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11 DE ABRIL DE 2013

Publicado: Quinta, 11 de Abril de 2013, 09h57 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 676

Clipagem ASCOM
Recife, 11 de abril de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Caderno C

Sala Mauro Mota é reaberta

No Museu do Homem do Nordeste há uma sala dedicada ao jornalista, professor, escritor, folclorista e geógrafo Mauro Mota (1911-1984), autor de obras como Cajueiro nordestino. Neste livro, ele faz uma análise sobre a relação desta planta com o Nordeste, considerando os aspectos geográfico, histórico, nutricional e cultural. O tema é retomado na exposição Cajus, que será inaugurada hoje no museu, às 17h, marcando a reabertura do espaço. Nesta sala temática nós mostramos as ideias de Mauro Mota, os textos que ele produziu. No livro Cajueiro nordestino o autor fala sobre as espécies, vários assuntos. A gente pegou isso e partiu para o conceito do processo de industrialização do caju, da apropriação como alimentação, afirma o arquiteto Rodrigo Cantarelli, responsável pelo projeto. Uma instalação foi construída com alguns objetos. Colocamos um pote de caju do século 19 que fazia parte da coleção dele, alguns caixotes para a venda do caju, caixinhas do suco da fruta e da castanha já industrializada, cita Rodrigo. Mauro Mota nasceu e faleceu no Recife, mas passou a sua infância em Nazaré da Mata. A cultura da região teve influência na obra do pernambucano, também autor de livros como Geografia literária e Paisagem das secas. Entre suas atividades, Mauro Mota foi diretor executivo do então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (hoje, Fundaj). Em 1955, ele defendeu a tese O cajueiro nordestino, no Instituto de Educação de Pernambuco que posteriormente foi transformada no livro. Em um trecho da obra, escreveu: Nenhuma outra árvore existe de ecologia equivalente pela extensão à do cajueiro. Transcende da ambiência fitogeográfica. É como se escapasse do seu para um reino de humanidade e, aí, como os ramos em laço, fizesse a simbiose das espécies. No texto que faz parte da exposição, os organizadores escolheram as palavras do sociólogo Gilberto Freyre para definir o homenageado: Quem mais lusotropical pelo que nele é, além de brasileiro, português pela língua que sua poesia vem enriquecendo e tropical pelo fato, tão expressivo, de ter se tornado o maior conhecedor das virtudes do tropicalíssimo cajueiro?, indaga Freyre.

Museu do Homem do Nordeste/Fundação Joaquim Nabuco Av. 17 de Agosto, 2187, Casa Forte. Visitação: De terça a sexta-feira, das 8h30 às 17h, sábado, domingo e feriado, das 13h às 17h. Ingresso: R$ 4 e R$ 2 (meia). Fone: 3073-6340

 

Caderno C

Cinema

Cabra Marcado para Morrer (BRA, 1964/1984). De Eduardo Coutinho. Uma narrativa semidocumental sobre a vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1962. Cinema da Fundação – 18h. Documentário. Livre.

Francisco Brennand (BRA, 2012), de Mariana Fortes. Com Francisco Brennand, Hermila Guedes. O universo particular do pintor, escultor e ceramista pernambucano. Cinema da Fundação – 15h, 16h30. Documentário. Livre

Amor (Amour, FRA/ALE/AUS, 2012). De Michael Haneke. Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert. As dificuldades e os afetos de um casal de idosos. Cinema da Fundação – 20h20. Drama. 16 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Programa

