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24 DE ABRIL DE 2013

Publicado: Quarta, 24 de Abril de 2013, 09h58 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 782

Clipagem ASCOM
Recife, 24 de abril de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Cidades

Conde da Boa Vista vai ser repaginada

Existe uma solução para a Conde da Boa Vista. Foi assim que o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, anunciou, ontem, que uma das principais vias da cidade será repaginada. Já contratamos um projeto e vamos trabalhar com o governo. Será a solução para os ônibus que transitam na área, garantiu. A proposta de reforma da via surge num momento emblemático. Afinal, a avenida faz parte do Corredor Leste-Oeste, em execução, mas foge dos padrões desenvolvidos para o sistema de transporte público do futuro, com espaço exclusivo para ônibus, que terá, entre outras vantagens, pagamento de tarifa antes do embarque, em estações no nível dos veículos. A Secretaria Estadual das Cidades informou que ainda não há prazos para a execução da obra, porque o projeto está na fase de estudos. O Grande Recife Consórcio de Transporte adiantou, em nota, que cabe ao governo a implantação, em toda a via, de um corredor exclusivo de ônibus. Será a continuidade do Leste-Oeste, entre Camaragibe, no Grande Recife, e o Derby, área central da capital. A Conde da Boa Vista, com 1,7 quilômetro de extensão, passou por ampla e polêmica reforma, sendo inaugurada em abril de 2008, na gestão do ex-prefeito João Paulo (PT). Com o propósito de priorizar o transporte coletivo, ganhou parada de ônibus no meio da via e tirou espaço de carros de passeio. O serviço custou, na época, R$ 14 milhões. Ao longo do tempo, no entanto, a proposta da nova Conde da Boa Vista se mostrou inviável. Nos horários de pico, há engarrafamentos de ônibus e passageiros reclamam da demora. Como se não bastasse, a falta de controle urbano permitiu que os camelôs invadissem paradas de coletivos e calçadas, dificultando a mobilidade de quem circula a pé. A proposta de repaginação da Conde da Boa Vista foi abordada durante a 2ª Reunião do Fórum Técnico Permanente de Discussão sobre Mobilidade Urbana, na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby. Participaram representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), de prefeituras do Grande Recife e Goiana, além de Curitiba (PR). O objetivo era apontar soluções para minimizar os transtornos causados pela falta de planejamento e pelo crescimento da frota de veículos. No evento de ontem, João Braga disse também que atuará dando mais vantagens para quem anda de transporte público, dificultando quem utiliza transporte individual. A longo prazo, pretende mudar a cultura de quem precisa se locomover por longas distâncias. Se apenas 30% da população utiliza carro e ocupa 70% do sistema viário, então é justo que esse pessoal pague mais caro por isso. Várias medidas, segundo o secretário, serão tomadas para causar esse impacto nos motoristas, além da restrição a carros, já anunciada. Em até seis meses, será proibido estacionar carros nas vias que passam ônibus. A aplicação de multas será mais rigorosa, assim como o combate à corrupção. Pedestres serão a prioridade.”

 

Caderno C

Cinema

Depois de Lúcia (Después de Lucía, MEX/FRA, 2012). De Michel Franco. Com Gonzalo Veja Jr., Tessa La. Cinema da Fundação – 17h, 20h45. Drama. 14 anos.

Super Nada (BRA, 2012). De Rubens Rewald & Rossana Foglia. Com Marat Descartes, Jair Rodrigues. Cinema da Fundação – 15h10, 18h50. Comédia. 16 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Artes visuais de caras e metas novas

Nomes como Moacir dos Anjos, Maria do Carmo Nino e Cristiana Tejo foram a cara das artes visuais no Recife nas duas últimas décadas. Hoje, porém, eles abrem espaço para uma nova geração cheia de gás para continuar o trabalho. Gente como Ana Maria Maia, Clarissa Diniz, Bárbara Collier e Bruna Pedrosa. Bruna acaba de assumir a coordenadoria de artes visuais da Fundação Joaquim Nabuco; Bárbara, a gerência do Museu Murilo La Greca. A Folha de Pernambuco conversou com as duas sobre seus planos e desafios. E descobriu, nas palavras de Bruna, que o desejo de ambas é “que todos os cidadãos, de todas as classes sociais, idades e níveis de conhecimento possam se incluir nas ações e ocupar esses espaços destinados à arte que nos pertencem”. Com direito até a citar Carlos Drummond de Andrade. “O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito. Vamos de mãos dadas.”

