11 DE MAIO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 11 de maio de 2013
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Cisternas garantem colheita o ano todo em região de caatinga
Mesa das famílias está sempre farta e o excedente é levado para uma feira de produtos orgânicos.
Pequenos agricultores do interior de Pernambuco têm conseguido produzir alimentos se utilizando de métodos simples - mesmo em meio a uma das maiores secas da história.
No caminho em busca da água, aridez no lugar do pasto, terra ferida. Este cenário já foi visto décadas atrás. Mas por que depois de tanta experiência com a estiagem, de novas tecnologias que surgem, isso ainda se repete?
Um estudo do Centro Técnico Aeroespacial de São Paulo, feito há 35 anos, analisou dados de um século de chuva no Nordeste.
"Se chegou à conclusão de que existem intervalos de 26 anos de seca no Nordeste, e intervalos de 13 anos de secas menores", revela o pesquisador João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco.
Esta é uma das maiores, e as perspectivas não são boas para os sertanejos.
"A partir de agora são oito meses sem expectativa de precipitação. Então, a situação do sertão já está definida", diz Marcelo Asfora, diretor-presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima.
Mas nem todos sofrem tanto. Um contraste: ao redor tudo é seca, é caatinga, mas no meio há uma horta, uma comunidade que, na região mais sofrida do sertão, produz alimentos o ano inteiro. A plantação não conhece tempo ruim.
"Temos um acompanhamento, uma especialização que nos ensina a trabalhar com pouco desperdício e mais qualidade nos produtos", conta o agricultor Alessandro Vitorino da Silva.
A água vem de um poço. A orientação, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).
"Se os agricultores têm uma demanda de água, eles conseguem produzir várias coisas durante o ano inteiro", diz uma técnica.
A colheita é abundante. A mesa das famílias, sempre farta. O excedente, eles levam para a feira de produtos orgânicos.
"Nós temos melhores condições da compra também no mercado", a agricultora Maria Alexandrina da Silva.
O agricultor João Lourenço Dunga também tem sobra na produção. Distribui com os vizinhos. Começou a plantar depois que construiu duas cisternas de alvenaria. Uma capta água de chuva do telhado e tem capacidade para 16 mil litros. A tecnologia foi desenvolvida pela ASA, que criou também outra, de 52 mil litros. Sobre o que chama de calçadão corre a água da chuva que será estocada para as plantas e os animais.
"Antes aqui só era caatinga e pedra. Agora tem fartura", comemora o agricultor.
Já são mais de 460 mil cisternas, construídas em parceria com o governo federal e os estaduais. A meta é chegar a um milhão. No semiárido, é preciso planejar e estocar.
"Essa tecnologia tem o objetivo de contribuir com as famílias para conviver. Para esquecer o velho conceito de que se combate a seca, se combate as características do semiárido. Isso não é verdade, se convive", ressalta João Laércio Ferreira, presidente do Centro Educação Comunitária.
:: Vanguarda – Caruaru – PE
Política
Congresso Nacional homenageia Fernando Lyra
A sessão solene contou com a presença de vários nomes da política nacional. Senadores e deputados falaram da importância do pernambucano para a consolidação da democracia
O Congresso Nacional homenageou, na última segunda-feira (6), o ex-ministro da Justiça e ex-deputado estadual e federal, Fernando Lyra, falecido em fevereiro deste ano (dia 14). Estiveram presentes amigos e familiares, entre eles a viúva Márcia Lyra, o vice-governador de Pernambuco e irmão de Fernando, João Lyra Neto (PSB), e a deputada estadual Raquel Lyra (sobrinha). A propositura foi do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi reforçada por vários outros políticos, a exemplo dos também senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simom (PMDB-RS), além do deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE).
