulo, maior de arte do Brasil. Um dos desafios da profissão, segundo quem a abraçou, é escolher os trabalhos a partir de cada local. “Há curadores que se negam a fazer exposição em galeria, pois dizem que é antietico. Há curadores que comandam coleções particulares, trabalham em galerias, em bienais e não veem problema nisso. Meu comprometimento é com o artista e não com galerias, mas cada um tem seu critério”, explica Cristiana.
A consolidação não veio de forma pacífica. Dentro do circuito da arte contemporânea, o ofício se revestiu de cada vez mais poder e responsabilidade, que leva a conflitos e situações delicadas também no campo econômico. “Existe, nesse mercado, uma ligação estreita entre valorização simbólica - concedida pela legitimação de museus, bienais, publicações - e valorização patrimonial efetuada por galerias, leilões e outras instâncias de circulação e troca de riqueza. O fundamental é a clareza nos critérios de escolha”, afirma o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco e curador da última Bienal de São Paulo, Moacir dos Anjos.
As relações interpessoais são outro ponto complicado. Há artistas que questionam as escolhas curatoriais de alguns profissionais, apontando favorecimentos ou “panelinhas”. “Por vezes um trabalho se desenvolve em amizade, o que é sempre uma alegria. Outras vezes, não existe empatia pessoal com o artista com quem se trabalha o que também é absolutamente normal”, aponta Moacir. Já Clarissa Diniz, curadora pernambucana do Museu de Arte do Rio (MAR), prefere relativizar o glamour e a influência atribuídas recentemente à profissão. “O curador não é uma figura empoderada a ponto de definir, por si, valores e trajetórias”.
Para ler
Panorama do pensamento emergente 1ª edição, de Cristiana Tejo (organizadora)
Portfólio de trabalhos de 16 curadores participantes da primeira edição do evento, feita em 2008. Os convidados fazem reflexões das próprias trajetórias.
Sobre o ofício do curador de Alexandre Dias Ramos
A obra apresenta oito textos: conceitos fundamentais da profissão, formação necessária, a relação entre curadores e galerias de arte e o olhar sobre a arte contemporânea brasileira.
Conversas com curadores e críticos de arte de Renato Rezende e Guilherme Bueno
Série de entrevistas feita pelos autores com 14 nomes em ascensão no circuito da arte contemporânea nacional, abordando suas formações.
Uma breve história da curadoria de Hans-Ulrich Obrist
Um dos mais influentes curadores do mundo, Obrist conversou com onze colegas a partir de uma pergunta em comum: “como mostrar um conjunto de obras de arte?”
A Grande Feira – uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea de Luciano Trigo
Livro polêmico que põe em xeque várias figuras da arte contemporânea, incluindo o curador. O autor defende que a arte contemporânea se fragilizou.
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