01 DE MAIO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 01 de maio de 2013
:: Jornal do Commercio
Opinião JC
Escritor Alemão
Dizia Rubem Braga, referindo-se às suas crônicas, que a profissão de quem pensa em voz alta é perigosa. E tem suas razões. O engenheiro Paulo Martins disse a meu filho Carlos Carvalho que eu me exponho muito nos meus artigos, porque entro em detalhes íntimos de minha vida. Isso a propósito de uma história que contei de uma namorada carioca chamada Lenita, que morava na Rua Viúva Lacerda, bairro de Humaitá, no Rio de Janeiro, em priscas eras. Lenita era uma bela jovem loura, de olhos verdes, e nosso namoro começou, coincidentemente, quando saiu, com retumbante sucesso, o baião Kalu, de Humberto Teixeira, na voz e interpretação incomparáveis de Dalva de Oliveira. Em minha crônica Sorrateiramente, publicada aqui no dia 17 de abril, eu digo que o bolsista alemão Gerhard Ludwig, que veio preparar a tese Vocabulário regional sobre produção de açúcar, no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, hoje Fundação Joaquim Nabuco, tornou-se meu amigo, chegando a traduzir três contos meus para uma revista de Colônia. Para minha surpresa, recebi dois telefonemas: um, do sociólogo-antropólogo Roberto Motta, que trabalhava no Instituto naquela época, dizendo que se lembrava de Gerhard. E outro, do advogado Edgar Mattos, informando que conheceu o alemão e foi a algumas festas de família com ele e Jomard Muniz de Brito. Que Gerhard era muito engraçado e falava um português lusitano. Que certa vez foi a uma festinha com ele e Jomard, na casa de Astrogilda Carvalho, professora da equipe Paulo Freire, e nesse embalo Gerhard muito se divertiu com uma brincadeirinha boba e ingênua, que consistia em apagarem as luzes da sala onde estavam e cada um imitava a voz de um bicho. Um cantava de galo e o outro respondia em outra sala com o cocorocó da galinha, para formarem a dupla dos galináceos. Que Gerhard muito se divertia com essa besteira, dizendo que o brasileiro é muito engraçado e o alemão, fechado. E tinha razão, porque somente o alemão mete 4x0 no time catalão de Gavião Bueno. E dá essa lavagem porque joga sério e com raça. Clubes ingleses e alemães não morrem de véspera, feito peru, porque têm uma tradição de povos guerreiros. A diferença entre os técnicos europeus e brasileiros é que eles não culpam os juízes pelas suas derrotas e nem bolas chutadas na trave. Eles costumam estudar a forma de jogar do inimigo e armam táticas para neutralizá-la. Já começaram a aplicar o antídoto do veneno do Barcelona. O Bayern de Munique comandou essa revolução.
:: Folha de Pernambuco
Programa
Curso
“História do Cinema Pernambucano” na aula
Em um tempo em que se celebra os 90 anos de um dos mais importantes ciclos do cinema nacional e este movimento é o Ciclo do Recife; que nomes como Kleber Mendonça e seu “O som ao redor” e Gabriel Mascaro com “Domésticas” revelam um novo fôlego no cinema brasileiro; que a participação em festivais nacionais e internacionais é quase tão expressiva quanto o número de prêmios trazidos para o Estado, nada mais pertinente do que conhecer de perto a memória cinematográfica de Pernambuco. É esta a proposta do curso “Historia do Cinema Pernambucano”, que ocorre entre os dias 13 e 31 de maio, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). O projeto está com inscrições abertas de hoje até sexta-feira, gratuitamente, via e-mail - basta enviar breve currículo e carta de intenção para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. No curso serão abordados os ciclos e movimentos do cinema produzido no Estado, seguindo sua linha do tempo, pontuando fases, conquistas, cineastas e gêneros cinematográficos, mostrando sua importância até os dias atuais. Aprovado pelo Fundo de Incentivo à Cultura (Funcultura), ele tem formato de extensão e sua metodologia preza pela acessibilidade, com cinco módulos. “O Ciclo do Recife” será apresentado pelo professor Dr. Paulo Cunha; “O Coelho Sai, O Canto do Mar e a produção dos anos 1960 e 70”, pela professora e mestra Raquel do Monte; “O Ciclo do Super 8” terá o doutor em estudos cinematográficos Alexandre Figueirôa (que também coordena o curso); o “Baile Perfumado e a retomada em Pernambuco”, a professora e mestra Amanda Mansur; e “A produção contemporânea”, o professor e mestre Luiz Joaquim, desta Folha de Pernambuco. A iniciativa é de Andréa Mota Produção e Comunicação em parceria com a Fundaj, o Centro de Atitudes, Eixo Audiovisual, Revista O Grito e a 2abad Design. As vagas são de 50 alunos e a carga horária é de 50h/aula. O curso será realizado de segunda a sexta-feira, no horário das 19h às 22h. Os participantes receberão certificados.
Serviço
Curso “História do Cinema Pernambucano”
De 13 a 31 de maio, na sala João Cardoso Ayres, na Fundaj (R. Henrique Dias, 609, Derby)
Acesso gratuito
Informações: (81) 3073-6689
:: Diário de Pernambuco
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