Como se deu a entrada de vocês na coordenadoria de artes visuais da Fundaj e na gerência do La Greca, respectivamente?

Bruna: Veio através de um con­vite de Moacir dos Anjos. Nos conhecemos desde 2003, quando estagiei como mediadora do MAMAM por dois anos, durante a gestão dele. Moacir a­companhou a evolução do meu trabalho, nas funções de pro­­­dutora, curadora e gestora de uma instituição pública, o que lhe deu segurança para efetivar esse convite no final de 2012. Ele estava um pouco sobre­carregado, acumulando as fun­ções de curador/pesqui­sa­dor e coordenador da COART (Co­­ordenação de Artes Visuais). A minha chegada possibilita mais tempo para ele se dedicar às atividades de pesquisa e curadoria e implementar um antigo desejo seu: um laboratório de pesquisa e formação mais a­profundado, com foco na temá­ti­ca “arte e política”, que alimen­tará as exposições do “Política da Arte” e será alimentado por elas, formando um cená­­rio muito mais produti­­vo de produção de conhecimento.

 Bárbara: Assumi a gerência do La Greca por indicação de Bruna. Eu já tinha experiência em gestão de cultura há algum tempo (ela geriu a Estação Cultural Senador José Ermírio de Moraes, do Governo do Estado) e trabalhava na coordenadoria de Artes Visuais da Prefeitura do Recife. Além disso, nós duas estudamos juntas no curso de Artes Plásticas da UFPE, trabalhamos várias vezes nos mesmos projetos. Então, Bruna conhe­ce bem minhas ideias e sen­tiu confiança em mim para continuar seu trabalho, que foi bastante eficiente, dando visibilidade ao Museu e integrando a família com atividades que reu­niam lazer e conhecimento. Me fizeram a proposta e eu a­cei­tei, com o objetivo de agregar as duas funções - o Murillo La Greca e a coordenadoria de Artes Visuais do Recife, que ain­da contempla o Centro de Formação em Artes Visuais (CFAV) e o Centro de Design do Recife (CDR).

 Em que situação vocês encontraram os espaços?

Bruna: O setor me foi passado em ótima situação, posto que estava a cargo de Moacir, que tem extrema competência nos trabalhos que assume. A equipe que forma a COART é bem preparada e algumas pessoas da equipe já são da casa há mais de 30 anos, portanto conhecem a estrutura institucional e sabem conduzir o trabalho da melhor forma possível. Além disso, Moacir continua trabalhando na Coordenação, apenas não está mais na função de coordenador e sim de pesquisador/curador e o fato de trabalharmos juntos e dividirmos não somente a sala, mas as ideias, torna o trabalho mais gostoso e produtivo.

Bárbara: Assumi o Museu em um excelente momento, o que é uma enorme responsabilidade. Tanto a gestão de Bru­na quanto a de Beth da Matta foram bastante frutíferas e deixaram legados como o edital de pauta “Amplificadores”, a “Praia do La Greca”, o “Eu quero na­dar no Capibaribe” e o “Projeto Fachada”, que são modelos de como tratar o espaço público.

Quais suas principais metas nessas novas gestões?

Bruna: As principais metas são dinamizar as atividades já existentes; propor novos projetos (dos quais vocês irão tomar conhecimento, em breve, de forma paulatina); ocupar os espaços disponíveis, a exemplo das galerias Baobá e Massangana que estavam fechadas há um bom tempo e que reabriram agora com o resultado do edital de Residências Artísticas; promover a integração com outros setores da Fundação, desenvolvendo atividades em conjunto com as equipes do Cinema, da Biblioteca, Acervo, Museu do Homem do Nordeste; fazer parcerias com outras instituições e eventos, a exemplo da Galeria B³ que iniciou ontem na Fundação um Seminário sobre Cinema Experimental; dentre outras metas que têm como objetivo maior promover a aproximação e integração entre o público e a instituição. Afinal, a Fundação é um espaço público federal, é de todos nós e as pessoas precisam tomar essa consciência e se apropriar desse lugar. Queremos promover essa relação de pertencimento em todas as unidades da instituição e integrá-las.