A dor e o medo de pedir ajuda

“Depois de Lúcia” nos coloca por dentro do labiríntico caminho do bullying

Há cerca de dois anos, foi postado no site YouTube (www.youtube.com) um vídeo de 40 segundos onde, na escola, um garoto obeso é humilhado e esmurrado por outro franzino. A certa altura o agredido decide reagir e ergue seu algoz para o alto, arremessando-o contra o chão como se fosse um trapo velho. O filme “Depois de Lúcia” (Después de Lucía, Mex./Fra., 2012) de Michel Franco - em cartaz a partir de amanhã no Cinema da Fundação e no Cine Rosa e Silva - nos dá uma ideia exata do que se passa entre o sofrer bullying e o reagir contra essa opressão. O resultado nunca é menos que traumático. 
O vídeo citado - “Bully gets slammed by fat kid” (Valentão é abatido por garoto obeso) - já teve cerca de 4,5 milhões de visualizações na Internet e é fácil de entender o porquê. O assunto bullying (humilhação contínua por violência física ou psicológica) interessa há algum tempo e soa para qualquer sociedade sadia como algo quase fictício, tamanha a dimensão de crueldade entre os adolescentes.  O assunto chama a atenção exatamente pela, cada vez mais, parcial ou total ausência de comunicação dos pais com o universo de seus filhos (as), com a constatação do problema chegando tarde demais.
A Lúcia do título do filme é a recém-falecida mãe de Alejandra, de 15 anos. Para abrandar o luto, seu pai (Hérnan Mendonza), um chefe de cozinha, muda-se com ela para a Cidade do México, onde todos são estranhos.  A garota, que encara a ausência da mãe com mais naturalidade que o pai, começa novas amizades na escola. 
Logo se enturma e as paqueras acontecem sem que o pai saiba. Nada anormal, até que um vídeo indesejado com Alejandra vai parar na rede e ela começa a sofrer todo tipo de abuso dos colegas na escola. Refém de si própria (a revelação do vídeo ao pai a constrangeria profundamente), a menina não sabe a quem recorrer e apenas espera que os maltratos encerrem. O que não acontece.
A violência apenas cresce e numa gradação que deixa o espectador atônito. O roteiro de Franco é especialmente cuidadoso, pois faz seu público pensar que as possibilidades de humilhações já chegaram no seu limite, mas ele nos surpreende a cada minuto. A questão ao espectador passa então a ser outra e a pergunta torna-se mais triste: o quanto Alejandra pode aguentar? Outro mérito do roteiro está na amarração dos acontecimentos. O xadrez em que Franco põe sua adolescente é tão opressor quanto crível (e, portanto, angustiante). Pela própria natureza das fragilidades de uma menina de 15 anos que perdeu a mãe e passa a viver numa cidade estranha com o pai em depressão, a sensação é a de que não há saída nesse labirinto de torturas. 
Outro crédito em “Depois de Lúcia” está na direção objetiva e seca. Ele prova saber exatamente o que quer mostrar. Não há um milímetro de gordura narrativa, nenhum excesso dramático. O tom é sóbrio. Impiedoso e sem julgamento para com os jovens algozes, e sem sentimentalismo por parte da vítima (Alejandra sofre calada, não reage ou chora). 
É essa mesma secura, em como Franco apresenta os fatos, que deverá deixar o público com uma palpitação ainda mais forte no coração durante o desfecho do filme. A sequência final, que se mo­ve em função de um único sen­timento - o desespero - só am­plifica um quadro que já se mostrava horroroso. Um quadro cuja conclusão, sem dúvi­da, vai dar as mãos mais na fren­te com a culpa e o arrependimento. “Depois de Lú­cia” foi eleito o melhor filme na mostra paralela Un certain regard, no Festival de Cannes.

 

Programa

Celebração

Sala Mauro Mota recebe “Cajus”

Mauro Mota é como a nó­doa do caju que lhe foi tão caro - uma vez tendo entrado em contato com ele, é difícil se livrar do seu legado. Por isso que, mais de um século depois de seu nascimento, o jor­na­lista, professor, geógrafo e poeta continua recebendo homenagens por sua contribuição à cultura do Estado. “Quem tão completo em seu modo de ser pernambucano? Quem tão múltipla, tão vária, tão integralmente brasileiro de Pernambuco?”, questionava Gilberto Freyre.
A mais recente celebração ao autor de “Cajueiro nordestino” é a exposição “Cajus”, que tem vernissage às 17h de hoje. O evento, iniciativa da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Meca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), reinaugura a sala que leva o nome de Mauro Mota na unidade da fundação em Casa Forte. Também marca a estreia de Beto Rezende na coordenação do espaço expositivo. 
Com projeto do arquiteto Rodrigo Cantarelli (do Museu do Homem do Nordeste), a mostra é composta por uma instalação feita de peças e objetos artístico/visuais que traduzem o que foi Mauro Mota: um pesquisador que escrevia de forma leve e poética. É, sobretudo, uma exposição sobre o tropicalismo, o lirismo, os sabores e as pessoas, sendo uma extensão do próprio cajueiro imortalizado pelo pernambucano.
Isso fica claro no texto de abertura de “Cajus”, extraído do célebre livro de Mota: “Nenhuma outra árvore existe de ecologia equivalente pela extensão à do cajueiro. Transcende da ambiência fitogeográfica. É como se escapasse do seu para um reino de humanidade e, aí, como os ramos em laço, fizesse a simbiose das espécies”.

Serviço
Abertura da exposição “Cajus”
Hoje, a partir das 17h, na Sala Mauro Mota, localizada na Fundação Joaquim Nabuco (Avenida 17 de agosto, 2187, Casa Forte)
Acesso gratuito
Informações: (81) 3073 6363

 

Grande Recife

Folha na Cidade

Cajus

A Sala Mauro Mota, na Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, passou por requalificação e foi reaberta, ontem, para o público, com a Exposição Cajus. Na Avenida 17 de Agosto, 2187, telefone: 3073.6330.