O primeiro a se pronunciar na tribuna foi o senador Pedro Simom (PMDB-RS). Amigo de Fernando desde o MDB, ele exaltou a coragem e a articulação de Lyra na vitória de Tancredo Neves, nas eleições indiretas de 1985, no Colégio Eleitoral. "Eu costumo dizer que uma crise política tem o tamanho da falta que pessoas como Fernando nos fazem. Eu diria que ele foi um grande arquiteto no processo de transição política (da ditadura para a democracia) e, quando o país estava mergulhado no arbítrio, foi o mestre de obras na edificação do processo democrático", disse o senador.
O senador Cristovam Buarque que, na época em que Fernando assumiu o Ministério da Justiça, era o seu chefe de gabinete, também discursou. Ele destacou que o ex-ministro lutou por uma vitória que transformou o Brasil. "Desde o início, Fernando Lyra deixou claro que sua luta era pela democracia do país. Sem abrir mão de seus princípios, usou sua capacidade de magnetismo para atrair as pessoas para as mesmas causas que tantos de nós defendíamos", disse.
Já o senador Jarbas Vasconcelos, que era integrante do Grupo dos Autênticos do MDB, juntamente com Lyra, destacou o poder da articulação do político. "Nos 11 meses em que passou no Ministério da Justiça, Fernando soube montar uma equipe de alto nível, na convicção de que o trabalho realizado no período abriria a porta para a democracia, consolidada com a Constituição de 1988", afirmou.
Fernando Lyra teve sua trajetória política iniciada em Caruaru, quando trabalhou intensamente para eleger o seu pai João Lyra Filho prefeito, em 1959. Em 1964, ganhou para deputado estadual e João Lyra Filho, naquela mesma eleição, venceu para deputado federal.
Na Capital do Agreste, Fernando passou a ser uma referência política e, quando participava dos comícios, sempre era uma atração à parte com os seus discursos fortes e emocionantes. Além de ter sido ministro da Justiça do então presidente José Sarney (a indicação foi de Tancredo Neves, que não chegou a assumir a Presidência), de março de 1985 a fevereiro de 1986, ele exerceu um total de sete mandatos de deputado federal seguidos, entre os anos de 1971 a 1999. Nos seus últimos anos de vida, ocupou a presidência da Fundação Joaquim Nabuco, de 2003 até 2011, sendo responsável pelo processo de reestruturação que a autarquia federal passou. "Políticos como Fernando Lyra precisam ter seu legado seguido para honrá-lo com a continuidade de seu trabalho", afirmou Wolney Queiroz.
De acordo com os amigos, para fazer política durante o Regime Militar não bastava apenas ter a vocação. "Era necessária também muita coragem, física inclusive. E isso Fernando sempre teve de sobra. Uma força admirável que o levou também a enfrentar com galhardia e perseverança sérios problemas de saúde", disse Jarbas Vasconcelos. O senador lembrou ainda o papel fundamental de seu companheiro na formação e no trabalho do chamado Grupo dos Autênticos do antigo MDB. "O Grupo dos Autênticos representou, do ponto de vista histórico, uma resistência dentro da resistência, que se mostrou essencial, pois levou o PMDB dos gabinetes de Brasília para as ruas e fez com que a oposição causasse - 10 anos após o Golpe Militar - a primeira rachadura no modelo de democracia tocada à base de Atos Institucionais, com a vitória obtida nas urnas em 1974", recordou.
O senador também falou um pouco da vida pessoal do ex-ministro. "Fernando cumpriu seu papel com maestria nos 11 meses em que esteve à frente da pasta. Abriu caminho para que o Brasil jogasse no lixo o ‘entulho autoritário', expressão de gênio cunhada por ele mesmo, como tantas outras que legou a história política do país. O filho, marido, irmão, pai, avô, tio, amigo. Esses personagens conviviam harmonicamente. Fernando era sempre bem humorado, com uma conversa agradável, inspirada. Essa paixão pela vida marcou a trajetória dele. Para os amigos, era sempre um susto quando surgia alguma notícia negativa sobre a sua saúde. Porém, após cada nova crise, ele sempre voltava animado, disposto. Mais um exemplo para todos nós, especialmente para aqueles que fraquejam ao primeiro sinal de dificuldade", finalizou o peemedebista.
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