 Bárbara: Em primeiro lugar, vamos manter todos esses projetos que já existem e que vêm dando certo. Mas também estamos cheia s de novidades como a digitalização do acervo do museu, de modo a democratizar o acesso à obra do La Greca, e uma mostra itinerante que deve ter início na Biblioteca Potiguar (RN). Além disso, nas férias, iremos realizar o “Ilustra Recife”, que vem fortalecer o espaço para ilustradores em galerias. Acredito que essa é uma área em que inúmeros artistas encontram refúgio e é importante valorizá-la.

Vocês vêm contribuindo para um novo fôlego nas artes visuais na Cidade. Bárbara, principalmente, como coordenadora do setor na Prefeitura, tem papel importantíssimo daqui para frente. De que maneira vocês enxergam a inclusão da área no calendário cultural do Recife?

Bruna: Vejo um completo descaso por parte dos governos estadual e municipal em relação a esse calendário e a todas as instituições pertencentes a essas instâncias. Exemplo claro disso é que não foi apresentado até o momento um plano de cultura por parte do nosso atual prefeito, o MAMAM (principal museu da cidade) está fechado e alguns outros equipamentos como o MAP (Museu de Arte Popular) se encontram sem gerência. Não temos até agora acesso aos valores de LOA (LEI Orçamentária Anual) que estão definidos para cada um dos equipamentos e não foi diferente ao menos nos dois últimos anos da gestão anterior. Essa, sem dúvida, foi a principal dificuldade que encontrei na gerência do La Greca. Não há uma Política Cultural clara e que represente os anseios da classe artística recifense. Tudo isso gera um desaquecimento do mercado na cidade que diminui ainda mais nossas opções, a exemplo do fechamento da Galeria Mariana Moura no ano passado. Além dos espaços privados como o Centro Cultural dos Correios, o Santander, a Caixa Cultural e o Instituto Ricardo Brennand que, por motivos óbvios, conseguem manter suas programações o ano inteiro, há sim, uma enorme força de vontade dos gestores públicos e espaços privados menores como o B³ e a 3 e meio que conseguem ainda promover a “sobrevivência” dessa área. Em suma, acredito que necessitamos de uma maior transparência em relação aos recursos públicos destinados às artes visuais e que a classe artística e a população sejam consultadas e ouvidas em relação ao planejamento dessa política cultural.

Bárbara: Ouvir a classe artística é o primeiro passo que vou tomar, já agora em maio. Como acabei de assumir, ainda estou em negociação com toda a gestão, me colocando a par dos recursos, das demandas. Mas, sem dúvida, terá esse diálogo. É inegável a baixa que tivemos na gerência passada e precisamos de reformas. Há muito a ser discutido. Por exemplo, o que é prioridade: eventos como o SPA das artes ou equipamentos solidificados? Tudo isso será posto no papel e no segundo semestre as ações já terão sua cara definida.

 

Programa

Cinema

Depois de Lúcia / De Michel Franco. Com Tessa La, Hermán Mendoza. Desde a morte de sua esposa, Roberto não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra, uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em seu novo colégio. Cinema da Fundação: 17h, 20h45. 14 anos.

Super Nada / De Rubens Rewald / Com Marat Descartes, Jair Rodrigues. Na cidade de São Paulo vive Guto, um ator que sonha em ser grande. Ele se prepara, se exercita, vai a todos os testes, acredita que a sua grande chance pode vir a qualquer momento. Seu ídolo e exemplo e Zeca, um velho comediante, já bem decadente, mas que ainda mora no coração de toda uma geração. Seus caminhos se cruzam e a sorte de Guto parece mudar. Cinema da Fundação: 15h10, 18h50. 16 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Depois de Lúcia – Pai e filha buscam uma nova vida na Cidade do México. Os dois vão se distanciando cada vez mais, à medida que a violência toma conta de suas vidas. Cinema da Fundação. 15h10 (sab, dom), 17h (ter, qua, qui), 18h50 (sab, dom), 20h45 (ter, qua, qui).

Super Nada – Uma comédia depressiva sobre o teatro, a TV e a sobrevivência em São Paulo que se vira como pode para sobreviver. Cinema da Fundação. 15h10 (ter, qua, qui), 17h (sab, dom), 18h50 (ter, qua, qui), 20h45 (sab, dom).

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