 

Programa

Cinema

Cabra Marcado para Morrer / De Eduardo Coutinho / A vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Em razão do golpe militar, as filmagens foram interrompidas em 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de “comunismo”, e o restante de dispersou. O trabalho foi retomado 17 anos depois, recolhendo-se depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens e também da viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira. Cinema da Fundação: 18h. Livre

Francisco Brennand / De Mariana Fortes / Com Francisco Brennand e Hermila Guedes. O documentário comemora os 85 anos de Francisco Brennand e revela todas as facetas deste artista múltiplo, que pinta, desenha, modela, esculpe, fotografa, escreve literatura e transformou, nos últimos 40 anos, a antiga fábrica de cerâmicas de seu pai não só em um espaço de seu trabalho, mas, sobretudo em um lugar único do mundo. Cinema da Fundação: 15h, 16h30. Livre.

Filme Jardim Atlântico / De Jura Capela / Com Sylvia Prado, Fransérgio Araújo e Mariano Mattos Martins. O filme é uma narrativa criada a partir da história de Pierre e Syl, um casal em conflito no duelo entre posse e liberdade de um relacionamento conturbado. Cinema da Fundação: 20h20. 18 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

A queda depois do barullho

Diretor-executivo da Globo Filmes é afastado pela cúpula da emissora. Ele havia discutido com cineasta pernambucano

A Globo Filmes, uma das gigantes do mercado cinematográfico nacional, afastou do cargo o diretor-executivo, Carlos Eduardo Rodrigues, conhecido no meio como Cadu. O motivo crucial para a saída do gestor teria sido um bate-boca público travado via imprensa e redes sociais com o pernambucano Kléber Mendonça Filho, autor de O som ao redor e um dos cineastas mais aclamados no mundo no ano passado. O então comandante da distribuidora havia retrucado um comentário do diretor sobre a qualidade das produções feitas pela empresa. 
A notícia do afastamento, veiculada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, foi confirmada pela assessoria de imprensa da Globo Filmes. Em nota, a Textual anunciou a substituição dele por Edson Pimentel, profissional há 34 anos na casa, atual diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Direção de Entretenimento. A justificativa apresentada foi “maior alinhamento com as diretrizes da empresa”. 
O Viver entrou em contato com Kléber. O cineasta está em viagem pelos Estados Unidos para dar palestras a respeito de cenários e reflexões descortinados pelo filme O som ao redor, citado por crítico do jornal The New York Times como um dos dez melhores de 2012. Pelo Facebook, ele não quis comentar a saída de Carlos Eduardo. 
O filme de Kléber se passa na Zona Sul do Recife e leva para a tela os desdobramentos de uma cidade marcada pela colonização. A trama, assistida no Brasil por mais de 90 mil pessoas, se desenrola a partir do trabalho de uma milícia recém-chegada no bairro de Setúbal. Elogiado pela reprodução no cinema das relações urbanas da capital pernambucana, o cineasta criticou, em fevereiro, o formato das produções da Globo Filmes e chegou a declarar que qualquer um com os recursos da empresa atrairia bom público. 
A insinuação tocou na ferida do diretor-executivo da Globo Filmes, empresa cuja atuação desde 1998 levou ao cinema mais de 145 milhões de pessoas com mais de 125 obras. Carlos Eduardo instou Kléber a atrair público de mais de 200 mil pessoas ao cinema e deu início a um bate-boca-virtual.

Saiba mais

Lá e cá em 4 atos
1. Em entrevista à Folha, Kleber disse:
Minha tese é a seguinte: se meu vizinho lançar o vídeo do churrasco dele no esquema da Globo Filmes, ele fará 200 mil espectadores no primeiro final de semana”

2. A resposta

Desafio o cineasta Kleber Mendonca Filho a produzir e dirigir um filme e fazer 200 mil espectadores com todo apoio da Globo Filmes! Se fizer, nada do nosso trabalho será cobrado do filme dele”

3.  A tréplica

O sistema Globo Filmes faz mal à ideia de cultura no Brasil, atrofia o conceito de diversidade no cinema brasileiro e adestra um público cada vez mais dopado para reagir a um cinema institucional e morto”

4.  A última palavra

Fico feliz de estarmos, embora com pontos de vista diferentes, defendendo a mesma ideia: um cinema brasileiro para todos, sem distinção de público”

 

Viver

Cinema

Cabra marcado para morrer. Numa narrativa semidocumental sobre a vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1962. Cinema da Fundação. 20h15 (sex, ter), 18h20 (sab), 18h (dom e qui), 16h30 (ter), 16h10 (qua).

Francisco Brennand. O documentário mostra o universo do pintor, escultor e ceramista pernambucano Francisco Brennand. Cinema da Fundação. 15h (dom, qui, ter), 16h30 (dom e qui).

Amor. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste. Cinema da Fundação. 20h20 (dom e qui).

O Som ao Redor. A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do recife muda a vida dos moradores do local. Cinema da Fundação. 19h30 (exceto dom e seg).

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