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12 DE MAIO DE 2013

Publicado: Segunda, 13 de Mai de 2013, 10h16 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 755

Clipagem ASCOM
Recife, 12 de maio de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Economia

Eles colecionam riqueza

O ano era 2008 e o local, o distrito de Manhattan, em Nova Iorque. Na casa de leilão The Siegel Galleries, o lugar de destaque da grande sala era ocupado por uma velha carta. Seu conteúdo é uma incógnita, valioso mesmo ali eram os três selos que compunham toda a série Olho de Boi, o primeiro tipo de estampa postal a ser produzida no Brasil (1843) e o terceiro do mundo. Foram vendidos por US$ 2,5 milhões. É uma das grandes vendas dos últimos anos e é uma amostra do volume financeiro que pode ser movimentado a partir de uma coleção, opina o vice-presidente da Federação Brasileira de Selos, Rubem Porto Junior. Apesar de ser um costume associado à infância, o ato de colecionar faz a felicidade de muitos adultos, embora esse mercado ainda seja imaturo no País. Segundo Porto Junior, há cerca de 90 clubes de filatelia (colecionismo de selos) no País, dos quais 40 são ligados à Federação. Destes, apenas cinco estão no Nordeste. A maior parte das transações ocorre de pessoa para pessoa, mas também há a venda por oferta (espécie de leilão) de selos, explica. Essas vendas ocorrem mais no Sul e Sudeste, onde os comerciantes que agem como leiloeiros reúnem os colecionadores para abrir os lances. Eles cobram uma média de 10% da transação do vendedor e do comprador, relata Porto Junior, que afirma serem os nordestinos muito ativos nesse tipo de evento, apesar da distância geográfica entre as regiões. Os colecionadores do Recife dizem que não há uma única casa de filatelia ou numismática (colecionismo de moedas ou cédulas) na cidade. Sou colecionador há quase 50 anos. Nem sei mais quantos selos tenho, nem quanto já gastei nisso. Mas toda casa que vi abrir aqui fechou rapidamente, afirma o aposentado recifense Ricardo Breno Rodrigues, 79 anos. As casas de filatelia ou numismática, mais sólidas no Sul e Sudeste do País, encontram na internet um forte apoio à sua sobrevivência. Uma delas, a Zeppelin (Porto Alegre), registra crescimento de 15% ao ano no faturamento depois que montou seu site, em 2006. Existimos fisicamente desde 1986. Entramos na internet em 2000, no Mercado Livre. Passamos a vender para todo o País e isso nos ajudou muito. Hoje, comercializamos até mesmo para o exterior, conta o proprietário da loja, Paulo Junges. Além de selos e moedas, ele também vende caixas de fósforo, medalhas, cartões-postais, entre outros itens. Junges ainda aproveita para comercializar suas peças em feiras de exposição e competição de coleções. Ele afirma que o rendimento gerado é variável, sem citar números. Estarei presente em onze feiras nacionais até o fim do ano, completa o empresário. Os competidores não ganham prêmios em dinheiro, mas troféus. Além das raridades, essas coleções, na verdade, escondem boas histórias. Ricardo Breno Rodrigues, que herdou a coleção do pai, já chegou a arriscar todo o dinheiro que tinha para poder comprar uma peça. Há uns 30 anos, me mandei para São Paulo quando soube que um bloco comemorativo Roosevelt (anos 1940) estaria em leilão. Não fui para canto nenhum, porque gastei todas as economias com a peça, lembra o aposentado, sem revelar valores. Ele também coleciona xícaras, relógios e moedas. Quem é colecionador faz tudo para conseguir um item, crava. Já o antiquário e artista plástico Josebias Bandeira de Oliveira seguiu o caminho inverso. Ao invés de gastar todo o dinheiro com a coleção, preferiu vender seus 4.602 cartões-postais com motivos pernambucanos à Fundação Joaquim Nabuco. Tive problemas de saúde e fiquei com medo de que a coleção se dividisse. Resolvi vendê-la, mas tenho livre acesso a ela, pelo contrato, explica. Graças ao seu acervo e aos seus estudos, ele recebeu, em 1996, o título de História Viva do Recife. Ele já chegou a gastar R$ 1 mil em um postal. Também vende reproduções de alguns de seus postais a arquitetos, para fins decorativos. Até que a saída é boa. O preço varia de acordo com o tamanho, mas o 10x15 fica por uns R$ 20, comenta, sem detalhar a média de comercializações.

 

:: Folha de Pernambuco

Não houve noticias sobre há Fundaj.

 

:: Diário de Pernambuco

Não houve noticias sobre há Fundaj.

 

:: G1 – Portal de Notícias da Globo – SP

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