Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

13 DE ABRIL DE 2013

Publicado: Segunda, 15 de Abril de 2013, 09h30 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 542

Clipagem ASCOM
Recife, 13 de abril de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Representação da mulher ocupa obra de Valie Export

Yann Beauvais e Edson Barrus trazem para a galeria Bê Cúbico a exposição da austríaca Valie Export, que, utilizando audiovisual, instalações, performance e fotografia, cria trabalhos bastante expressivos sobre a representação das mulheres na mídia e sobre o que elas vivem na realidade. A inauguração acontece hoje, às 19h, no espaço que está localizado nas imediações da Casa da Cultura. Não é uma retrospectiva, nós escolhemos um momento do percurso feito por ela, com trabalhos de 1960 a 2009. A produção de Valie é tão grande que selecionamos com ela diferentes recortes com os quais poderíamos mostrar a pesquisa dela sobre as mídias, a linguagem e a questão da representação da mulher, resume Yann. Por muito tempo, as mulheres eram representadas (na arte) pelos homens. Elas perceberam que existe um fosso entre a condição social e a representação feminina. Valie, como ativista, vai se preocupar com isso de forma mais contundente que algumas de suas contemporâneas, afirma Edson. É importante lembrar que nesse tempo, uma forma dominante era o Accionismo Vienense (um movimento artístico do século 20). Os artistas faziam perfomances com muitas pessoas, mas a mulher ainda aparecia como uma figura passiva. Valie chega neste momento e vai quebrar isso, tomando para si a reprodução de sua imagem, completa Yann. Esta questão da representação da imagem da mulher aparece, por exemplo, na ação Touch cinema. A artista percorria as ruas com uma espécie de caixa sobre seu corpo, que não ficava visível por causa da cortina, mas poderia ser tocado pelas pessoas (ao contrário do cinema, em que é possível ver, mas não se pode tocar e a mulher não está olhando para você). Há também a instalação O poder da linguagem (2002), criada para a Bienal de Veneza. Em seis monitores é exibida a filmagem de uma parte interna do corpo da artista e se pode ouvir a seguinte frase: O poder da linguagem deixa seus vestígios mesmo após o silêncio. Na Bê Cúbico também está exposta Ping pong. Esta é uma das primeiras obras do chamado cinema expandido. Tem uma importância histórica também na montagem, que está como Valie escolheu. Esta é a versão inicial da montagem dessa obra (em um monitor), existe outra, em que ela é projetada na parede, explica Edson. Durante o período da exposição (realizada com apoio do Funcultura), Yann e Edson promovem o seminário Valie Export em contexto, com exibição de filmes dela e de artistas como Yoko Ono, Yvonne Rainer, Carolee Schneeman. Uma palestra com a própria Valie está sendo planejada, com apoio da Fundação Joaquim Nabuco, para o encerramento da exposição, dia 1º de julho.

Bê cúbico Rua Marquês do Herval, 202, 2º andar, Santo Antônio

 

Caderno C

Cinema

Cabra Marcado para Morrer (BRA, 1964/1984). De Eduardo Coutinho. Uma narrativa semidocumental sobre a vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1962. Cinema da Fundação – 14h50. Documentário. Livre.

Depois de Lúcia (Después de Lucía, MEX/FRA, 2012). De Michel Franco. Com Gonzalo Veja Jr., Tessa La. Para escapar da depressão depois da morte da esposa, pai e filha deixam a cidade em busca de uma nova vida. Cinema da Fundação – 18h50. Drama. 14 anos.

Super Nada (BRA, 2012). De Rubens Rewald & Rossana Foglia. Com Marat Descartes, Jair Rodrigues. Cinema da Fundação – 17h, 20h45. Comédia. 16 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

Cinema

Cabra Marcado para Morrer / De Eduardo Coutinho / A vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Em razão do golpe militar, as filmagens foram interrompidas em 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de “comunismo”, e o restante de dispersou. Cinema da Fundação: 14h50 (sab) / 18h30 (dom, qui) / 20h15 (ter). Livre.

Depois de Lúcia / De Michel Franco. Com Tessa La, Hermán Mendoza. Desde a morte de sua esposa, Roberto não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra, uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em seu novo colégio. Cinema da Fundação: 18h50. 14 anos.

Super Nada / De Rubens Rewald / Com Marat Descartes, Jair Rodrigues. Na cidade de São Paulo vive Guto, um ator que sonha em ser grande. Ele se prepara, se exercita, vai a todos os testes, acredita que a sua grande chance pode vir a qualquer momento. Seu ídolo e exemplo e Zeca, um velho comediante, já bem decadente, mas que ainda mora no coração de toda uma geração. Seus caminhos se cruzam e a sorte de Guto parece mudar. Cinema da Fundação: 17h, 20h45. 16 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Cabra marcado para morrer. Narrativa semidocumental sobre a vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1963. Cinema da Fundação. 20h15 (sex, ter), 18h20 (sab), 18h (dom e qui), 16h30 (ter), 16h10 (qua).

Francisco Brennand. Documentário. Cinema da Fundação. 16h10 (sex), 18h40 (sex), 16h45 (sab), 15h (dom, qui, ter), 16h30 (dom e qui), 18h45 (ter), 14h40 (qua), 21h (qua).

O Som ao Redor. Cinema da Fundação. 19h30 (exceto dom e seg), 16h50 (dom).

Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.