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21 DE ABRIL DE 2013

Publicado: Segunda, 22 de Abril de 2013, 10h03 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 722

Clipagem ASCOM
Recife, 21 de abril de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Política

Uma ajuda contra dores das torturas

A angústia de passar semanas sem notícias de um ente querido. Ir várias vezes a delegacias e hospitais em busca de informações e voltar de mãos vazias. Pior ainda, ser capturado por seus semelhantes, aqueles que cumpririam a função de proteger, e sofrer tortura física e psicológica, conviver por semanas, meses com o sentimento de impotência, o medo de nunca mais rever seus familiares. Esses cenários, que poderiam facilmente se encaixar numa trama hollywoodiana, são pontos frequentes nas histórias de vida de qualquer ex-preso político da ditadura militar brasileira e suas famílias. No contexto de atividades da Comissão Estadual da Verdade, constantemente ouvindo depoimentos de ex-presos e familiares de mortos e desaparecidos políticos, muitas vezes reavivando memórias e sentimentos guardados há décadas, o governo do Estado lança o programa Clínica do Testemunho, pronto para receber 100 anistiados políticos e familiares para acompanhamento psicológico. O serviço ficará a cargo da Comissão Estadual de Atendimento a Vítima de Violência (CEAV), que já presta atendimento a familiares, testemunhas e vítimas de crimes comuns no Estado. Acredito que a principal diferença nesse acompanhamento é que são violações que mexem com o coletivo, com toda a sociedade, com a história do País, comparou a psicóloga Tádzia Negromonte, coordenadora do CEAV. O atendimento da clínica será nos mesmos moldes de um acompanhamento psicanalítico tradicional: sessões semanais de aproximadamente 45 minutos para atendimentos individuais e de 1h20 para grupos. Isso, claro, vai depender da demanda de cada paciente, vamos avaliar caso a caso, adiantou Tádzia. Além do Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre contam com o programa, em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O serviço é gratuito e os interessados devem se inscrever no site da Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (http://www.sedsdh.pe.gov.br) até o dia 30 deste mês. Os trabalhos da Clínica começarão após uma conversa pública com a sociedade, no dia 26 (próxima sexta), no auditório do Museu do Homem do Nordeste. Será um momento de mostrar à sociedade o que é esse projeto, para que estamos vindo, explicou Tádzia.Após mais de oito anos como preso político, Francisco de Assis será um dos que falarão na conversa pública. Me dispus a contribuir, acredito que qualquer iniciativa no sentido de reparar o que houve, mesmo que simbolicamente, é válida, opinou Chico de Assis. Cada um tem sua maneira de lidar com o que aconteceu, muita gente já contou sua história tantas vezes que acaba naturalizando. Mas para outras pessoas é muito difícil esse momento, principalmente para os familiares. Traz à tona muita coisa, completou.

 

:: Folha de Pernambuco

 Não houve noticias sobre a Fundaj.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Depois de Lúcia – Pai e filha buscam uma nova vida na Cidade do México. Os dois vão se distanciando cada vez mais, à medida que a violência toma conta de suas vidas. Cinema da Fundação. 15h10 (sab, dom), 17h (ter, qua, qui), 18h50 (sab, dom), 20h45 (ter, qua, qui).

Super Nada – Uma comédia depressiva sobre o teatro, a TV e a sobrevivência em São Paulo que se vira como pode para sobreviver. Cinema da Fundação. 15h10 (ter, qua, qui), 17h (sab, dom), 18h50 (ter, qua, qui), 20h45 (sab, dom).

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